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O prefeito (mas poderia ser a prefeita) traiu o povo em pleno São João!

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[Crônica de A. Zarfeg] À maneira de Paulo Mendes Campos, que um dia se deliciou inventando inúmeras maneiras de reescrever a frase “A marquesa saiu às cinco horas”, nós resolvemos também dar a nossa contribuição para a promoção da frivolidade humana. Mesmo porque, durante o São João, não tínhamos com que nos ocupar a mente. Então, achamos por bem nos divertir um pouco com a frase “O PREFEITO TRAIU O POVO EM PLENO SÃO JOÃO” que, aliás, nos rendeu um passatempo no mínimo interessante, apesar de politicamente incorreto. Vejamos, em ritmo de forró:

O prefeito talvez tenha traído só um pouquinho, talvez nem tenha traído o povo em pleno São João. Eu pelo menos não vi (Mineiro).

Ninguém poderia jurar que o prefeito tivesse traído o povo em pleno São João (Agnóstico).

Se o prefeito traiu o povo em pleno São João, corre sério risco de não ser reeleito (Analista político).

O pprefeito ttraiu o ppovo em ppleno São João (Gago).

O prefeito traiu o povo em pleno São João? Então, é um filho da puta (João Araújo).

Se o prefeito traiu o povo em pleno São João, deve pagar pelo que fez (Força-Tarefa).

Se o prefeito traiu o povo em pleno São João, logicamente vai se dar muito mal (Delegado).

O PREFEITO TRAIU O POVO EM PLENO SÃO JOÃO! (Manchete do Agora, jornal de Aguilar).

O prefeito! Traiu o povo! Em pleno São João! Batata! (Nelson Rodrigues).

O prefeito, meus caros, traiu o povo em pleno São João (Orador).

Por que mesmo o prefeito traiu o povo em pleno São João? (Ingênuo).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, mas ninguém tem nada a ver com isso (Alienado).

O prefeito, que gracinha, traiu o povo em pleno São João (Fabinho Darling).

Teria realmente o prefeito traído o povo em pleno São João? (Cético).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, mas eu não vi nada (Vice-prefeito).

O prefeito traiu o povo em pleno São João. Uma pouca vergonha! (Ressentido).

Nunca que o prefeito iria trair o povo em pleno São João (Do contra).

Venho pelo presente declarar, a quem interessar possa, que o prefeito traiu o povo em pleno São João (Comercial).

Ó prefeito, por que traíste o povo em pleno São João? (Angustiado).

Um dia, e lá se vão muitos anos, o prefeito traiu o povo em pleno São João (saudosista).

Meu rei! O prefeito traiu o povo em pleno São João (Baiano).

Ignorando a LRF, o prefeito traiu o povo em pleno São João (Estudante de direito).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, provavelmente com a conivência do vice. Por isso, no pasarán! (Marilena Chauí).

O prefeito, morto há duzentos anos, traiu o povo em pleno São João (Historiador).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, sim senhor (Positivo).

O prefeito, não o vereador, traiu o povo em pleno São João (Presidente de Câmara de Vereadores).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, mas o que interessa é saber quanto ele surrupiou (Desconfiado).

Eu jamais escreveria: o prefeito traiu o povo em pleno São João (Dilvan Coelho).

O exmo. sr. prefeito traiu o povo em pleno São João (Burocrático).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, mas eu juro que não tenho nada a ver com isso (Neurótico).

O otieferp uiart o ovop me onelp oãS oãoJ (Pueril).

O prefeito traiu the people em pleno São João (Americanófilo).

Em pleno São João, o prefeito traiu o povo (Esclarecedor).

O prefeito traiu o povo em pleno São João. Será? (Eleitor)

O prefeito traiu o povo (Sintético).

O prefeito traiu o povo em pleno São João, mas posso garantir que ele não me passou pra trás (O cara).

Quando soube que o prefeito tinha traído o povo em pleno São João, o pré-candidato me ligou desesperado: “Será que esse triste equívoco vai atrapalhar minha candidatura?” (Marqueteiro).

Até prova o contrário, o prefeito é inocente (Assessor do prefeito).

O prefeito traíra o povo em pleno São João (Mais-que-perfeito).

O prefeito traiu o povo em pleno São João porque isso tinha que acontecer mais dia menos dia (Fatalista).

Salve o prefeito, campeão dos campeões, que traiu o povo em pleno São João e, ainda por cima, saiu de finim, rindo de mim (Forrozeiro).

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Vice-prefeito de Itanhém tira foto com Airam Ribeiro e desmistifica superstição

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O vice-prefeito de Itanhém, André Lisboa, nesta quarta-feira (14), mostrou que, com ele, superstição não tem espaço e, definitivamente, desmistificou que, tirar foto com o poeta e escritor Airam Ribeiro é a coisa mais normal do mundo.

Airam Ribeiro tem um acervo fotográfico da cidade de Itanhém e dos moradores com mais de 3 mil unidades e em muitas dessas fotos ele aparece ao lado de pessoas ilustres que, de uma forma ou de outra, ajudaram a construir a história antiga e atual do município.

Acontece que, coincidentemente, algumas dessas pessoas vieram a falecer esse ano e, nas redes sociais, os próprios amigos e admiradores de Airam Ribeiro começaram a fazer brincadeiras, dizendo que, ‘deixar-se ser fotografado ao lado do poeta seria correr o risco de morrer antes do tempo’.

Nesta quarta-feira, o político então, que é advogado, fez questão de ser fotografado e ainda gravou um vídeo ao lado de Airam Ribeiro, que é amigo de sua família.

“Estou aqui na casa do meu amigo Airam e dessas 4, 5 mil pessoas [que aparecem nas fotos do acervo] só morreu uma meia dúzia. Então, estatisticamente essas fotos estão é salvando gente”, disse André Lisboa, enfatizando que Airam se fotografa ao lado de pessoas importantes, que são amigas e tradicionais em Itanhém. “Então é uma honra pra gente sair nessas fotos  e o resto é brincadeira do pessoal”, finalizou.

Brincadeiras à parte, Airam Ribeiro, por sua vez, publicou nas redes sociais um cordel – que é uma de suas especialidades – chamando de medroso o supersticioso que acredita em coisas inócuas e que depositam confiança nessas causalidades:

AO SUPERSTICIOSO CAGÃO

Você que é supersticioso

Amigo, deixe de bobagem

Você metido a gostoso

Tá mesmo é com frescuragem

Se eu oferecesse dinheiro

Você era logo o primeiro

A querer sair na imagem.

 

Nesta simples brincadeira

Digo que eu não inventei

Partiu das vozes treiteiras

Que de onde veio, nem sei!

Se você não gostou cai fora

Mais te digo que sua hora

Não está nas fotos que tirei.

 

Uma queda lá no banheiro

Ao atravessar uma estrada

Ou mesmo num fogueteiro

Ou seu coração der parada

A minha foto não vai te matar

É o seu medo que vai te mandar

Você pra outra empreitada.

 

A te esperar tá o cemitério

Seja supersticioso ou não

A morte é um mistério

Uma foto não é a questão

Você morre de qualquer jeito

Mas o seu maior defeito

É ser um medroso e cagão.

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Erivan Santana e Patrícia Brito formalizam candidaturas à ATL; inscrições seguem até quinta-feira (15)

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[Edelvânio Pinheiro] Os escritores Erivan Santana e Patrícia Brito formalizaram na última sexta-feira (9) suas candidaturas à Academia Teixeirense de Letras (ATL). Conforme o Edital de Nº 001/2018, eles tentam suprir a vacância das Cadeiras 22 e 36 devido à mudança de domicílio dos acadêmicos João Pinto e Amaro Sant’Anna, que passarão à condição de membros honorários.

Escritores e poetas interessados em concorrer às duas cadeiras podem se inscrever até o próximo dia 15 de novembro. Mas precisam ser teixeirenses ou residir em Teixeira de Freitas (já que as cadeiras pertencem à cota dessa cidade-sede) e ter pelo menos uma obra literária editada. Mais informações através do e-mail atl_letras@yahoo.com.br

Erivan Santana é natural de Itanhém, mas reside em Teixeira de Freitas há muitos anos. Licenciado em letras e com mestrado em ciências da educação, leciona há mais de 20 anos no ensino fundamental teixeirense e no ensino médio baiano. Em 2018, pela Editora PerSe, estreou na poesia com o livro “Para ler um poema”, que teve lançamento nacional na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Ganhou uma menção honrosa no Prêmio Castro Alves de Literatura 2018 com o poema “O café”.

Já Patrícia Brito nasceu em Teixeira de Freitas onde se graduou em Turismo, Ciências Contábeis e Letras. Em 2017, publicou o romance “Decidir os caminhos da vida” e, em 2018, a novela “Cuida bem de mim!”, pelas editoras Saramandaia e PerSe, respectivamente. Ela também marcou presença nas antologias “Bastidores”, “Crônicas e alguns contos” e “ATL em Verso e Prosa!” A escritora mantém o blog “Leituras Plus” no qual publica resenhas sobre obras de escritores brasileiros da nova geração. Teve um conto premiado no Prêmio Castro Alves de Literatura 2017.

“Uma vez inscritos, os candidatos serão avaliados pelos membros efetivos da ATL que decidirão por maioria simples pela escolha desse ou daquele candidato”, informou Almir Zarfeg, presidente da ATL.

Ainda segundo Zarfeg, a posse dos dois novos membros eleitos vai acontecer no evento solene inicial de 2019, marcado para 14 de março, Dia de Castro Alves, patrono-geral da ATL. Também serão empossados os primeiros membros correspondentes da entidade literocultural.

Na oportunidade, o maestro Eudes Oliveira Brito será empossado membro benemérito. Ele é autor da melodia do hino da ATL. A letra é do confrade Marcus Aurelius.

VEJA entrevista concedida por Erivan Santana à TV Sul-Bahia aqui.

FOTO CAPA: Escritores Erivan Santana e Patrícia Brito formalizam candidaturas à ATL.

Erivan Santana e Almir Zarfeg

Patrícia Brito e Almir Zarfeg.

 

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Homem esquartejou corpos de mulher e enteada no porão de casa em MG

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[EPTV 2 – G1 Sul de Minas] Além de esquartejar a esposa, o produtor rural que foi preso neste sábado (10) em Silvianópolis (MG) matou a enteada, de 5 anos, com requintes de crueldade. Para a polícia, Luiz Carlos Martins, de 47 anos, que confessou o crime, disse que a relação entre ele e a esposa era bastante conturbada.

“Segundo ele, a versão, ela era uma pessoal de temperamento difícil, que eles brigavam muito e que inclusive ela já chegou a ameaçar ele de morte algumas vezes”, disse o delegado Rodrigo Bartoli.

As tatuagens nas pernas que foram encontradas na beira de uma rodovia, em São João da Mata (MG), na última terça-feira (6), foram a chave para a polícia chegar ao assassino.

Francileide Assis Barbosa tinha 26 anos. Natural de Feira de Santana (BA), ela trabalhava no Sul de Minas como garota de programa até conhecer o produtor rural e ir morar com ele, em Silvianópolis. Com o tempo, ela levou para morar com eles a filha de outro relacionamento, Bruna Carla Assis, de 5 anos.

Ele chegou a negar que tinha cometido o crime, mas após muitas contradições, a polícia suspeitou e foi até a casa onde ele morava com as vítimas e lá encontrou várias evidências do assassinato.

A casa estava cheia de sangue, com respingos nas paredes, portas e até no teto. Algumas manchas, segundo a polícia, foram retiradas com produtos de limpeza.

“Ele teve um desentendimento com a esposa, segundo a versão inicial dele, que ela o ameaçou com uma faca e em seguida ele conseguiu desarmá-la, pegou um martelo e deu marteladas na cabeça dela”, disse a médica legista Tatiana Teles Koeler.

No quarto da menina, mais sangue, com uma grande mancha no colchão. Ela foi morta depois da mãe.

“A menina dela ouviu a confusão na cozinha e saiu e foi ver a mãe. Quando ela chegou, ele disse que ‘no susto’, foi o termo que ele usou, ele deu uma martelada na menina”, disse a médica legista.

Corpos de mãe e filha foram esquartejados no porão da casa de produtor, em Silvianópolis — Foto: Reprodução EPTV

Corpos de mãe e filha foram esquartejados no porão da casa de produtor, em Silvianópolis — Foto: Reprodução EPTV

Conforme a polícia, Luiz Carlos queria dar um sumiço nos corpos e agiu friamente. Ele então levou os corpos para o porão da casa, onde foram esquartejados.

“Lá ele disse que utilizou uma faca de cozinha, onde ele escarnou as porções onde ele iria serrar e depois ele usou um arco de serra. A mãe, ele serrou um dos braços, a cabeça, as duas pernas. Ele também cortou o corpo da menina. Ele alega que a menina não cabia dentro do saco, ele não conseguia dobrá-la”, completou a médica.

O corpo da menina foi encontrada em uma fossa, que fica no sítio da família dele, onde trabalhava, em um buraco fundo.

Crimes aconteceram há 2 semanas

Segundo a polícia, os crimes aconteceram no dia 27 de outubro, mas só no dia 6 deste mês, as pernas que estavam em avançado estado de decomposição foram achadas por um lavrador, na beira da rodovia, no município vizinho de São João da Mata.

Luiz seguiu a estrada para abandonar as outras partes do corpo. O tronco da mulher e um dos braços foram enterrados na zona rural de Carvalhópolis. E ainda lá, em um rio, ele disse ter se desfeito das ferramentas usadas no crime e da cabeça da mulher e o outro braço, que não foram encontrados.

Pernas de mulher foram encontradas em meio a mata em São João da Mata — Foto: Reprodução EPTV

Pernas de mulher foram encontradas em meio a mata em São João da Mata — Foto: Reprodução EPTV

As partes recuperadas foram levadas para o IML de Pouso Alegre e serão encaminhadas para a família, na Bahia.

“Dois feminicídios, com todas as qualificadores do homicídio, motivo torpe, dificuldade de defesa da vítima, os crimes de ocultação de cadáver”, completou o delegado.

O produtor rural foi levado para o Presídio de Pouso Alegre.

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