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Prefeita mente sem pudor na busca por votos para seus candidatos em Ibirajá

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O candidato só ganhará o voto do eleitor quando este se convencer das vantagens de votar nele. Mas, para convencer as pessoas a mentira não deve fazer parte do jogo. Que isso fique bem claro para a prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (MDB).

Na noite do último sábado (29), a prefeita foi ao distrito de Ibirajá, acompanhada do seu irmão Álvaro Pinheiro – que é o secretário da Educação – pedir votos para seus candidatos.

Se levar em conta que um ato político numa determinada localidade só é considerado grandioso quando a população dali participa ativamente, o evento foi um fiasco ou quase isso. Teve até uma carreata, mas graças a participação de automóveis de outras localidades, como Itanhém, Salomão e Curvelo da Conceição.

Para falar com o pequeno público que se reuniu em frente à casa de seu maior aliado político naquele distrito, o vereador Gelson Picolli (PSDB), na Rua São Geraldo, a prefeita subiu em uma cadeira e fez um discurso carregado de sofisma e muita mentira.

“Estamos aí trabalhando incessantemente”, disse a chefe do Executivo, fazendo uso de um advérbio de modo que, nas falas, parece aumentar o poder de persuasão. E, claro, como sempre fez, não perdeu a oportunidade para alfinetar o ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB), seu maior algoz na política para quem perdeu duas eleições municipais.

Para a prefeita a saúde no município está brilhante. Em vez de apresentar números que pudessem convencer o público ela disse que são os funcionários do setor que sabem que tudo está às mil maravilhas.

“Quem trabalha na saúde sabe quantos exames foram feitos, quantas cirurgias foram feitas, os atendimentos médicos, as ambulâncias, o tratamento fora do domicílio, a atuação do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da. Família), a atuação da saúde tem sido brilhante”, argumentou.

A prefeita estava acompanhada do irmão Álvaro Pinheiro, que é o secretário da administração.

Sem explicar onde foram gastos mais de um milhão de reais o ano passado com reformas de escolas e colocação de placas que continuam sendo as mesmas da gestão anterior, Zulma Pinheiro poupou de críticas a administração de seu pai Manoel Batista dos Santos, o Neco, que foi prefeito no período de 2001 a 2004 e alfinetou os ex-prefeitos Gedeon Botelho e Bentivi, que administraram Itanhém de 2005 a 2016.

“A educação vocês bem sabem como pegamos: 12 anos sem fazer reforma nas escolas e hoje, aos poucos, estamos reformando, construindo muros e escolas”, afirmou. “Em Itanhém não foi diferente, foi no município todo, 12 anos”, reafirmou.

O Água Preta News fez contato com o ex-prefeito Bentivi e com representantes do ex-prefeito Gedeon Botelho, que morreu em março de 2015.

“Todas as escolas foram reformadas em nosso mandato. Construímos salas de aula e muros em muitas unidades como Ibirajá, Salomão, Itanhém e Vila São José, além disso construímos uma nova escola na Comunidade dos Motas”, disse Bentivi.

Romeu Gazzinelli, que foi secretário da Administração de Gedeon Botelho, disse que “todo ano as escolas foram reformadas e que, na ocasião, todas as unidades de ensino sempre estavam perfeitas para começar o ano letivo”.

Gildeon Rosa, que foi secretário da Assistência Social lembrou que na época de Gedeon Botelho o empresário do ramo de construção responsável por prestar este serviço à prefeitura foi Carlos Emanuel, o qual deveria ser consultado pelo portal de notícias caso houvesse alguma dúvida de que as escolas foram reformadas.

“Foi na gestão de Gedeon que pintaram as escolas com um barrado azul escuro, com uma faixa vermelha e amarela” lembrou Gildeon Rosa. “Ela [Zulma] realmente não conhece a realidade de Itanhém, até porque viveu os quatro anos da gestão de Gedeon em Vitória”, provocou.

As mentiras da prefeita não pararam por aí.

Por mais que Zulma Pinheiro tenha sempre vivido na capital do Espírito Santo, ela sempre esteve antenada com Itanhém e os municípios vizinhos, tendo sido, inclusive secretária na administração do pai e concorrido três eleições como candidata a prefeita. Assim, não podemos admitir que Zulma Pinheiro seja uma pessoa tão desinformada ao ponto de desconhecer dados básicas sobre Medeiros Neto, que fica a 30 km de Itanhém e sobre Vereda que, por sinal, o irmão dela – o secretário da Educação – concorreu as eleições em 2004, quando foi derrotado por Adalberto da Rocha Nonato.

“[Itanhém tem] 1.400 km², Medeiros Neto tem 500, praticamente três vezes menor que Itanhém, com uma arrecadação lá em cima, nós em Itanhém não temos uma indústria. Vereda são 300 km², praticamente cinco vezes menor que Itanhém”, disse Zulma Pinheiro, tentando conquistar votos para seus candidatos em Ibirajá.

Na verdade, a prefeita queria justificar porque muito pouco ela tem feito em Itanhém, embora já tenha passado quase dois anos de sua administração. O objetivo dela, ao fingir não conhecer geograficamente Medeiros Neto e Vereda foi persuadir as pessoas no sentido de que Itanhém é muito grande, se comparado com os dois municípios que, na atualidade, não apresentam grandes dificuldades administrativas.

O município de Itanhém tem 1.445 km² de área e não 1.400 km², como disse a prefeita. Medeiros Neto nunca foi “praticamente três vezes menor que o município de Itanhém” e nunca teve 500 km², como foi citado e sim 1.246 km², isto é, apenas 201 km² a menos que a área de Itanhém. Já Vereda tem 828,7 km² e não 300 km², como tentou impressionar Zulma Pinheiro.

Por falar em números, a prefeita disse que estamos a 1.000 km de Salvador quando, na verdade, a capital baiana está a aproximadamente 800 km da capital. Depois da apresentação propositalmente equivocadas desses números, Zulma Pinheiro pediu ao público que tomasse cuidado com os candidatos que não fossem os apoiados por ela. E, largou mais uma mentira.

“Esses a gente sabe que não colocaram nada de verba para nosso município. Nada! Absolutamente nada! Vários anos já receberam votos, vocês procurem saber qual emenda que esses deputados colocaram para o nosso município. Nenhuma!”, enfatizou.

Na verdade, várias verbas foram canalizadas para o município de Itanhém desde o ano passado por candidatos que não são apoiados pelo grupo da prefeita. Obras como poços artesianos, ambulância, calçamentos e investimentos na saúde são alguns exemplos.

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Para André Correia ser vereador “é o momento de separar homens de moleques’

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O vereador André Correia (PHS) fez um alerta nas redes sociais aos pretensos candidatos a uma das nove vagas da Câmara de Itanhém, na próxima eleição municipal. Para ele a vereança é uma experiencia que desgasta.

“Desejo boa sorte aos pré-candidatos”, disse o vereador. “[Ser vereador] é uma experiência boa e um pouco desgastante, porém é o momento de separar homens de moleques, é a oportunidade de mostrar à comunidade se o candidato quer o bem de todos ou o conforto de sua família”, enfatizou.

André Correia, que doou todo o seu décimo terceiro salário e férias para associações da cidade foi além e chamou de ‘sanguessugas de prefeitura’ aqueles que se elegem comprando votos.

“O maior absurdo de nossa cidade é escutar, de alguns ‘sanguessugas de prefeitura’, que serão eleitos porque têm dinheiro pra gastar”, lamentou André. “O ato de votar por dinheiro o eleitor complica a vida de 20 mil habitantes e atrasa um município inteiro”, finalizou.

FOTO: arquivo.

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Bentivi é homenageado por internautas em seu aniversário

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O ex-prefeito de Itanhém, Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB), comemorou seus 50 anos neste domingo (17) em companhia de familiares e amigos. Prefeito por dois mandatos, de 2009 a 2016, o bancário é considerado um dos melhores gestores do município.

Nas redes sociais foram registrados o carinho e o reconhecimento da população com o ex-prefeito. Internautas publicaram imagens de obras construídas durante suas gestões e a música “Bem te vi”, de Renato Terra, para homenagear o político.

Relembre aqui o que disse Bentivi no último dia de seu mandato ao Água Preta News.

Veja as imagens de algumas obras do ex-prefeito que foram compartilhadas pelos internautas:

 

 

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Justiça não determinou, mediou acordo no caso em que prefeita e seu irmão acusam internautas

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[Edelvânio Pinheiro] Quem nos acompanhou nessas duas décadas e meia de jornalismo sabe que sempre nos pautamos pelo princípio ético de respeito ao trabalho dos profissionais da imprensa e que muito evitamos comentar publicações de colegas jornalistas.

Situações, entretanto, não podem deixar de serem lembradas, como a recente publicação do desfecho de um termo circunstanciado de ocorrência, no qual a prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (MDB) e seu irmão, Newton Pinheiro, figuram como autores de uma reclamação por supostos crimes contra a honra, que teriam sido praticados por dois internautas, que negam terem feito qualquer tipo de ofensa.

A publicação é categórica ao afirmar que a “Justiça determinou a retratação das agressões verbais sofridas pela prefeita na internet”.

Acontece que os crimes contra a honra, a calúnia, a difamação e a injúria são considerados de menor potencial ofensivo e, por esta razão, possuem pena prevista de até dois anos. Assim, esses casos são processados e julgados no Juizado Especial Criminal, que tem estrutura e procedimento próprios, determinados em lei. Importante ressaltar que esses juizados especiais prezam pela resolução pacífica dos conflitos, ou seja, sempre buscam a conciliação entre as partes. Caso não seja possível a realização de um acordo para resolver a situação que deu origem ao boletim de ocorrência na delegacia, aí sim, o processo segue até que o juiz profira, ou como preferiu a publicação em questão, determine uma sentença.

No caso deste termo circunstanciado, que gerou a partir do registro do boletim registrado pela prefeita e seu irmão, não houve nenhuma determinação judicial porque a conciliação foi perfeitamente aceita pelas duas partes. Caso uma delas não houvesse aceitasse o processo seguiria até que um juiz desse o veredicto.

Não é necessário ser operador do direito para entender que esse tipo de conflito é sempre bom ser resolvido da forma como fizeram a prefeita e seu irmão e os dois cidadãos envolvidos, afinal, processo penal, seja de qualquer tipo é desgastante para ambos os lados. Quando há a necessidade de interferência da Justiça será sempre uma medida extrema, que deve ser deixada para quando não houver acordo.

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