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Sobreviventes de acidente com caçamba retornam para hospital de Itanhém depois de serem levados para Medeiros Neto

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O acidente que ocorreu na manhã desta terça-feira (5) na cidade de Itanhém, envolvendo uma caçamba que presta serviços para a prefeitura, teve quatro vítimas – um homem e três mulheres – e não três vítimas como o Água Preta News havia noticiado. Todos são garis e trabalham na prefeitura da cidade.

VEJA fotos do acidente aqui.

João da Silva Santos, 63 anos e Aline Silva Santos, 30 tiveram ferimentos que, aparentemente, não requerem maiores cuidados médicos. Já Albertina Nogueira, teve fratura na perna esquerda e Neuzeni Araújo de Sousa, de 45 anos, morreu depois de ter ficado debaixo dos pneus traseiros.

Os três garis sobreviventes do acidente, de acordo com a direção do Hospital Maria Moreira Lisboa, foram levados por uma equipe do SAMU para o Hospital Municipal de Medeiros Neto.

Da cidade vizinha os três acidentados foram trazidos para o hospital de Itanhém. O Água Preta News, com o apoio do portal de notícias Medeiros Dia Dia, acompanhou os feridos no hospital daquela cidade e entrevistou a diretora do Hospital Municipal de Medeiros Neto, Andreia Ferretti, que explicou porque as vítimas tiveram que retornar para Itanhém.

“Foi feito um raio x da perna e a paciente demonstra fratura e nós não temos ortopedista hoje aqui. Ela deveria ter sido encaminhada para Teixeira de Freitas”, disse a diretora. “Falaram, o SAMU, que eles não olharam, disseram que não tinham raio x e que não tinham como atender lá”, acrescentou.

Perguntamos como deveria ter procedido o hospital de Itanhém neste caso.

“Aí ligam para a central em Teixeira de Freitas, avisando que não tem raio x e eles mandam regular para Medeiros Neto”, explicou. “Deveriam ter atendido no hospital de Itanhém e, se fosse um caso de ortopedia, o SAMU segue direto para Teixeira de Freitas, que é referência em ortopedia”, finalizou a diretora, enfatizando que as duas cidades só dispõem de ortopedista na segunda-feira, Medeiros pela manhã e Itanhém, à tarde.

O Água Preta News também fez contato com a direção do Hospital Maria Moreira Lisboa.

“Do acidente somente chegou aqui a falecida. Os outros foram levados para Medeiros Neto, direto pelos socorristas. Voltaram dois, uma mulher e um homem, estão aqui internados. A vaga já foi solicitada para Teixeira de Freitas”, explicou Edinez Moreira.

FOTOS: Edelvácio Pinheiro. Colaborou jornalista Sessé Guimas.

Água Preta News acompanhou a chegada dos sobreviventes ao Hospital Maria Moreira Lisboa, em Itanhém.

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Depois de manifestação e denúncia no MPF prefeitura deve assumir emergência do hospital em Itanhém

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O Hospital Maria Moreira Lisboa de Itanhém, que está fechado oficialmente desde o dia 19 de novembro, quando a prefeita Zulma Pinheiro (MDB) recebeu o comunicado da diretoria, poderá ser reaberto no início da próxima semana.

Uma reunião no final da tarde desta sexta-feira (14) com a diretoria e funcionários do hospital, de acordo com informações que não confirmadas pela Água Preta News, teria definido que caso a prefeitura assuma o setor de emergência a unidade seria reaberta.

Além de uma manifestação pelas ruas da cidade em favor da reabertura do único hospital da cidade, no último dia 10, o vereador André Correia (PHS) protocolou denúncia no Ministério Público Federal (MPF), na cidade de Teixeira de Freitas, solicitando interferência do poder público federal para que a prefeitura de Itanhém, com o fechamento do hospital, faça funcionar serviços de urgência e emergência para atender a população. Nesse documento o vereador chegou a anexar três reportagens do Água Preta News sobre o assunto.

O médico Oséas Moreira, um dos donos da unidade de saúde estaria viajando, mas seu representante na reunião teria anunciado que, na opinião do diretor, o hospital só seria reaberto depois que a prefeita assumisse formalmente a emergência.

Durante esse período de caos na saúde de Itanhém pelo menos dois homens morreram e a população acusa nas redes sociais que os óbitos ocorreram por falta de atendimento médico-hospitalar.

Reveja:

População faz manifestação pela reabertura de hospital. Prefeita diz que Itanhém tem 13 médicos

Vereador solicita intervenção do poder público federal para serviços de urgência e emergência em Itanhém

Com hospital fechado mecânico sofre infarto em Itanhém e morre em Medeiros Neto

Sem hospital pai de policial morre em Itanhém após uma hora dentro de Samu

 

Povo vais às ruas cobrar a reabertura do Hospital Maria Moreira.

Vereador André Correia recorreu ao MPF para defender saúde para a população.

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Presidente da Câmara se emociona e chora na última reunião ordinária em Itanhém

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Na última reunião ordinária da Câmara de Vereadores que presidiu, Ronaldo Correia (PC do B) teve a voz embargada e chorou em vários momentos.

O presidente se emocionou quando agradeceu pelo apoio que recebeu dos colegas vereadores, da prefeita, do vice-prefeito e da população durante o seu mandato.

“Posso dizer que foram dias felizes porque tive a oportunidade de contribuir com o meu município, com a minha terra natal”, declarou Ronaldo Correia ao Água Preta News. “Agradeço a Deus primeiramente e a todos aqueles que tiveram comigo nesses dois anos debatendo, orientando e até discordando; a democracia é mesmo assim, feito muito das vezes de divergências, mas tudo com vontade de acertar, de fazer o melhor pela população da qual nós políticos somos representantes”, pontuou.

Na reunião Ronaldo Correia lembrou de várias discussões que travou com colegas para defender seu posicionamento pessoal e político.

“Algumas discussões foram até acaloradas, mas sempre com respeito”, lembrou. Se errei ou se falhei com algum colega, com algum funcionário ou com qualquer pessoa que frequentou nossas reuniões, peço desculpas”, prosseguiu.

Ronaldo Correia também se emocionou ao abordar o fechamento do Hospital Maria Moreira Lisboa.

“O meu plano de saúde também é o SUS e qualquer um de nós pode, a qualquer momento, precisar de atendimento, sem contar que esse hospital faz parte da história de todos nós”, finalizou.

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De lá Maria Pinheiro está aplaudindo sua neta, que é “impávida que nem Muhammad Ali”

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Eu me lembro como se fosse hoje.

Ainda numa maca no corredor do Hospital Municipal de Teixeira de Freitas, quando retornou do último AVC, minha mãe, Maria Pinheiro, que há seis anos não mais está neste plano, disse que não queria ter voltado.

Ao recobrar a consciência e perceber que estava viva, ela desapontou-se, descrevendo aquele mundo onde estivera por algumas horas como um lugar harmonioso, de luz, de serenidade e de uma beleza exuberante. Falou das plumas que a envolviam, dando-lhe proteção e também que lá não habitava o sofrimento, a ansiedade, a depressão ou quaisquer outros males da alma.

Imagino que um anjo deva ter recebido minha mãe com luzes serenas e que mãos poderosas a envolveram durante todo o período que aqui ela se manteve desacordada.

Nos 80 anos que por aqui esteve, Maria Pinheiro valsou embalada pela vontade e ternura de viver e enfrentou o mundo com dignidade e força para ser o pai e a mãe dos nove filhos que criou. Autodidata, ela aprendeu a ler, a escrever e ensinou aos filhos o valor da simplicidade das coisas.

Cresci vivenciando a batalha diária que a minha mãe travava para nos manter e nos educar. E esses laços invencíveis, guardados no inconsciente, os quais unem eu e minha mãe além da vida, fiz questão de transferir aos descendentes que decidiram seguir os passos que com ela aprendi. Entre os descendentes está a minha primogênita, “impávida que nem Muhammad Ali, apaixonadamente como Peri e infalível como Bruce Lee”.

E sei que neste dia 12 de dezembro, lá do reino sereno e poderoso que minha mãe tão perfeitamente descreveu quando retornou daquele AVC está Maria Pinheiro, de pé, aplaudindo a sua neta Thathira Mickaelle, que acaba de apresentar o trabalho final do curso de direito na Faculdade Pitágoras.

[Crônica de Edelvânio Pinheiro]

Foto: Thathira Mickaelle com os professores Caike Gama, Luciano Porto e Gilleard Pádua, durante apresentação do TCC.

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