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Impressionante: paraibano analfabeto cria moto movida a água

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[Érica Ribeiro, G1 PB] Sandro das antenas” ou “da moto movida a água”. É assim que o paraibano Sandro Alves de Oliveira, de 37 anos, é conhecido pelos moradores da cidade de Alagoa Nova, no Agreste da Paraíba, depois que inventou um sistema que faz com que a motocicleta dele seja movida a água, através de um reator de alumínio, em que as moléculas de hidrogênio se tornam o combustível para a moto.

Sandro diz que resolveu criar o sistema para fazer a moto funcionar com água após a greve dos caminhoneiros na Paraíba, em maio deste ano. “Com a falta de gasolina naquele tempo e com o alto preço do combustível, decidi criar esse sistema com água para economizar”, explica ele.

Segundo o inventor, a moto faz 1.000 km com apenas 1 litro do líquido. “Eu comecei a desenvolver uns negócios aqui dentro de casa. Fiz uma célula de hidrogênio, coloquei uma bateria, um produto dentro da água e a moto explodiu, consigo andar na cidade toda com ela”, revela.

Questionado sobre os experimentos serem perigosos, Sandro diz que fez o projeto com muito cuidado.“Não é perigoso quando a gente sabe exatamente a quantidade de produto que precisa ser colocado junto com a água, eu fiz direitinho e deu certo”, explica.

Mas antes de ficar conhecido na cidade pela invenção da motocicleta movida a água, alguns moradores já sabiam quem era Sandro. O primeiro trabalho do inventor foi desenvolver antenas para TV e é isso que ele faz até hoje.

O primeiro trabalho do inventor Sandro Alves, de Alagoa Nova, no Agreste da Paraíba, foi desenvolver antenas para TV e é isso que ele faz até hoje — Foto: Érica Ribeiro/G1

O primeiro trabalho do inventor Sandro Alves, de Alagoa Nova, no Agreste da Paraíba, foi desenvolver antenas para TV e é isso que ele faz até hoje — Foto: Érica Ribeiro/G1

“Hoje em dia é tudo digital, eu comecei a trabalhar fazendo antenas e tá dando certo. Eu criei minha própria antena pra mostrar aos vizinhos e depois eles começaram a me pedir pra fazer pra casa deles”, conta.

A produção de uma antena dura cerca de 25 minutos. Além desse trabalho, Sandro aprendeu sozinho a consertar eletrodomésticos e eletrônicos e hoje é procurado pelos moradores para fazer esse serviço.

Genaldo Gonçalves, que se mudou recentemente para a Avenida São Sebastião, onde a casa de Sandro fica localizada, diz que conheceu o trabalho do inventor através de amigos e das redes sociais.

“Eu ouvi falar do Sandro e das invenções dele, e o que impressiona é por ele não ter estudo e desenvolver tão bem esse trabalho com eletrônicos. As pessoas da cidade procuram consertar os aparelhos eletrônicos com ele, porque ele é muito inteligente”, afirma.

‘Inventor’ nasceu na zona rural da cidade e nunca estudou

Sandro nasceu na zona rural do município e há dez anos mudou-se para o Centro da cidade. O inventor nasceu com uma deficiência que compromete a fala. Ele diz que não sabe ler, nem escrever, e que aprendeu sozinho a consertar eletrônicos e criar suas invenções. “Eu só sei assinar meu nome, porque eu tive problema de cabeça e nunca consegui estudar”, explica.

O alagoa-novense conta que tem mais seis irmãos, mas que mora sozinho com a mãe, Maria Alves de Oliveira, de 79 anos. Maria diz que já está acostumada com as invenções do filho. “Ele começou com essas coisas desde que a gente veio morar na cidade, há uns 10 anos atrás, todo dia é um negócio diferente”.

Sandro afirma que não consegue estudar porque, quando tenta ler ou escrever algo, a cabeça dói muito. Mas diz que adora consertar os eletrônicos e inventar novos projetos. “Há uns anos atrás eu até tentei estudar, mas nunca deu certo. Já tentei ir a um psicólogo pra entender o que tenho na cabeça, mas não consegui”, lamenta.

O inventor não tem acesso à internet em casa e conta que aprendeu a mexer nos eletrônicos e criar os projetos sozinho. “É tudo da minha cabeça, eu não vi em canto nenhum. Fui aprendendo depois que comecei a mexer nisso tudo”, diz Sandro.

O 'inventor' não tem acesso a internet em casa e diz que aprendeu a mexer nas ferramentas e criar os projetos sozinho — Foto: Érica Ribeiro/G1

O ‘inventor’ não tem acesso a internet em casa e diz que aprendeu a mexer nas ferramentas e criar os projetos sozinho — Foto: Érica Ribeiro/G1

“Eu me preocupo com o meio ambiente e minhas invenções são feitas com materiais que as pessoas acreditam que não servem mais para nada”, afirma Sandro Alves.

Quem conhece Sandro pelas antenas ou pela moto movida a água nem imagina a quantidade de outros projetos que o inventor já criou com materiais recicláveis que ele encontra no lixo. E é dentro de casa que Sandro trabalha. Ele tem um quarto reservado só para colocar os materiais que irão ser utilizados nas novas invenções.

Mas o quarto da casa já não é suficiente para guardar todo o material. Sandro conta que quase todos os dias moradores vão até a residência e entregam eletrônicos velhos para que ele utilize em seus projetos.

Sandro Alves tem um quarto reservado só para colocar os materiais que irão ser utilizados nas novas invenções, em Alagoa Nova, no Agreste da PB — Foto: Érica Ribeiro/G1

Sandro Alves tem um quarto reservado só para colocar os materiais que irão ser utilizados nas novas invenções, em Alagoa Nova, no Agreste da PB — Foto: Érica Ribeiro/G1

Para as criações, o inventor conta com a ajuda do amigo desenhista José Carlos, de 30 anos. “Eu conheci o Sandro desde que ele veio morar aqui na Avenida São Sebastião, aí a gente começou a inventar esses projetos. Eu ajudo ele com os desenhos e na produção das antenas também”, diz José Carlos.

Umas das primeiras invenções de Sandro, que o amigo José Carlos ajudou a criar, foi a miniatura de um trio elétrico com materiais recicláveis. O projeto chama a atenção dos moradores da cidade, que querem vê de perto a criatividade do inventor alagoa-novense.

“Tem uns que eu ainda consigo consertar, mas os que não servem mais eu desmonto e uso para fazer outras coisas”, diz ele.

Umas das primeiras invenções de Sandro foi a miniatura de um trio elétrico feito de materiais recicláveis, em Alagoa Nova, na PB — Foto: Érica Ribeiro/G1

Umas das primeiras invenções de Sandro foi a miniatura de um trio elétrico feito de materiais recicláveis, em Alagoa Nova, na PB — Foto: Érica Ribeiro/G1

Um dos vizinhos de Sandro, Edvan Nascimento da Silva, diz que sempre acompanha as criações do amigo. “Isso é uma coisa maravilhosa da gente ver, eu fico sempre aqui do lado olhando as invenções dele. Esse trio elétrico é uma coisa linda e essa invenção da moto movida a água então… nem se fala! Isso poderia ajudar um monte de gente a economizar na gasolina”, destaca.

Outras invenções criadas a partir de material reciclável

Além das antenas e da moto movida a água, Sandro criou um projeto que ele chama de “batedeira reciclável para doces”. “Esse aqui é pra quem gosta de cozinhar. Eu coloquei um motorzinho, um pedaço de madeira e deu certo. É como uma batedeira, dá pra mexer doce, mexer massa e tem muita força”, explica o inventor.

Com um secador de cabelo, por exemplo, e com a ajuda do amigo José Carlos, Sandro criou uma miniatura de um parquinho. Ele conta que gosta de inventar para todo mundo, inclusive para ver a alegria das crianças.

Para os que gostam de música, os amigos fizeram um puff multifuncional. “Esse puff aqui é pra quem gosta de sentar e poder ouvir música em qualquer lugar. É só conectar o bluetooth do celular ou um pendrive nele, além disso tem um isopor dentro pra colocar um cervejinha”, explica o desenhista José Carlos.

Outras invenções criadas por Sandro Alves a partir de material reciclável, em Alagoa Nova, no Agreste da PB — Foto: Érica Ribeiro/G1

Outras invenções criadas por Sandro Alves a partir de material reciclável, em Alagoa Nova, no Agreste da PB — Foto: Érica Ribeiro/G1

Ainda de acordo com Sandro, ele já criou um carregador de celular a base de energia solar, mas deu a invenção de presente a um amigo engenheiro do Rio de Janeiro.

“Ele é muito inteligente, eu fico emocionada com as coisas que ele faz. Ele é uma pessoa muita boa e é cheio de criatividade”, diz Maria Aparecida, prima de Sandro.

O paraibano revela que até tem vontade de apresentar o sistema da moto movida a água para alguma empresa da região que tivesse interesse em aprimorar o projeto, mas que tem medo da reação das grandes empresas de combustível com a ideia. “Eu poderia até mostrar a algum empresário esse projeto, mas tenho medo. Por isso vou deixar essa ideia só na minha moto mesmo, porque é complicado”.

Sistema criado pelo paraibano Sandro Alves acontece através de um reator de alumínio, em que as moléculas de hidrogênio se tornam o combustível para a moto funcionar — Foto: Érica Ribeiro/G1

Sistema criado pelo paraibano Sandro Alves acontece através de um reator de alumínio, em que as moléculas de hidrogênio se tornam o combustível para a moto funcionar — Foto: Érica Ribeiro/G1

O inventor alagoa-novense diz que tem um sonho de criar um carro elétrico a base de energia solar. “Essa moto movida a água foi só o começo. Eu quero fazer um carro que funcione através da energia solar”, enfatiza.

O 'inventor' alagoa-novense diz que tem um sonho de criar um carro elétrico a base de energia solar — Foto: Érica Ribeiro/G1

O ‘inventor’ alagoa-novense diz que tem um sonho de criar um carro elétrico a base de energia solar — Foto: Érica Ribeiro/G1

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Ticiana Scalzer e mais dez nomes tomam posse como embaixadores do Projeto Resgate em Itanhém

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[Edelvânio Pinheiro] A administradora de empresas e consultora de moda Ticiana Scalzer tomou posse como Embaixadora do Club Recreativo Resgate (CRR), na Casa da Cultura de Itanhém, na manhã da última quinta-feira (15).

Além de Ticiana, também se tornaram Embaixadores do projeto social outros dez profissionais liberais, como a professora Elane Botelho e o advogado Valdey Ferreira.

A Embaixada do Projeto Resgate foi idealizada pelo poeta e jornalista Almir Zarfeg e a instalação dela teve o apoio do empresário Francisco Sampaio Lopes, proprietário do provedor de internet New Style.

“Os embaixadores vão colaborar com o projeto social tanto financeira quanto apoiando as ações e, também, viabilizando parcerias e apoios”, afirmou Almir Zarfeg à reportagem do Água Preta News.

“Estou muito feliz por participar desse projeto belíssimo”, escreveu Ticiana em sua página no Facebook.

A professora e escritora Elane Botelho também comemorou sua nomeação como Embaixadora: “Muito honrada em ser Embaixadora desse projeto que dignifica a vida de tantas crianças”.

O Projeto Club Resgate, idealizado e coordenado por Manoel Binas, completou 11 anos de vida no último dia 15 de novembro. Esse número inspirou a nomeação dos embaixadores.

A seguir, a lista com todos os embaixadores e embaixadoras:

01 – Auta Maria Carvalho – Empresária/Teixeira de Freitas

02 – Cícero Bahia – médico/Cabo Frio

03 – Elane Botelho – professora/Itanhém

04 – Erivan Santana – professor/Teixeira de Freitas

05 – Fabiano Pires – dentista/Salvador

06 – Giu Cerqueira – fisiculturista/Itanhém

07 – Patrícia Brito – contadora/Teixeira de Freitas

08 – Sasdelli Resende Afonso – vereador/Itanhém

09 – Ticiana Scalzer – consultora de moda/Teixeira de Freitas

10 – Val Bernardino – empresária/Barra de São Francisco

11 – Valdey Ferreira – advogado/Teixeira de Freitas

Ticiana Scalzer toma posse como Embaixadora do Projeto Resgate.

 

Zarfeg, Ticiana, Manoel Binas, Romilva.

 

Zarfeg, Elane, Manoel Binas e Romilva.

FOTO DE CAPA: Embaixadores, diretoria do CRR e alunos celebram instalação da Embaixada.

Fotos: ItanhemFest/Eptácio Costa

 

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Vice-prefeito de Itanhém tira foto com Airam Ribeiro e desmistifica superstição

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O vice-prefeito de Itanhém, André Lisboa, nesta quarta-feira (14), mostrou que, com ele, superstição não tem espaço e, definitivamente, desmistificou que, tirar foto com o poeta e escritor Airam Ribeiro é a coisa mais normal do mundo.

Airam Ribeiro tem um acervo fotográfico da cidade de Itanhém e dos moradores com mais de 3 mil unidades e em muitas dessas fotos ele aparece ao lado de pessoas ilustres que, de uma forma ou de outra, ajudaram a construir a história antiga e atual do município.

Acontece que, coincidentemente, algumas dessas pessoas vieram a falecer esse ano e, nas redes sociais, os próprios amigos e admiradores de Airam Ribeiro começaram a fazer brincadeiras, dizendo que, ‘deixar-se ser fotografado ao lado do poeta seria correr o risco de morrer antes do tempo’.

Nesta quarta-feira, o político então, que é advogado, fez questão de ser fotografado e ainda gravou um vídeo ao lado de Airam Ribeiro, que é amigo de sua família.

“Estou aqui na casa do meu amigo Airam e dessas 4, 5 mil pessoas [que aparecem nas fotos do acervo] só morreu uma meia dúzia. Então, estatisticamente essas fotos estão é salvando gente”, disse André Lisboa, enfatizando que Airam se fotografa ao lado de pessoas importantes, que são amigas e tradicionais em Itanhém. “Então é uma honra pra gente sair nessas fotos  e o resto é brincadeira do pessoal”, finalizou.

Brincadeiras à parte, Airam Ribeiro, por sua vez, publicou nas redes sociais um cordel – que é uma de suas especialidades – chamando de medroso o supersticioso que acredita em coisas inócuas e que depositam confiança nessas causalidades:

AO SUPERSTICIOSO CAGÃO

Você que é supersticioso

Amigo, deixe de bobagem

Você metido a gostoso

Tá mesmo é com frescuragem

Se eu oferecesse dinheiro

Você era logo o primeiro

A querer sair na imagem.

 

Nesta simples brincadeira

Digo que eu não inventei

Partiu das vozes treiteiras

Que de onde veio, nem sei!

Se você não gostou cai fora

Mais te digo que sua hora

Não está nas fotos que tirei.

 

Uma queda lá no banheiro

Ao atravessar uma estrada

Ou mesmo num fogueteiro

Ou seu coração der parada

A minha foto não vai te matar

É o seu medo que vai te mandar

Você pra outra empreitada.

 

A te esperar tá o cemitério

Seja supersticioso ou não

A morte é um mistério

Uma foto não é a questão

Você morre de qualquer jeito

Mas o seu maior defeito

É ser um medroso e cagão.

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Erivan Santana e Patrícia Brito formalizam candidaturas à ATL; inscrições seguem até quinta-feira (15)

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[Edelvânio Pinheiro] Os escritores Erivan Santana e Patrícia Brito formalizaram na última sexta-feira (9) suas candidaturas à Academia Teixeirense de Letras (ATL). Conforme o Edital de Nº 001/2018, eles tentam suprir a vacância das Cadeiras 22 e 36 devido à mudança de domicílio dos acadêmicos João Pinto e Amaro Sant’Anna, que passarão à condição de membros honorários.

Escritores e poetas interessados em concorrer às duas cadeiras podem se inscrever até o próximo dia 15 de novembro. Mas precisam ser teixeirenses ou residir em Teixeira de Freitas (já que as cadeiras pertencem à cota dessa cidade-sede) e ter pelo menos uma obra literária editada. Mais informações através do e-mail atl_letras@yahoo.com.br

Erivan Santana é natural de Itanhém, mas reside em Teixeira de Freitas há muitos anos. Licenciado em letras e com mestrado em ciências da educação, leciona há mais de 20 anos no ensino fundamental teixeirense e no ensino médio baiano. Em 2018, pela Editora PerSe, estreou na poesia com o livro “Para ler um poema”, que teve lançamento nacional na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Ganhou uma menção honrosa no Prêmio Castro Alves de Literatura 2018 com o poema “O café”.

Já Patrícia Brito nasceu em Teixeira de Freitas onde se graduou em Turismo, Ciências Contábeis e Letras. Em 2017, publicou o romance “Decidir os caminhos da vida” e, em 2018, a novela “Cuida bem de mim!”, pelas editoras Saramandaia e PerSe, respectivamente. Ela também marcou presença nas antologias “Bastidores”, “Crônicas e alguns contos” e “ATL em Verso e Prosa!” A escritora mantém o blog “Leituras Plus” no qual publica resenhas sobre obras de escritores brasileiros da nova geração. Teve um conto premiado no Prêmio Castro Alves de Literatura 2017.

“Uma vez inscritos, os candidatos serão avaliados pelos membros efetivos da ATL que decidirão por maioria simples pela escolha desse ou daquele candidato”, informou Almir Zarfeg, presidente da ATL.

Ainda segundo Zarfeg, a posse dos dois novos membros eleitos vai acontecer no evento solene inicial de 2019, marcado para 14 de março, Dia de Castro Alves, patrono-geral da ATL. Também serão empossados os primeiros membros correspondentes da entidade literocultural.

Na oportunidade, o maestro Eudes Oliveira Brito será empossado membro benemérito. Ele é autor da melodia do hino da ATL. A letra é do confrade Marcus Aurelius.

VEJA entrevista concedida por Erivan Santana à TV Sul-Bahia aqui.

FOTO CAPA: Escritores Erivan Santana e Patrícia Brito formalizam candidaturas à ATL.

Erivan Santana e Almir Zarfeg

Patrícia Brito e Almir Zarfeg.

 

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