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O santuário, a vaca que não come capim, mas dá leite e a hora da revanche

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Vamos começar fazendo uma pergunta: qual político deste país não queria ser recebido no santuário da Igreja Católica, na época em que as eleições se avizinham? Mas vamos evitar, nesta breve opinião, questionar o envolvimento de religião com política partidária, mistura que o bom senso nos ensina que extrapola a lei e o ideário republicano. Afinal, correríamos aqui o risco de ofender figuras ilustres que, apesar da nobreza do ofício, em dado momento, se veem na obrigatoriedade de participar de um momento político, em troca de algumas migalhas de asfalto.

Vamos, então, nos prender apenas à boa samaritana, a excelentíssima prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (PMDB), que, estrategicamente, em época bastante apropriada, escolheu esse cenário santo para receber um dos seus candidatos.

Pois bem, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Ângelo Coronel (PSD), foi recebido no santuário no início da tarde desta quinta-feira (11) por Zulma Pinheiro, que fez questão de levar seus dois irmãos, Álvaro Pinheiro e Newton Pinheiro, que ocupam três importantes secretarias municipais. Ela levou também cinco dos nove vereadores que compõem o Legislativo itanheense, inclusive uns dos que, no ano passado, criaram um grupo para fazer enfrentamento à prefeita na Câmara e, depois, em razão de interesses misteriosos, deixaram a oposição na mão.

Lá, o deputado, que é pré-candidato ao senado federal e tem o apoio do governador Rui Costa (PT), na presença de representantes do antigo Derba, prometeu encontrar meios para asfaltar o trecho que liga a rua Dois de Julho ao Santuário Jesus Misericordioso. Isso é bom, é bom demais, mas, santa inocência de quem não entender que a intenção de Zulma Pinheiro, ao levar o deputado para aquele espaço, foi impressionar o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia para fazê-lo acreditar que ela tem o apoio da maioria da população.

Por mais que políticos e os que ainda se intitulam líderes, que fazem oposição à prefeita saiam por aí fazendo seus acordos na moita e isso contribua para não reunir uma grande quantidade de voto em um ou dois candidatos apoiados pela oposição, pelo andar da carruagem dessa administração fracassada pelo descompromisso administrativo e pelo enojamento da prática do nepotismo, não há santo que fará a população se esquecer do homem que morreu em um canal irresponsavelmente aberto pela prefeitura, da mulher que ficou cega por falta de uma cirurgia determinada pela Justiça, da falta de pagamento do Dr. Ramon, que por pouco não foi obrigado a deixar o distrito de Batinga, das pontes que caíram e por quase nada não provocaram acidentes graves, dos salários atrasados, dos 40 dias de greve dos professores, do aluno que veio de bicicleta da roça para a escola – e de tantos outros –  por falta de transporte escolar, das ruas esburacadas na sede e nos distritos, das estradas mal cuidadas, das bolachas e suco distribuídos na merenda, do pai e da mãe desesperados que foram ao Hospital Maria Moreira com o filho em estado gravíssimo e não tinha médico, do fechamento das escolas Efai e Renascer, da falta de apoio aos projetos sociais que davam assistência a centenas de crianças em situação de risco, do homem de Vila São José que ficou 24 dias com o braço fraturado, da professora que quebrou a perna por falta de reparo no calçamento, das centenas de famílias desempregadas que passam por sérias dificuldades financeiras, dos urubus que fazem festa nos quatro cantos da cidade em razão do inadequado recolhimento do lixo, do comércio falido e sem estímulo, do projeto de lei sancionado por Zulma Pinheiro, mandando pagar férias e décimo terceiro a prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários municipais, entre outras tristes situações.

Tudo bem que o governador Rui Costa parece ter a aprovação da maioria dos itanheenses e esse pode nem ser o caso do deputado Ângelo Coronel mas, chegou a hora da revanche. Este é o momento exato de mostrar a insatisfação com políticos que administram apenas para seus familiares e amigos mais próximos e que só têm os olhos voltados para a vaca que não come capim, mas dá leite.

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Para André Correia ser vereador “é o momento de separar homens de moleques’

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O vereador André Correia (PHS) fez um alerta nas redes sociais aos pretensos candidatos a uma das nove vagas da Câmara de Itanhém, na próxima eleição municipal. Para ele a vereança é uma experiencia que desgasta.

“Desejo boa sorte aos pré-candidatos”, disse o vereador. “[Ser vereador] é uma experiência boa e um pouco desgastante, porém é o momento de separar homens de moleques, é a oportunidade de mostrar à comunidade se o candidato quer o bem de todos ou o conforto de sua família”, enfatizou.

André Correia, que doou todo o seu décimo terceiro salário e férias para associações da cidade foi além e chamou de ‘sanguessugas de prefeitura’ aqueles que se elegem comprando votos.

“O maior absurdo de nossa cidade é escutar, de alguns ‘sanguessugas de prefeitura’, que serão eleitos porque têm dinheiro pra gastar”, lamentou André. “O ato de votar por dinheiro o eleitor complica a vida de 20 mil habitantes e atrasa um município inteiro”, finalizou.

FOTO: arquivo.

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Bentivi é homenageado por internautas em seu aniversário

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O ex-prefeito de Itanhém, Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB), comemorou seus 50 anos neste domingo (17) em companhia de familiares e amigos. Prefeito por dois mandatos, de 2009 a 2016, o bancário é considerado um dos melhores gestores do município.

Nas redes sociais foram registrados o carinho e o reconhecimento da população com o ex-prefeito. Internautas publicaram imagens de obras construídas durante suas gestões e a música “Bem te vi”, de Renato Terra, para homenagear o político.

Relembre aqui o que disse Bentivi no último dia de seu mandato ao Água Preta News.

Veja as imagens de algumas obras do ex-prefeito que foram compartilhadas pelos internautas:

 

 

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Justiça não determinou, mediou acordo no caso em que prefeita e seu irmão acusam internautas

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[Edelvânio Pinheiro] Quem nos acompanhou nessas duas décadas e meia de jornalismo sabe que sempre nos pautamos pelo princípio ético de respeito ao trabalho dos profissionais da imprensa e que muito evitamos comentar publicações de colegas jornalistas.

Situações, entretanto, não podem deixar de serem lembradas, como a recente publicação do desfecho de um termo circunstanciado de ocorrência, no qual a prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (MDB) e seu irmão, Newton Pinheiro, figuram como autores de uma reclamação por supostos crimes contra a honra, que teriam sido praticados por dois internautas, que negam terem feito qualquer tipo de ofensa.

A publicação é categórica ao afirmar que a “Justiça determinou a retratação das agressões verbais sofridas pela prefeita na internet”.

Acontece que os crimes contra a honra, a calúnia, a difamação e a injúria são considerados de menor potencial ofensivo e, por esta razão, possuem pena prevista de até dois anos. Assim, esses casos são processados e julgados no Juizado Especial Criminal, que tem estrutura e procedimento próprios, determinados em lei. Importante ressaltar que esses juizados especiais prezam pela resolução pacífica dos conflitos, ou seja, sempre buscam a conciliação entre as partes. Caso não seja possível a realização de um acordo para resolver a situação que deu origem ao boletim de ocorrência na delegacia, aí sim, o processo segue até que o juiz profira, ou como preferiu a publicação em questão, determine uma sentença.

No caso deste termo circunstanciado, que gerou a partir do registro do boletim registrado pela prefeita e seu irmão, não houve nenhuma determinação judicial porque a conciliação foi perfeitamente aceita pelas duas partes. Caso uma delas não houvesse aceitasse o processo seguiria até que um juiz desse o veredicto.

Não é necessário ser operador do direito para entender que esse tipo de conflito é sempre bom ser resolvido da forma como fizeram a prefeita e seu irmão e os dois cidadãos envolvidos, afinal, processo penal, seja de qualquer tipo é desgastante para ambos os lados. Quando há a necessidade de interferência da Justiça será sempre uma medida extrema, que deve ser deixada para quando não houver acordo.

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