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Prefeita de Itanhém, ao lado de vice-prefeito e seu irmão secretário, é vaiada durante show de João Bosco e Vinícius

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A prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (MDB), foi vaiada durante o show de João Bosco e Vinícius no início da madrugada desta segunda-feira (25), no Mercado Municipal, onde estava montado o cenário da festa de São João, denominada Arraiá do Água Preta.

A dupla sertaneja, que custou R$ 85 mil aos cofres públicos, fazia um show agradável ao público presente, formado por itanheenses e moradores de cidades vizinhas, que se mostravam satisfeitos e felizes. Essa receptividade aos artistas, no entanto, deve ter empolgado assessores e conselheiros da prefeita, que certamente colocaram na cabeça dela de que aquele era um momento ideal para tentar reconstruir pelo menos as laterais de sua imagem política, que vem sendo desgastada em razão da administração caótica que vem fazendo, por conta da inoperância administrativa e da implantação do nepotismo na prefeitura.

Vinícius, o mais simpático da dupla, interrompeu o show e anunciou a presença de Zulma Pinheiro.

“Antes da gente cantar essas modas que os meninos pediram aqui no palco, cadê a prefeita Zulma? Cadê o Dr. André [vice-prefeito]?”, perguntou o cantor, que percebeu imediatamente o início de vaias direcionadas ao palco.

Além de Zulma Pinheiro e André Lisboa, estava o secretário da Educação, Álvaro Pinheiro, que é irmão da prefeita e é quem, de fato, manda na administração municipal.

No momento que a prefeita falou as primeiras palavras para cumprimentar o público, as vaias aumentaram.

“Boa noite a todos. Vocês merecem o melhor, Itanhém merece, por isso que João Bosco e Vinícius estão aqui”, disse, esquecendo-se de que, antes do circo, a população do município, especialmente a mais carente, necessita de atendimento médico-hospitalar, educação com merenda e transporte de qualidade, limpeza pública, lazer e assistência social que, efetivamente, não funciona como deveria.

A prefeita certamente prolongaria um pouco mais o seu discurso e quem sabe até sobrasse tempo para chamar a oposição mais uma vez de ‘gatos-pingados’ como, de forma ridícula, fez no São João passado e foi bastante criticada nas redes sociais por isso. Mas, o som das vaias aumentou, numa demonstração clara de que a insatisfação da população itanheense, que está cada vez mais politizada, não coaduna com a velha política do espetáculo, tão bem praticada pelo pai da prefeita, Neco Batista, quando comandou os destinos da prefeitura por dois mandatos.

Esta não é a primeira vez que Zulma Pinheiro é vaiada em evento público. No início do ano, a população de Batinga, distrito de Itanhém, também registrou em forma de vaias a sua insatisfação com a prefeita, quando ela discursou durante a realização do EIBU (Encontro Irmanado de Batinguenses e Umburanenses Ausentes). Nesse dia também, Zulma Pinheiro estava no palco acompanhada do seu irmão Álvaro Pinheiro.

Nas redes sociais não faltaram críticas para a prefeita.

“Essa é a resposta do povo para a pior gestão já vista na história de Itanhém”, opinou Elisângelo Nunes da Silva. “Parabéns povo de Itanhém, agora vejo que todos vocês estão reconhecendo o erro que fizeram”, completou Evaldo Carmo. “Essa é a resposta para a administração, pois a cada dia o povo de Itanhém reprova o governo Zulma, que só presta para fazer festa e mais nada”, reforçou Damião Alves.  “Realmente, a festa pra vocês [a administração] foi tudo de bom. E agora, cadê a saúde, cadê a educação e os salários atrasados, como vão ficar?”, questionou Paula Almeida.

Mas houve também quem disse não ter visto nenhuma vaia, quem só quer mesmo festa e até quem ironizasse.

“Eu estava [na festa] e não vi vaias, apenas esses que gravaram aí [viram]. A festa estava linda, faz anos que Itanhém teve um São João decente, digno do povo”, opinou Gessione Resende Santos. “Pode acontecer o que for, se tiver festa tá bom demais. Pode faltar tudo, se tiver festa tá maravilhoso”, defendeu Lucas Neres. “De quem foi mesmo as vaias? Rs”, ironizou Lúcia Alves Reis, secretária da Assistência Social.

VEJA vídeo gravado de dois locais distintos, que registraram as vaias à prefeita Zulma Pinheiro. [Por Edelvânio Pinheiro. Colaborou Jan Santos. Vídeo postado em redes sociais. Foto da capa produzida a partir de vídeo do ItanhémFest]

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Para André Correia ser vereador “é o momento de separar homens de moleques’

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O vereador André Correia (PHS) fez um alerta nas redes sociais aos pretensos candidatos a uma das nove vagas da Câmara de Itanhém, na próxima eleição municipal. Para ele a vereança é uma experiencia que desgasta.

“Desejo boa sorte aos pré-candidatos”, disse o vereador. “[Ser vereador] é uma experiência boa e um pouco desgastante, porém é o momento de separar homens de moleques, é a oportunidade de mostrar à comunidade se o candidato quer o bem de todos ou o conforto de sua família”, enfatizou.

André Correia, que doou todo o seu décimo terceiro salário e férias para associações da cidade foi além e chamou de ‘sanguessugas de prefeitura’ aqueles que se elegem comprando votos.

“O maior absurdo de nossa cidade é escutar, de alguns ‘sanguessugas de prefeitura’, que serão eleitos porque têm dinheiro pra gastar”, lamentou André. “O ato de votar por dinheiro o eleitor complica a vida de 20 mil habitantes e atrasa um município inteiro”, finalizou.

FOTO: arquivo.

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Bentivi é homenageado por internautas em seu aniversário

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O ex-prefeito de Itanhém, Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB), comemorou seus 50 anos neste domingo (17) em companhia de familiares e amigos. Prefeito por dois mandatos, de 2009 a 2016, o bancário é considerado um dos melhores gestores do município.

Nas redes sociais foram registrados o carinho e o reconhecimento da população com o ex-prefeito. Internautas publicaram imagens de obras construídas durante suas gestões e a música “Bem te vi”, de Renato Terra, para homenagear o político.

Relembre aqui o que disse Bentivi no último dia de seu mandato ao Água Preta News.

Veja as imagens de algumas obras do ex-prefeito que foram compartilhadas pelos internautas:

 

 

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Justiça não determinou, mediou acordo no caso em que prefeita e seu irmão acusam internautas

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[Edelvânio Pinheiro] Quem nos acompanhou nessas duas décadas e meia de jornalismo sabe que sempre nos pautamos pelo princípio ético de respeito ao trabalho dos profissionais da imprensa e que muito evitamos comentar publicações de colegas jornalistas.

Situações, entretanto, não podem deixar de serem lembradas, como a recente publicação do desfecho de um termo circunstanciado de ocorrência, no qual a prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (MDB) e seu irmão, Newton Pinheiro, figuram como autores de uma reclamação por supostos crimes contra a honra, que teriam sido praticados por dois internautas, que negam terem feito qualquer tipo de ofensa.

A publicação é categórica ao afirmar que a “Justiça determinou a retratação das agressões verbais sofridas pela prefeita na internet”.

Acontece que os crimes contra a honra, a calúnia, a difamação e a injúria são considerados de menor potencial ofensivo e, por esta razão, possuem pena prevista de até dois anos. Assim, esses casos são processados e julgados no Juizado Especial Criminal, que tem estrutura e procedimento próprios, determinados em lei. Importante ressaltar que esses juizados especiais prezam pela resolução pacífica dos conflitos, ou seja, sempre buscam a conciliação entre as partes. Caso não seja possível a realização de um acordo para resolver a situação que deu origem ao boletim de ocorrência na delegacia, aí sim, o processo segue até que o juiz profira, ou como preferiu a publicação em questão, determine uma sentença.

No caso deste termo circunstanciado, que gerou a partir do registro do boletim registrado pela prefeita e seu irmão, não houve nenhuma determinação judicial porque a conciliação foi perfeitamente aceita pelas duas partes. Caso uma delas não houvesse aceitasse o processo seguiria até que um juiz desse o veredicto.

Não é necessário ser operador do direito para entender que esse tipo de conflito é sempre bom ser resolvido da forma como fizeram a prefeita e seu irmão e os dois cidadãos envolvidos, afinal, processo penal, seja de qualquer tipo é desgastante para ambos os lados. Quando há a necessidade de interferência da Justiça será sempre uma medida extrema, que deve ser deixada para quando não houver acordo.

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