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ÁUDIO: Marquinhos explica como fez para não causar ciúmes em vereadores e canalizar sobra de dinheiro da Câmara de Itanhém para seu reduto eleitoral

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[Edelvânio Pinheiro] Em áudio que o Água Preta News teve acesso, gravado recentemente, o vereador Luiz Marcos Villas Boas, o Marquinhos de Ibirajá (PSB), quando foi presidente da Câmara de Itanhém, entre 2015 e 2016, explica como fez para controlar o ciúme dos demais vereadores para conseguir direcionar a sobra do duodécimo do Legislativo Municipal para construir obras em seu reduto eleitoral.

Marquinhos disse que distribuiu gasolina, cesta-básica e até remédio para seus colegas de Câmara para não ficarem enciumados porque o dinheiro, correspondente à sobra do duodécimo, foi destinado para obras no distrito de Ibirajá.

Dos atuais vereadores, além dele, havia Audrey Correia (PR), Whindson Mendes, o Nem Mendes (PP) e Gelson Picoli (PSDB). De acordo com Marquinhos todos foram beneficiados.

“Aí ‘cê’ tem que ajudar os vereadores pra eles não ‘ficar’ com ciúmes, com uma gasolinazinha, algum trem. Eu gastava cinco mil, assim, com despesas com os vereadores. Com todos os vereadores eu gastava cinco mil: gasolina pra um, gasolina pra outro, é cesta básica que eles iam dar pra alguém eu deixava pegar, um remediozinho pra um e pra outro; eu gastava cinco mil com os vereadores pra eles não ficarem com ciúmes de mim, pra ‘mim’ levar os outros 10 mil pra eu fazer as ruas de Jaquetô [Ibirajá] e ponte, entendeu?”, contou Marquinhos.

O ex-presidente também enumerou as obras que conseguiu fazer, usando a estratégia de agradar os demais vereadores.

“Eu fiz cinco ruas, calcei cinco ruas, fiz quatro pontes de cimento e duas praças, fiz a pracinha de Salomão e a praça de Jaquetô com a sobrazinha da Câmara, mas os vereadores não ficavam com ciúmes porque eu ajudava eles, assim, com a gasolina”, detalhou.

Rivelino era o mais caro

Segundo Marquinhos, Gilberto Ramos Soares, o Rivelino, do Partido dos Trabalhadores, nessa jogada, era quem mais gerava despesas para a Câmara de Itanhém. À boca pequena, sabe-se que esse valor correspondia a R$ 3 mil mensais, mas, as razões desse privilégio dado ao vereador Rivelino, Marquinhos não explicou no áudio.

“Rivelino ‘tava’ atendendo o povo, aí eu botava quanto ele gastava de gasolina por mês, atendendo o povo, aí eu dava a gasolina ele. Rivelino era o que mais ficava pesado pra Câmara, mas só que o dinheiro que ele pegava era pra ajudar o povo, toda hora que tinha que ir pra Teixeira, pra qualquer canto, aí ele me ligava eu mandava, abastecia”, esclareceu.

Segundo Marquinhos, o vereador Rivelino do PT “era o que mais pesava pra Câmara”.

Os demais vereadores que, segundo Marquinhos, receberam as benesses pagas com dinheiro público foram Deolizano José de Sousa, o Deó (PP), Antônio Pereira Sena, o Beu Sena (PSL), Luiz Claudio Barbosa, o Dr. Luiz e Webert Caires Ribeiro, o Cabeção (PTC).

No áudio Marquinhos não explica como esses recursos foram destinados exclusivamente para obras onde ele foi maciçamente votado, uma vez que a vinculação desses recursos ao Legislativo não é possível, pois assim que o duodécimo é devolvido à prefeitura, ele deixa de fazer parte do orçamento da Câmara Municipal e passa a integrar o caixa único do município, sob a gestão e responsabilidade do prefeito. Na ocasião o gestor era Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi, do PSB, o mesmo partido de Marquinhos.

OUÇA o áudio:

 

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Adolescentes são apreendidos pela PM suspeitos de matar professor itanheense que foi encontrado nu

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Policiais da 43ª Companhia Independente de Polícia Militar de Itamaraju apreenderam na noite desta sexta-feira (19), numa propriedade rural, no município de Guaratinga, dois adolescentes suspeitos de matar o itanheense Romilson Oliveira Pereira, de 54 anos, mais conhecido como Bai ou Cabelim. Ele era irmão de Nenem Cowboy.

O corpo do professor, que estava nu, com marcas de sangue e sinais de agressão, foi encontrado na última quinta-feira (18), numa comunidade rural, próximo ao distrito de Monte Azul, município de Jucuruçu.

Os acusados, um de 14 anos e outro de 17, teriam utilizado uma faca para matar o professor. [Com informações e fotos de Itamaraju Notícias. Colaborou Show Som Rádio Web]

Objetos apreendidos com os menores.

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Veja como foi a conversa no WhatsApp do vereador Sasdelli e Galdino, que bateram-boca depois da reunião da Câmara

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O Água Preta News teve acesso aos prints da conversa que o vereador Sasdelli Resende (PSDB) teve com Galdino Cacique, através do WhatsApp, dias antes do bate-boca no final da sessão da Câmara de Itanhém, na noite desta quinta-feira (18).

VEJA aqui como foi o bate-boca ao término da sessão da Câmara.

O diálogo se desenvolve em um clima nada amistoso por parte do vereador, que demonstra claramente menosprezo por pessoas que vivem do subemprego.

“Toma vergonha na sua cara e não dirija a palavra a mim”, disse Sasdelli, que será o próximo presidente da Câmara, a partir de 2019. “Faz melhor, além disso, volta pra o café, vai te fazer bem seu babaca”.

Galdino, que já trabalhou na colheita do café no Espírito Santo, questionou a postura do vereador durante aquela conversa.

“Baixaria, meu nobre?”, questionou Galdino. “Seu filho da puta”, respondeu Sasdelli, de forma desiquilibrada, completando com tom ameaçador. “Se me dirigir a palavra novamente… se você acha que está mexendo com moleque, você está enganado!”

Nesse momento, Galdino retrucou, dizendo que ‘fazia dele as palavras de Sasdelli’, no sentido de que, de igual forma, esperava que o vereador estivesse entendendo que não estava mexendo com um moleque. Mas continuou sendo agredido.

“Você é um moleque, seu porra! Espero que seja a última vez que toque em meu nome”, finalizou o vereador.

Procurados pela reportagem, Galdino Cacique disse que apenas utilizou as redes sociais para fazer questionamentos de ordem política e não pessoal. Sasdelli Resende, por sua vez, disse que só exigiu respeito por ter sido insultado e que não é uma pessoa de desavença, mas que também não tem sangue de barata.

FOTO/arquivo: Vereador Sasdelli Resende.

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Após reunião da Câmara, durante bate-boca, vereador de Itanhém chama interlocutor de ‘filho da puta’

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A sessão ordinária da Câmara de Itanhém desta quinta-feira (18) seria como outra qualquer, se não fosse o bate-boca que ocorreu depois da reunião, já do lado de fora.

Sasdelli Resende (PSDB), que será o próximo presidente da Câmara, a partir de 2019, foi questionado por um morador do município, sobre mensagens que o vereador havia enviado para ele através do WhatsApp e o vereador teria retrucado com palavras ofensivas. Galdino Cacique (à direita da foto) teria sido chamado de ‘filho da puta’ pelas redes sociais e queria ouvir da própria boca do vereador aquela e outras agressões.

“Na saída da reunião eu presenciei uma cena triste. Mostrando mensagens no celular, Galdino pediu para Sasdelli falar pessoalmente o que o vereador havia dito através de mensagens, frisando que ele não era filho da puta”, descreveu o vereador André Correia (PHS), quando procurado pelo Água Preta News. “Aí o vereador foi no carro e voltou dizendo palavras de baixo calão na frente de funcionários da casa legislativa e dos senhores Horácio Afonso e Elizeu Binas”, completou André, enfatizando que em nenhum momento ouviu qualquer agressão por parte do interlocutor de Sasdelli Resende.

A reportagem também procurou Elizeu Binas, que é estudante de Direito. Ele confirmou as agressões por arte do vereador.

“Eu estava no momento que aconteceu essa desavença. Galdino, quando Sasdelli desceu a escada da Câmara, pediu para ele repetir o que havia falado no WhatsApp. Sasdelli pediu para Galdino respeitá-lo porque ele não era a prefeita Zulma e Galdino insistiu para ele repetir o que o vereador havia falado no WhatsApp, dizendo que no WhatsApp todo mundo era homem. Aí Sasdelli voltou e falou ‘eu te chamei de menino, filho da puta e me respeite senão você vai dormir no Castelo de Grayskull, não mexe comigo não se não o negócio vai pesar pra o seu lado’. Depois, Sasdelli entrou no carro foi em direção à prefeitura e voltou e, de dentro do carro, chamou novamente Galdino de filho da puta e babaca, só que muito mais alterado do que da primeira vez”, explicou o acadêmico, enfatizando que Galdino demonstrou tranquilidade e não proferiu nenhuma ofensa e que achou vergonhosa a atitude do vereador, por se tratar de uma figura pública.

Galdino disse ao portal que nas redes sociais apenas fez questionamentos de ordem política e não pessoal. Ele forneceu os prints da conversa que teve com o vereador ao Água Preta News e estuda processar o parlamentar.

O vereador Sasdelli, por sua vez, disse que só exigiu respeito.

“Só pedir pra ele me respeitar, pois ele vem há um bom tempo me insultando e faltando respeito com a minha pessoa. Você conhece a minha conduta, sabe que não sou de desavença, mas também não tenho sangue de barata”, afirmou.

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