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Manga faz bem para o intestino; veja outros benefícios

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[Regina Célia Pereira/MSN]

Relatos dão conta de que, certa vez, Buda e seus seguidores se puseram a meditar em um pomar repleto de mangueiras. Daí o fruto ter ficado associado a paz e felicidade. Mas a manga também está relacionada com o alívio, especialmente para aqueles que sofrem com a constipação intestinal, encrenca que atrapalha a vida de 26% da população. Nesse caso, quem conta a história é a ciência.

Em uma das pesquisas mais recentes, uma equipe da Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, recrutou pessoas que penavam com o problema para testar os efeitos do alimento. A experiência mostrou que o consumo de 300 gramas da fruta por dia, ou uma unidade média, ajudava a combater a prisão de ventre.

Além de ela aumentar as visitas da turma ao banheiro, exames revelaram mais efeitos bem-vindos ao intestino. Foi constatada uma ação anti-inflamatória, por exemplo. Aliás, esse potencial aparece em outros estudos desse grupo americano, inclusive com resultados expressivos em indivíduos com a doença de Crohn, distúrbio marcado por inflamações no trato gastrointestinal.

Para o nutrólogo Edson Credidio, doutor em ciências dos alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entretanto, ainda faltam dados a respeito. “São necessários estudos maiores para conhecer em detalhes esse impacto sobre a inflamação”, pondera.

Entre os achados, observou-se, também, um estímulo à produção de ácidos graxos de cadeia curta. Essas moléculas estão envolvidas na diminuição do risco de infecções e do aparecimento de tumores na região do intestino. Quem é ligado aos assuntos da nutrição pode estar imaginando que todos os méritos devem ser creditados às fibras encontradas na polpa doce.

Mas se você já descansou aos pés de uma mangueira sabe que a fruta é mais do que fiapos. Sua receita é uma mistura cremosa e perfumada de vitaminas, minerais e compostos protetores.

No páreo com mamão e ameixa?

A mesa do café da manhã dos constipados costuma ter espaço reservado para o mamão, velho aliado contra a prisão de ventre. A ameixa é outra que bate ponto no cardápio desse pessoal. Mas saiba que a manga oferece mais que o dobro de fibras em comparação com o papaia e chega a empatar com a ameixa.

A substância ajuda a formar um bolo dentro do intestino que, por sua vez, pressiona as paredes do órgão e favorece contrações. Um empurrão assim, logo cedo, impede que muita gente saia de casa enfezada.

Mas vale incluir o fruto em outras ocasiões. “Como sobremesa, lanche ou parte da refeição”, sugere a nutricionista Silvia Papini, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu.

Queridinha no Brasil

Aclamada como a rainha das frutas, a manga encanta súditos há muito tempo. Originária do sul da Índia, a espécie foi domesticada 2 mil anos antes de Cristo e trazida para o Brasil pelas mãos dos portugueses no século 16. “A fruta se naturalizou brasileira e, aqui, acabou adquirindo diferentes características”, diz a engenheira agrônoma Maria Auxiliadora Coelho Lima, da Embrapa Semiárido.

O engenheiro agrônomo Francisco Mourão Filho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, conta que a mangueira se adaptou bem aos climas tropicais e subtropicais do nosso país. Deu tão certo que o Brasil figura entre os grandes produtores mundiais, com destaque para o Vale do São Francisco, entre Bahia e Pernambuco.

“Hoje ela é nossa fruta mais exportada”, afirma o engenheiro agrônomo Eduardo Brandão, da Comissão Nacional de Fruticultura (CNA). “De janeiro a agosto deste ano, foram enviadas 65 mil toneladas ao exterior”, conta.

Acontece que nossos maiores fregueses, os europeus e os americanos, não são chegados aos fiapos. Pior para o intestino deles. Para ajudar a atender a essas demandas, ocorreram seleções e diversos cruzamentos genéticos.

“Os teores e até os tipos de fibras se alteram bastante entre as variedades”, conta a engenheira agrônoma Bruna Brogio, também da Esalq. Há desde as muito fibrosas, com fiapos consistentes e longos, até aquelas com quase nada de fios – ou com fibras curtas e macias.

Disparidades na quantidade de outros nutrientes, como a vitamina C, também são encontradas. “Há versões pouco conhecidas que concentram até o triplo quando comparadas às comerciais”, nota Maria Auxiliadora.

Apesar de certas distinções, a coloração da polpa de todas as mangas anuncia um pigmento badalado, o betacaroteno. Trata-se de um precursor da vitamina A, capaz de afiar a imunidade e contribuir para a saúde dos olhos e da pele.

Algumas das variedades de manga mais populares no Brasil

Tommy-atkins: Entre os tipos mencionados aqui, costuma ser o menos doce, especialmente se for colhido cedo. A polpa é alaranjada e consistente.

Espada: Comprida e cheia de fiapo, para muita gente tem sabor de infância. A casca espessa chega a ser esverdeada, mas a polpa é amarela pra valer.

Haden: Grande, pesa de 400 a 700 gramas. A polpa alaranjada, firme e com menor teor de fibras é apreciada em todas as regiões brasileiras.

Kent: Faz sucesso pela polpa cremosa e pelo equilíbrio entre doçura e acidez. É queridinha dos gringos porque não tem fiapos.

Rosa: Muito valorizada na Região Nordeste, pesa em torno de 350 gramas e tem a casca rosa ou avermelhada. É excelente para sucos.

Palmer: A casca roxa fica vermelha conforme amadurece. Grandona, pode atingir 700 gramas. Com menos fibra, é das mais exportadas.

Os benefícios da manga para além do intestino

O betacaroteno que tinge o fruto tem potente ação antioxidante. Aliás, esse feito também é obra de outros ingredientes: os polifenóis, sendo que os estudos destacam o ácido gálico, a quercetina e a mangiferina. Juntos, formam um esquadrão apto a combater os radicais livres, moléculas que, em descontrole, elevam o risco de câncer e doenças cardiovasculares.

Por falar em coração, uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, sugere que comer manga melhora o controle da pressão alta. Compreensível: o vegetal entrega boas doses de potássio, mineral que, entre outras funções, tira de circulação o excesso de sódio, capaz de elevar a pressão.

Mesmo assim, obviamente não é para se empanturrar. “É preciso considerar o hábito alimentar, as preferências e a rotina de cada um”, avalia a nutricionista Silvia Papini.

Há até quem aproveite a casca. “Chama a atenção o conteúdo de minerais, fibras, carboidratos e vitamina C de uma matéria-prima que seria jogada no lixo”, relata a engenheira de alimentos Clarissa Damiani, professora da Universidade Federal de Goiás, que tem criado receitas de geleias, pães e bolos com o ingrediente.

“Mas delícia é comer manga bem madura com farinha-d’água”, diz o nutricionista Francisco Nascimento, da Universidade Federal do Pará. Em Belém, a “cidade das mangueiras”, a espécie também foi escolhida para arborização. “No período de safra, andamos pelas ruas e juntamos os frutos que caem no chão”, conta o professor.

Para quem não tem tal sorte, existem alguns macetes na hora das compras. “Observe a integridade da fruta e se não há presença de mofo ou vazamento de líquidos”, ensina a nutricionista Renata Guirau, do Oba Hortifruti, em São Paulo.

Os aromas também norteiam a escolha. Quanto mais madura, mais intenso o cheiro. Compostos voláteis de nomes estranhos, como alfa-terpinoleno, estão entre os responsáveis pelo perfume, que dá água na boca e faz até a mente vagar por outra dimensão.

Outras maneiras de provar a fruta

Molhos: O clássico chutney dos indianos é uma receita agridoce que, além da manga, costuma levar várias especiarias. Combina com carne, sobretudo a de porco.

Sucos e vitaminas: Abuse da criatividade. Não caia no conto de que manga com leite é veneno. A lenda surgiu para evitar o uso do lácteo pelos escravos, já que a bebida era cara demais.

Saladas: Picadinha com uma pitada de sal, a manga é uma opção de entrada deliciosa. Também combina com folhas escuras e picantes, caso da rúcula e do agrião.

Sorvete: Esquentou? Bata a polpa, despeje em fôrmas de picolé e leve ao freezer. Outra dica é processar manga e banana congeladas para saborear um vitaminado sorbet.

Geleias: Dá até para usar a casca da fruta nesse tipo de preparação. Assim, ela ganha mais fibras e outros nutrientes. Mas é preciso caprichar na higienização.

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Se você passa muito tempo no celular, pode ter WhatsAppinite (e tem até tratamento!)

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[VIX] Com a explosão no uso de smartphones, tablets e outros dispositivos eletrônicos, a tecnologia deixou as pessoas conectadas com apenas um clique. Especialmente com as mídias sociais.

Mas, nestes novos tempos, novas doenças entraram em cena graças a utilização excessiva destes aparelhos. Uma delas é a chamada WhatsAppinite, termo utilizado pela médica espanhola Inés Fernandez-Guerrero em 2014 para definir os sintomas nos tendões e articulações das mãos causados pelo vício em celular.

O que é WhatsAppinite?

Responder mensagens no WhatsApp o dia todo, rolar as atualizações do Instagram ou conferir as novidades do Facebook por longos períodos de tempo leva o indivíduo a fazer movimentos repetitivos com o polegar e o pulso.

Essa movimentação incessante dos dedos ao operar o smartphone pode danificar o músculo do polegar, causando a chamada tenossinovite – inflamação da membrana sinovial que contorna o tendão, especialmente no dedão das mãos.

Além disso, a WhatsAppinite causada pela digitação excessiva também engloba sinais clássicos de dores na região do pulso, que podem se transformar em problemas maiores, como a Síndrome do Túnel do Carpo, artrites e até tendinite nos dedos. Isso sem contar o peso do dispositivo, que parece leve, mas pode agravar as possíveis lesões.

Como tratar a WhatsAppinite

No caso descrito pela médica espanhola em artigo científico publicado no The Lancenet, o tratamento da WhatsAppinite consistiu o uso de medicamentos anti-inflamatórios e abstinência no uso do smartphone – especialmente para o envio de mensagens.

Essa não foi a primeira vez que lesões causadas pelo uso de dispositivos eletrônicos foi relatada pela comunidade médica: a chamada nintendinite foi bastante popular na década de 90, especialmente entre as crianças e adolescentes que passavam horas jogando videogame.

 

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Como as empresas de tecnologia podem usar (e lucrar com) suas fotos no #10YearsChallenge

Conhecido como #10YearsChallenge (desafio dos 10 anos, em inglês), o mais recente “desafio” viral nas redes sociais é postar lado a lado uma foto de hoje e outra de dez anos atrás para fazer a comparação.

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[BBC]

É apenas uma brincadeira inocente, correto?

Pode ser. Mas como as plataformas de redes sociais sempre encontram uma maneira de lucrar com as modas virais, também pode não ser.

A moda se espalhou rapidamente e aparentemente de maneira orgânica. Participaram desde usuários comuns do Facebook e do Instagram até celebridades e contas oficiais de autoridades.

Nos últimos dias a hashtag acumulou mais de 3,5 milhões de posts só no Instagram.

A moda provavelmente vai passar rápido, mas, uma vez postadas, o que será feito com milhões e milhões de imagens com uma informação tão específica (exatamente como a pessoa envelheceu)?

Em vários posts nas redes sociais algumas pessoas demonstraram sua preocupação com as implicações de disponibilizar as fotos com datas.

Uma delas é a especialista em estratégias digitais Kate O’Neill. Em um artigo na revista de tecnologia Wired, ela imagina alguns cenários sobre como as empresas de tecnologia estão se aproveitando da moda (isso, diz ela, se não a tiverem criado).

As empresas de tecnologia têm investido muito na melhora de seus sistemas de reconhecimento facial.

Segundo a explicação de Anil Jain, pesquisador de visão computacional e biométrica na Universidade de Michigan, para atingir esse objetivo, empresas como Facebook e Google se dedicam a rastrear a rede para compilar grandes volumes de informação e alimentar a inteligência artificial dos robôs (que precisam de modelos para ser basear).

Sob essa lógica, o #10YearsChallenge facilita muito essa tarefa. “É só uma brincadeira”, diz Jain à BBC. “Mas no processo estamos fornecendo uma informação valiosa e etiquetada.”

“É uma forma inteligente de coletar informação.”

A grande questão: quem está fazendo essa coleta e para que será usada essa informação?

Segundo O’Neill, o principal cenário é para fazer publicidade dirigida. Se um sistema é capaz de reconhecer melhor um rosto, pode oferecer produtos com base na idade e outras características físicas.

Outro, mais positivo, é o uso para encontrar crianças desaparecidas há muito tempo – um sistema de reconhecimento facial que consiga calcular melhor como as pessoas envelhecem é muito útil nesses casos.

Segundo a especialista em privacidade e tecnologia Ann Cavoukian, da Universidade Ryerson, no Canadá, um sistema capaz de notar o quão rápido um indivíduo envelheceu pode ser usado para aumentar o preço de um seguro de vida ou de saúde, por exemplo.

Um caso polêmico aconteceu em 2016, quando a Amazon começou a vender seus serviços de reconhecimento facial a agências governamentais dos Estados Unidos.

A tecnologia pode ser usada para rastrear criminosos, mas também para monitorar pessoas inocentes.

Preocupadas com essas questões, organizações civis e alguns acionistas e funcionários da Amazon pediram para a empresa deixar de vender o serviço.

Paranoia?

O Facebook afirmou, em nota, que o desafio dos 10 anos é um “meme gerado por um usuário e que se tornou viral sozinho.”

“O Facebook não começou essa tendência e não ganha nada com esse meme”, disse a empresa à BBC.

A empresa afirmou também que as pessoas podem desativar a opção de reconhecimento facial a qualquer momento.

Cavoukian e Jain concordam que para um usuário comum é muito complicado saber exatamente para que suas informações serão usadas.

“Se está preocupado com sua privacidade, não participe”, diz Jain.

Cavoukian também recomenda cautela. “Nosso rosto é uma das fontes de informação mais valiosas para as tecnologias emergentes”, diz. “Eu insisto que as pessoas não devem participar (do desafio).”

“Se, depois de analisar as possíveis consequências, decidir participar, participe! Mas primeiro pense nos efeitos que isso pode ter no longo prazo.”

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Ingestão de fibras e grãos integrais reduz risco de morte

Segundo estudo encomendado pela OMS, dieta traz benefícios na prevenção de problemas cardiovasculares, derrames, diabetes tipo 2 e câncer de cólon.

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[O Globo Uma maior ingestão de fibras alimentares e grãos integrais pode ajudar a prevenir a incidência e morte por doenças não comunicáveis, como problemas cardiovasculares, derrames, diabetes tipo 2 e câncer de cólon, aponta revisão de estudos sobre o assunto feitos nos últimos 40 anos publicada no prestigiado periódico médico “The Lancet”.

Já o maior consumo de alimentos riscos em fibras, como grãos integrais, foi associado a uma queda de 16% a 24% na incidência de doenças coronarianas, derrames, diabetes tipo 2 e câncer colorretal. Por fim, uma chamada meta-análise de ensaios clínicos também sugeriu que aumentar a ingestão de fibras pode ajudar a reduzir o peso corporal e os níveis de colesterol no sangue.

Revisões e meta-análises anteriores normalmente investigaram apenas um indicador de qualidade dos carboidratos e um número limitado de doenças, não tornando possível estabelecer que alimentos recomendar para prevenir uma gama de condições — conta Jim Mann, professor da Universidade de Otago, Nova Zelândia, e um dos autores da pesquisa. — Nossos achados fornecem evidências convincentes para que as recomendações nutricionais se foquem no aumento do consumo de fibras alimentares e na substituição de grãos refinados por integrais. Isto reduz o risco de incidência e mortalidade por uma ampla gama de doenças importantes.

Ao todo, os cientistas analisaram 185 estudos observacionais abrangendo 135 milhões de pessoas-ano (medida comum em estudos epidemiológicos do tipo) e 58 ensaios clínicos envolvendo mais de 4,6 mil adultos realizados nas últimas quatro décadas para chegar aos resultados, focando-se na morte por ou incidência de doenças do coração, derrames, diabetes tipo 2, câncer colorretal e outros cânceres associados à obesidade, como dos seios, endometria, esôfago e próstata.

Além disso, só foram incluídos estudos em que os participantes eram inicialmente saudáveis, e assim seus resultados não podem ser aplicados a pessoas com doenças preexistentes.

8g a mais de fibras já trazem benefícios

Com isso, os pesquisadores também puderam calcular a partir de qual nível de ingestão de fibras os benefícios à saúde começam a ficar maiores. Segundo eles, cada oito gramas a mais de fibras alimentares por dia reduzem em 5% a 27% as mortes e risco de desenvolvimento de doenças coronarianas, diabetes tipo 2 e câncer colorretal.

O consumo de 25 a 29 gramas diários são a quantidade adequada. Os estudiosos ressaltam, porém, que os dados sugerem que ingestões maiores podem fornecer uma proteção ainda maior.

— Os benefícios à saúde das fibras são apoiados por mais de cem anos de pesquisas sobre sua química, propriedades físicas e efeitos no metabolismo — destaca Mann. — Alimentos integrais ricos em fibras requerem mais mastigação e mantêm muito de sua estrutura no sistema digestivo, aumentando a saciedade e ajudando no controle de peso, podendo também influenciar favoravelmente nos níveis de lipídios e glicose. E a quebra das fibras no intestino grosso pelas bactérias lá residentes tem efeitos amplos adicionais, incluindo proteção contra o câncer colorretal.

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