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Morte de ex-presidente da Câmara de Itanhém pode ter ligação com áudio que circulou nas redes sociais

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O assassinato do ex-presidente da Câmara de Itanhém, Roberth Caíres Ribeiro, o “Robinho Caíres”, pode ter ligação com um áudio que circulou nas redes sociais no último dia 7 de novembro, depois que dois jovens foram baleados no ginásio de esportes da cidade.

Robinho, que tinha 50 anos, foi morto a tiros na noite desta sexta-feira (30), na Rua Emiliano Fernandes, no centro, a poucos metros da residência de seus pais, onde morava.

No áudio, um homem que não se identifica, ameaça matar o ex-vereador que, segundo o áudio, seria chefe do autor dos disparos contra os dois jovens que foram alvejados no ginásio de esportes.

“E aí, o fantasminha, menino de Robinho Caires”, diz o aúdio, se dirigindo ao suposto autor dos disparos contra os jovens. “Você está pensando que você é quem? Vem dá tiro aqui na minha favela, na minha cidade, eu vou mostrar pra você quem é que dá tiro e como dá tiro”, prossegue. “Você não matou o menino não, você deu tiro no menino, acertando tiros nos inocentes, eu vou arrancar sua cabeça. Agora meu áudio está indo pra você aí comédia, agora badala meu áudio aí pra você vê”, ameaça. “Primeiro vou pegar seu chefe, depois eu pego você. Me ‘aguarde’, vocês não ‘sabe’ o satanás que você mexeu rapaz”, prometeu.

O ex-vereador também era acusado de ser o mandante de uma tentativa de homicídio, ocorrida na zona rural do município de Itanhém, em 2016. Ele respondia pelo crime em liberdade e muito provavelmente teria o seu julgamento transferido para a cidade de Teixeira de Freitas porque, em Itanhém, a sua influência política poderia interferir no julgamento.

Destaque

Robinho Caires já recebeu o prêmio Destaque Empresarial como o melhor vereador e personalidade política e, na sua terceira legislatura, foi o vereador mais bem votado, com 707 votos.

Embora já tenha se envolvido em várias polêmicas, Robinho era um homem que mantinha uma boa relação com grande parte da sociedade itanheense. De uma família tradicional, ele se destacava pelo seu perfil prestativo com as causas da população, especialmente pela sua atenção com o povo mais pobre.

A aquisição da sede própria da Câmara Municipal, no prédio onde está instalado o Banco do Brasil, é considerada a maior das iniciativas de Robinho Caires, na sua atuação como político. Antes, a Câmara de Vereadores funcionava nas dependências do prédio da prefeitura e, com a sede própria, pode-se dizer que o Legislativo de Itanhém ganhou mais independência.

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Depois de manifestação e denúncia no MPF prefeitura deve assumir emergência do hospital em Itanhém

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O Hospital Maria Moreira Lisboa de Itanhém, que está fechado oficialmente desde o dia 19 de novembro, quando a prefeita Zulma Pinheiro (MDB) recebeu o comunicado da diretoria, poderá ser reaberto no início da próxima semana.

Uma reunião no final da tarde desta sexta-feira (14) com a diretoria e funcionários do hospital, de acordo com informações que não confirmadas pela Água Preta News, teria definido que caso a prefeitura assuma o setor de emergência a unidade seria reaberta.

Além de uma manifestação pelas ruas da cidade em favor da reabertura do único hospital da cidade, no último dia 10, o vereador André Correia (PHS) protocolou denúncia no Ministério Público Federal (MPF), na cidade de Teixeira de Freitas, solicitando interferência do poder público federal para que a prefeitura de Itanhém, com o fechamento do hospital, faça funcionar serviços de urgência e emergência para atender a população. Nesse documento o vereador chegou a anexar três reportagens do Água Preta News sobre o assunto.

O médico Oséas Moreira, um dos donos da unidade de saúde estaria viajando, mas seu representante na reunião teria anunciado que, na opinião do diretor, o hospital só seria reaberto depois que a prefeita assumisse formalmente a emergência.

Durante esse período de caos na saúde de Itanhém pelo menos dois homens morreram e a população acusa nas redes sociais que os óbitos ocorreram por falta de atendimento médico-hospitalar.

Reveja:

População faz manifestação pela reabertura de hospital. Prefeita diz que Itanhém tem 13 médicos

Vereador solicita intervenção do poder público federal para serviços de urgência e emergência em Itanhém

Com hospital fechado mecânico sofre infarto em Itanhém e morre em Medeiros Neto

Sem hospital pai de policial morre em Itanhém após uma hora dentro de Samu

 

Povo vais às ruas cobrar a reabertura do Hospital Maria Moreira.

Vereador André Correia recorreu ao MPF para defender saúde para a população.

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Presidente da Câmara se emociona e chora na última reunião ordinária em Itanhém

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Na última reunião ordinária da Câmara de Vereadores que presidiu, Ronaldo Correia (PC do B) teve a voz embargada e chorou em vários momentos.

O presidente se emocionou quando agradeceu pelo apoio que recebeu dos colegas vereadores, da prefeita, do vice-prefeito e da população durante o seu mandato.

“Posso dizer que foram dias felizes porque tive a oportunidade de contribuir com o meu município, com a minha terra natal”, declarou Ronaldo Correia ao Água Preta News. “Agradeço a Deus primeiramente e a todos aqueles que tiveram comigo nesses dois anos debatendo, orientando e até discordando; a democracia é mesmo assim, feito muito das vezes de divergências, mas tudo com vontade de acertar, de fazer o melhor pela população da qual nós políticos somos representantes”, pontuou.

Na reunião Ronaldo Correia lembrou de várias discussões que travou com colegas para defender seu posicionamento pessoal e político.

“Algumas discussões foram até acaloradas, mas sempre com respeito”, lembrou. Se errei ou se falhei com algum colega, com algum funcionário ou com qualquer pessoa que frequentou nossas reuniões, peço desculpas”, prosseguiu.

Ronaldo Correia também se emocionou ao abordar o fechamento do Hospital Maria Moreira Lisboa.

“O meu plano de saúde também é o SUS e qualquer um de nós pode, a qualquer momento, precisar de atendimento, sem contar que esse hospital faz parte da história de todos nós”, finalizou.

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De lá Maria Pinheiro está aplaudindo sua neta, que é “impávida que nem Muhammad Ali”

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Eu me lembro como se fosse hoje.

Ainda numa maca no corredor do Hospital Municipal de Teixeira de Freitas, quando retornou do último AVC, minha mãe, Maria Pinheiro, que há seis anos não mais está neste plano, disse que não queria ter voltado.

Ao recobrar a consciência e perceber que estava viva, ela desapontou-se, descrevendo aquele mundo onde estivera por algumas horas como um lugar harmonioso, de luz, de serenidade e de uma beleza exuberante. Falou das plumas que a envolviam, dando-lhe proteção e também que lá não habitava o sofrimento, a ansiedade, a depressão ou quaisquer outros males da alma.

Imagino que um anjo deva ter recebido minha mãe com luzes serenas e que mãos poderosas a envolveram durante todo o período que aqui ela se manteve desacordada.

Nos 80 anos que por aqui esteve, Maria Pinheiro valsou embalada pela vontade e ternura de viver e enfrentou o mundo com dignidade e força para ser o pai e a mãe dos nove filhos que criou. Autodidata, ela aprendeu a ler, a escrever e ensinou aos filhos o valor da simplicidade das coisas.

Cresci vivenciando a batalha diária que a minha mãe travava para nos manter e nos educar. E esses laços invencíveis, guardados no inconsciente, os quais unem eu e minha mãe além da vida, fiz questão de transferir aos descendentes que decidiram seguir os passos que com ela aprendi. Entre os descendentes está a minha primogênita, “impávida que nem Muhammad Ali, apaixonadamente como Peri e infalível como Bruce Lee”.

E sei que neste dia 12 de dezembro, lá do reino sereno e poderoso que minha mãe tão perfeitamente descreveu quando retornou daquele AVC está Maria Pinheiro, de pé, aplaudindo a sua neta Thathira Mickaelle, que acaba de apresentar o trabalho final do curso de direito na Faculdade Pitágoras.

[Crônica de Edelvânio Pinheiro]

Foto: Thathira Mickaelle com os professores Caike Gama, Luciano Porto e Gilleard Pádua, durante apresentação do TCC.

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