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Destaque Empresarial: Sem outra opção, prefeita diz que asfalto é presente para o cambaleante comércio de Itanhém

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A prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (MDB), no Destaque Empresarial, que aconteceu na noite deste sábado (26), na AABB, sem ter outra opção, apresentou aos empresários o asfaltamento, que foi anunciado para algumas ruas da cidade, como meio de incentivo ao comércio local.

Orçada em pouco mais de R$ 599 mil, a obra é do governo do estado e foi canalizada para Itanhém através do deputado estadual Marcelo Nilo (PSB). Na Câmara Municipal a indicação da obra é dos vereadores Ronaldo Correia (PC do B) e Audrey Correia (PR).

“Esta é uma oportunidade interessante para anunciar para aqueles que ainda não têm conhecimento, uma grande notícia: um verdadeiro presente para o comércio local. Semana passada estivemos em Salvador, onde asseguramos custos no valor de R$ 600 mil para a pavimentação, com asfalto, das principais praças, ruas e avenidas da nossa cidade”, disse a prefeita em seu discurso.

Algumas pessoas acreditam que asfaltar ruas em Itanhém não seria o mais necessário, diante do caos existente na mobilidade, principalmente em ruas de bairros afastados. A manutenção do asfalto também é questionada, uma vez que a secretaria de Infraestrutura – que é chefiada por Newton Pinheiro, irmão da prefeita -, não tem resolvido problemas menores, como buracos nas ruas de chão batido, por exemplo.

“Vamos tentar ter um pouco de inteligência”, provocou Islanio Gil, em sua página no Facebook. “Melhor do que asfaltar ruas já calçadas, por que não calçar as que no verão é poeira e quando chove é lama?”, questionou. “Não vejo conquista nisso, depois quero ver se vão fazer manutenção nesse asfalto”, duvidou.

Apesar de algumas críticas que já começam a ser levantadas nas redes sociais, o asfaltamento de algumas ruas é uma obra importante para a cidade e já era sem tempo. Mas, esperava-se que, no Destaque Empresarial, Zulma Pinheiro fosse apresentar a conquista do asfalto junto ao governo do estado, como uma obra que viesse contribuir para a mobilização da cidade e tão somente isso.

A verdade é que, a falta de investimentos e incentivos no município têm feito o comércio passar por um dos piores momentos de sua história. Algumas lojas fecharam as portas e dezenas de funcionários foram demitidos. Há quem diga que o comércio de Itanhém está falido.

“Falido, não há outra palavra para definir o nosso comércio hoje”, disse o empresário Elisângelo Nunes, proprietário de uma granja e peixaria na cidade.

Por outra ótica, não há nenhuma grandeza na conquista de asfaltamento de algumas ruas, em termos de valores, como fez questão de ilustrar a prefeita em seu discurso durante o Destaque Empresarial. É muito ínfimo o valor da obra, se comparado com outras emendas de deputados, canalizadas por alguns vereadores, como Ronaldo Correia (PC do B), André Correia (PHS) e Whindson Mendes, o Nem Mendes (PP), por exemplo. Juntas, as emendas dos vereadores ultrapassam R$ 2 milhões.

Se algum empresário foi ao evento, aguardando, por parte da prefeita, o anúncio de algum milagre para evitar que o cambaleante comércio de Itanhém caia definitivamente, teve que se contentar com a beleza do espetáculo que a CDL promoveu.

O concorrido evento da CDL serve também para dar pelo menos um dia de alegria para os comerciantes, principalmente àqueles que contribuíram para a eleição da prefeita, os quais, além de terem que driblar a crise, são agora obrigados a ficarem ‘pianinhos’, vendo milhões e milhões de dinheiro escorrendo em licitações, canalizadas para empresas de fora. Se esses valores fossem investidos no município, o comércio não estaria andando de muletas e os empresários teriam muito mais do que um dia apenas de alegria.

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Crônica relembra personagens do antigo Mercado Municipal de Itanhém

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O ex-diretor de Cultura do município de Itanhém, Políbio José, que é artista plástico e licenciado em História pela UNEB (Universidade do Estado da Bahia), publicou em sua página no Facebook uma crônica sob o título “Belas lembranças”, que apresenta um pouco da história itanheense.

Para dar mais vida ao texto, o artista postou uma imagem da praça Otávio Mangabeira, onde hoje está o Terminal Rodoviário, mas que, na década de 1970, estava instalado o Mercado Municipal, que funcionava como centro comercial da cidade de Itanhém. A foto é do arquivo do poeta Airam Ribeiro.

“Nas manhãs de sábado lá íamos nós, ainda criança, descendo a rua Belo Horizonte, a rua das Pedras ou, quem sabe, a Maria Moreira Lisboa, mas o certo era que aqueles sábados eram especiais”, inicia o autor. “Logo na chegada encontrávamos com outros adolescentes, sempre ao som da sanfona do senhor Mário Calundu que, em suas trovas, anunciava que em sua banca já era possível apreciar um delicioso casadinho de requeijão com tijolo”, prossegue.

Políbio José lembra de personagens muito conhecidos da época, destacando curiosidades de suas atividades comerciais. Djaniro, com uma máquina considerada de última geração, transformava as cascas da fruta em fios e Clovis Lobeu fazia barulho com um ‘escarossador’ de cana, que preparava garapas deliciosas para serem vendidas à população.

Outros comerciantes também são lembrados na crônica, como o maior comerciante da época, Zeca Barreto, que oferecia em seu estabelecimento uma grande variedade de produtos.

“Perto dali dona Laura vendia sabão de coada em forma de bolas, dentro de uma bacia de alumínio, impressionando as lavadeiras da época que, enfileiradas, compravam o sabão que era elogiado por todas as consumidoras. Mais à frente seu Marinho estava já a posto com sua gamela de jenipapo, vendendo a dúzia para quem quisesse preparar um delicioso licor”, destaca, sem esquecer do irresistível tempero de dona Ana, dos açougueiros Beló, Elias, Jovino, Zé Pretinho, Zé Ramos, Joel nem de vendedores de queijo e beiju como Ilário Palarga.

Personagens folclóricos também não foram esquecidos, como Conrado, um cidadão corcunda, Jacson Rassudo e Divá, que tinham problemas mentais, os quais não saiam dos botecos à procura de uma dose de aguardente. É claro que o autor não esqueceu de João de Dona Ana, que cuidava da limpeza de todo aquele espaço à base de creolina.

Você pode ler a crônica de Políbio José aqui. Abra antes o seu Facebook.

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O prefeito (mas poderia ser a prefeita) traiu o povo em pleno São João!

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[Crônica de A. Zarfeg] À maneira de Paulo Mendes Campos, que um dia se deliciou inventando inúmeras maneiras de reescrever a frase “A marquesa saiu às cinco horas”, nós resolvemos também dar a nossa contribuição para a promoção da frivolidade humana. Mesmo porque, durante o São João, não tínhamos com que nos ocupar a mente. Então, achamos por bem nos divertir um pouco com a frase “O PREFEITO TRAIU O POVO EM PLENO SÃO JOÃO” que, aliás, nos rendeu um passatempo no mínimo interessante, apesar de politicamente incorreto. Vejamos, em ritmo de forró:

O prefeito talvez tenha traído só um pouquinho, talvez nem tenha traído o povo em pleno São João. Eu pelo menos não vi (Mineiro).

Ninguém poderia jurar que o prefeito tivesse traído o povo em pleno São João (Agnóstico).

Se o prefeito traiu o povo em pleno São João, corre sério risco de não ser reeleito (Analista político).

O pprefeito ttraiu o ppovo em ppleno São João (Gago).

O prefeito traiu o povo em pleno São João? Então, é um filho da puta (João Araújo).

Se o prefeito traiu o povo em pleno São João, deve pagar pelo que fez (Força-Tarefa).

Se o prefeito traiu o povo em pleno São João, logicamente vai se dar muito mal (Delegado).

O PREFEITO TRAIU O POVO EM PLENO SÃO JOÃO! (Manchete do Agora, jornal de Aguilar).

O prefeito! Traiu o povo! Em pleno São João! Batata! (Nelson Rodrigues).

O prefeito, meus caros, traiu o povo em pleno São João (Orador).

Por que mesmo o prefeito traiu o povo em pleno São João? (Ingênuo).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, mas ninguém tem nada a ver com isso (Alienado).

O prefeito, que gracinha, traiu o povo em pleno São João (Fabinho Darling).

Teria realmente o prefeito traído o povo em pleno São João? (Cético).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, mas eu não vi nada (Vice-prefeito).

O prefeito traiu o povo em pleno São João. Uma pouca vergonha! (Ressentido).

Nunca que o prefeito iria trair o povo em pleno São João (Do contra).

Venho pelo presente declarar, a quem interessar possa, que o prefeito traiu o povo em pleno São João (Comercial).

Ó prefeito, por que traíste o povo em pleno São João? (Angustiado).

Um dia, e lá se vão muitos anos, o prefeito traiu o povo em pleno São João (saudosista).

Meu rei! O prefeito traiu o povo em pleno São João (Baiano).

Ignorando a LRF, o prefeito traiu o povo em pleno São João (Estudante de direito).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, provavelmente com a conivência do vice. Por isso, no pasarán! (Marilena Chauí).

O prefeito, morto há duzentos anos, traiu o povo em pleno São João (Historiador).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, sim senhor (Positivo).

O prefeito, não o vereador, traiu o povo em pleno São João (Presidente de Câmara de Vereadores).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, mas o que interessa é saber quanto ele surrupiou (Desconfiado).

Eu jamais escreveria: o prefeito traiu o povo em pleno São João (Dilvan Coelho).

O exmo. sr. prefeito traiu o povo em pleno São João (Burocrático).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, mas eu juro que não tenho nada a ver com isso (Neurótico).

O otieferp uiart o ovop me onelp oãS oãoJ (Pueril).

O prefeito traiu the people em pleno São João (Americanófilo).

Em pleno São João, o prefeito traiu o povo (Esclarecedor).

O prefeito traiu o povo em pleno São João. Será? (Eleitor)

O prefeito traiu o povo (Sintético).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, mas posso garantir que ele não me passou pra trás (O cara).

Quando soube que o prefeito tinha traído o povo em pleno São João, o pré-candidato me ligou desesperado: “Será que esse triste equívoco vai atrapalhar minha candidatura?” (Marqueteiro).

Até prova o contrário, o prefeito é inocente (Assessor do prefeito).

O prefeito traíra o povo em pleno São João (Mais-que-perfeito).

O prefeito traiu o povo em pleno São João porque isso tinha que acontecer mais dia menos dia (Fatalista).

Salve o prefeito, campeão dos campeões, que traiu o povo em pleno São João e, ainda por cima, saiu de finim, rindo de mim (Forrozeiro).

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João Bosco e Vinícius vão tocar no São João, mas falta médico no hospital: “Pensei que ia perder o meu filho”

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Eram exatamente 20 para às 9 da noite desta sexta feira (22), quando o montador de móveis Fernando Rodrigues Ferreira e sua esposa chegaram desesperados ao Hospital Maria Moreira Lisboa, em Itanhém, com o filho nos braços. Victor Hugo, de apenas 1 ano e 5 meses, havia tido uma convulsão e precisava, com urgência, de atendimento.

Os responsáveis pelo município, alheios ao sofrimento daquela família, se preparavam para o primeiro dia do luxuoso São João, no Mercado Municipal, que promete João Bosco e Vinícius no domingo.

“Logo que cheguei na porta do hospital o guarda falou que não tinha doutor. Entrei abrindo as portas em busca de ajuda ou sorte de [encontrar] alguma enfermeira. Lá estavam duas enfermeiras guerreiras, que me atenderam. [Entrei] gritando e ameaçando filmar quarto por quarto para provar a falta de saúde e atendimento médico em Itanhém”, escreveu o pai em sua página no Facebook, onde também fez um desabafo sobre a situação crítica em que se encontra a saúde no município, depois de narrar o seu sofrimento em busca de atendimento para o filho.

Depois disso, o pai da criança disse que alguém no hospital fez uma ligação e um médico apareceu para atender o seu filho.

“Hoje no hospital eu passei o desprazer de ver e sentir que, quem trabalha lá, é porque precisa do emprego e não por amor ao que faz; vive sempre escondendo a vergonha da má administração de Itanhém. Acredito que todos os profissionais estão sonhando com um hospital melhor e parar de passar vergonha”, desabafou, questionando os recursos que o município recebe para a saúde. “Prefeita Zulma, o Hospital Maria Moreira Lisboa está pedindo socorro. Suas promessas, o dinheiro nosso, cadê? ”, perguntou.

No final, o pai de Victor Hugo agradece ao médico, as enfermeiras e pedem aos internautas que compartilhem sua postagem, que teve anexadas fotos e vídeos feitos na unidade de saúde.

Na tarde deste sábado (23), o Água Preta News fez contato com Fernando Rodrigues, que informou que o filho passa bem.

“[Mas] pensei que ia perder o meu filho”, disse emocionado à reportagem.

FOTO: O pai postou foto do filho no hospital.

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