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Secretário diz a professores em greve que município está falido e que o ex-prefeito Bentivi deixou dívidas com o INSS

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Na manhã desta sexta-feira (20), na sede da secretaria da Educação de Itanhém, o secretário Álvaro Pinheiro, que é irmão da prefeita Zulma Pinheiro (MDB), em reunião com representantes do núcleo sindical da APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia), disse que o município está falido e, entre outras coisas, citou dívidas do INSS deixadas pelo ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB). A prefeita mais uma vez não compareceu para dialogar com os professores, que já entraram para a terceira semana de greve.

O secretário disse ainda que não tem dinheiro para atender as reivindicações da categoria e enfatizou que nesse mês de abril o pagamento dos profissionais da educação não será feito apenas com recursos do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Álvaro Pinheiro disse ainda que o pagamento aos funcionários da educação causou a paralisação das obras do município.

Relatório

Um técnico da APLB, com base na documentação fornecida pela prefeitura no início da semana, calculou o impacto que os valores das reivindicações dos professores dariam na contabilidade do município de Itanhém.

Noel Vieira dos Santos mostrou, em seu relatório, que os cofres públicos precisam apenas de R$ 32.295,94 para atender a categoria. De acordo com o técnico, esses valores são assim distribuídos: R$ 7.028,58 para pagamento de títulos, R$ 19.079,20 para quinquênios do quadro ocupacional e R$ 6.188,16 para as reservas técnicas.

De proposta mesmo, o secretário praticamente repetiu o que já havia falado em reuniões anteriores. Disse que faria a publicação da portaria da redução da jornada para a educação infantil, fundamental I e II, com aplicabilidade para o fundamental II para o mês de maio, percentual de 3,5% de quinquênio para o pessoal de apoio para janeiro de 2019 e o percentual de títulos seria discutido no segundo semestre.

A proposta será apresentada à categoria, em assembleia extraordinária, na próxima segunda-feira (23), quando a greve já terá completada 20 dias, além das 72 horas de paralisação feitas antes da greve.

FOTO/arquivo: Álvaro Pinheiro.

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1 Comentário

1 Comment

  1. João santos

    21 de abril de 2018 at 12:14

    Não sou político e mantenho a postura de não falar da incompetência dos Batistas e seus capachos. Mas, me choca quando por inescrupolosidade vem a público falar do Prefeito Bemtivi.
    A família Batista ou Pinheiro, como quiserem sempre administraram lesando o erário, bem como a vida privada do cidadão itanheense.
    Vou lembrar nomes aqui e quem conhece a família essas famílias e entidades vão lembrar o que ocorreu na família que hoje conduz os rumos de nossa querida Itanhém.
    FRICASA
    ROTARACT
    JOÃO ROSEIRA
    ZUINÃO
    CESAR

    Quem são vocês para falarem das Gestões de Bemtivi.

    Parem com essas falácias enganadoras e mentirosas.

    Acho que esses gestores não merecem o crédito que o povo de Itanhém lhe dão.

    MAS O POVO TEM O GOVERNO QUE MERECEM. (Ditado popular)

    FICA A DICA E VIVA ÁGUA PRETA.

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Depois de manifestação e denúncia no MPF prefeitura deve assumir emergência do hospital em Itanhém

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O Hospital Maria Moreira Lisboa de Itanhém, que está fechado oficialmente desde o dia 19 de novembro, quando a prefeita Zulma Pinheiro (MDB) recebeu o comunicado da diretoria, poderá ser reaberto no início da próxima semana.

Uma reunião no final da tarde desta sexta-feira (14) com a diretoria e funcionários do hospital, de acordo com informações que não confirmadas pela Água Preta News, teria definido que caso a prefeitura assuma o setor de emergência a unidade seria reaberta.

Além de uma manifestação pelas ruas da cidade em favor da reabertura do único hospital da cidade, no último dia 10, o vereador André Correia (PHS) protocolou denúncia no Ministério Público Federal (MPF), na cidade de Teixeira de Freitas, solicitando interferência do poder público federal para que a prefeitura de Itanhém, com o fechamento do hospital, faça funcionar serviços de urgência e emergência para atender a população. Nesse documento o vereador chegou a anexar três reportagens do Água Preta News sobre o assunto.

O médico Oséas Moreira, um dos donos da unidade de saúde estaria viajando, mas seu representante na reunião teria anunciado que, na opinião do diretor, o hospital só seria reaberto depois que a prefeita assumisse formalmente a emergência.

Durante esse período de caos na saúde de Itanhém pelo menos dois homens morreram e a população acusa nas redes sociais que os óbitos ocorreram por falta de atendimento médico-hospitalar.

Reveja:

População faz manifestação pela reabertura de hospital. Prefeita diz que Itanhém tem 13 médicos

Vereador solicita intervenção do poder público federal para serviços de urgência e emergência em Itanhém

Com hospital fechado mecânico sofre infarto em Itanhém e morre em Medeiros Neto

Sem hospital pai de policial morre em Itanhém após uma hora dentro de Samu

 

Povo vais às ruas cobrar a reabertura do Hospital Maria Moreira.

Vereador André Correia recorreu ao MPF para defender saúde para a população.

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Presidente da Câmara se emociona e chora na última reunião ordinária em Itanhém

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Na última reunião ordinária da Câmara de Vereadores que presidiu, Ronaldo Correia (PC do B) teve a voz embargada e chorou em vários momentos.

O presidente se emocionou quando agradeceu pelo apoio que recebeu dos colegas vereadores, da prefeita, do vice-prefeito e da população durante o seu mandato.

“Posso dizer que foram dias felizes porque tive a oportunidade de contribuir com o meu município, com a minha terra natal”, declarou Ronaldo Correia ao Água Preta News. “Agradeço a Deus primeiramente e a todos aqueles que tiveram comigo nesses dois anos debatendo, orientando e até discordando; a democracia é mesmo assim, feito muito das vezes de divergências, mas tudo com vontade de acertar, de fazer o melhor pela população da qual nós políticos somos representantes”, pontuou.

Na reunião Ronaldo Correia lembrou de várias discussões que travou com colegas para defender seu posicionamento pessoal e político.

“Algumas discussões foram até acaloradas, mas sempre com respeito”, lembrou. Se errei ou se falhei com algum colega, com algum funcionário ou com qualquer pessoa que frequentou nossas reuniões, peço desculpas”, prosseguiu.

Ronaldo Correia também se emocionou ao abordar o fechamento do Hospital Maria Moreira Lisboa.

“O meu plano de saúde também é o SUS e qualquer um de nós pode, a qualquer momento, precisar de atendimento, sem contar que esse hospital faz parte da história de todos nós”, finalizou.

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De lá Maria Pinheiro está aplaudindo sua neta, que é “impávida que nem Muhammad Ali”

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Eu me lembro como se fosse hoje.

Ainda numa maca no corredor do Hospital Municipal de Teixeira de Freitas, quando retornou do último AVC, minha mãe, Maria Pinheiro, que há seis anos não mais está neste plano, disse que não queria ter voltado.

Ao recobrar a consciência e perceber que estava viva, ela desapontou-se, descrevendo aquele mundo onde estivera por algumas horas como um lugar harmonioso, de luz, de serenidade e de uma beleza exuberante. Falou das plumas que a envolviam, dando-lhe proteção e também que lá não habitava o sofrimento, a ansiedade, a depressão ou quaisquer outros males da alma.

Imagino que um anjo deva ter recebido minha mãe com luzes serenas e que mãos poderosas a envolveram durante todo o período que aqui ela se manteve desacordada.

Nos 80 anos que por aqui esteve, Maria Pinheiro valsou embalada pela vontade e ternura de viver e enfrentou o mundo com dignidade e força para ser o pai e a mãe dos nove filhos que criou. Autodidata, ela aprendeu a ler, a escrever e ensinou aos filhos o valor da simplicidade das coisas.

Cresci vivenciando a batalha diária que a minha mãe travava para nos manter e nos educar. E esses laços invencíveis, guardados no inconsciente, os quais unem eu e minha mãe além da vida, fiz questão de transferir aos descendentes que decidiram seguir os passos que com ela aprendi. Entre os descendentes está a minha primogênita, “impávida que nem Muhammad Ali, apaixonadamente como Peri e infalível como Bruce Lee”.

E sei que neste dia 12 de dezembro, lá do reino sereno e poderoso que minha mãe tão perfeitamente descreveu quando retornou daquele AVC está Maria Pinheiro, de pé, aplaudindo a sua neta Thathira Mickaelle, que acaba de apresentar o trabalho final do curso de direito na Faculdade Pitágoras.

[Crônica de Edelvânio Pinheiro]

Foto: Thathira Mickaelle com os professores Caike Gama, Luciano Porto e Gilleard Pádua, durante apresentação do TCC.

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