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Somente André Correia foi contra projeto para pagar 13º salário e férias a vereadores, prefeito e vice e secretários

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Na reunião da Câmara de Itanhém desta quinta-feira (15), apenas o vereador André Correia (PHS) não votou a favor do pagamento de 13º salário e férias para vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários municipais.

O projeto de lei é de autoria dos quatro vereadores que compõem a mesa diretora do legislativo itanheense: Ronaldo Correia (PC do B), presidente, Sasdelli Resende (PSDB), vice-presidente, Valdemar Oliveira, o Dema (PT) e Luiz Marcos Villas Boas, o Marquinhos (PSB), secretários.

Entre os vereadores que votaram a favor do pagamento de 13º salário e férias está Marquinhos que, ironicamente, na reunião do último dia 5 de abril defendeu a redução, pela metade, do salário dos vereadores. Na ocasião ele fazia oposição a Zulma Pinheiro e, por diversas vezes mandou a prefeita entregar a chave da prefeitura ao vice-prefeito André Lisboa.

Dos 9 vereadores somente André Correia votou contra o projeto e vai doar o seu dinheiro extra para três instituições.

O vereador André Correia, ao ser procurado pelo Água Preta News nesta sexta-feira (15), afirmou que vai entrar com uma ação na Justiça caso o projeto se torne lei.

“Respeito a opinião dos demais colegas, mas votei contra o projeto sobre o pagamento do 13° salário e férias porque entendo que o município não está em condições financeiras favoráveis para sustentar essa despesa, que aproxima a R$ 100 mil aos cofres públicos”, disse o vereador. “Passamos recentemente por uma greve dos professores e praticamente nada foi acordado e o motivo foi a falta de recursos, mesmo motivo dos problemas da merenda escolar e da ambulância de Batinga, que ficou na oficina por mais de um ano”, explicou. “Então, diante desta situação, não posso ser a favor sesse projeto de lei, independentemente de ele ser ou não constitucional, porque foge da nossa atual realidade, da atual crise financeira, da ética e da moral”, finalizou.

Em Amambai, cidade que fica no sudoeste de Mato Grosso do Sul, a Justiça concedeu liminar em uma ação popular, que pediu a suspensão da lei municipal, que instituiu o pagamento do 13º salário aos 13 vereadores daquele município. Naquele caso, a ação popular pediu suspensão do pagamento, porque a lei que instituiu o benefício foi aprovada na mesma legislatura em que ele será pago.

Em Itanhém, estrategicamente, o projeto de lei nº 05/2018 prevê a sua entrada em vigor na data de sua publicação, mas com data retroativa a 1º de julho de 2017. Antes, porém, o projeto será enviado para a prefeita, que tem 15 dias úteis para aprovar ou recusar. No primeiro caso, o projeto torna-se lei. Caso a prefeita faça algum veto, as razões que o fundamentam são encaminhadas à Câmara, que mantém ou rejeita o veto. Como há interesse tanto por parte dos vereadores e da prefeita e seu secretariado, esse processo deve ocorrer no menor tempo possível.

A reportagem buscou cópia do projeto junto à Câmara e ao portal oficial do Legislativo. No portal não há nenhuma publicação e a sede da Câmara, vem sendo fechada às sextas-feiras por determinação da presidência.

André Correia disse que não acha correto ele ter votado contra o pagamento do 13º salário para vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários e ficar com o dinheiro, por esta razão e para contribuir com três grandes projetos sociais desenvolvidos na cidade, o vereador vai doar todo o seu recebimento extra para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Associação Beneficente Caso do Oleiro em Itanhém (ABC do Ó) e Projeto Club Resgate de Itanhém. De acordo com André, já foram feitos os contatos com representantes dos três projetos.

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Depois de manifestação e denúncia no MPF prefeitura deve assumir emergência do hospital em Itanhém

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O Hospital Maria Moreira Lisboa de Itanhém, que está fechado oficialmente desde o dia 19 de novembro, quando a prefeita Zulma Pinheiro (MDB) recebeu o comunicado da diretoria, poderá ser reaberto no início da próxima semana.

Uma reunião no final da tarde desta sexta-feira (14) com a diretoria e funcionários do hospital, de acordo com informações que não confirmadas pela Água Preta News, teria definido que caso a prefeitura assuma o setor de emergência a unidade seria reaberta.

Além de uma manifestação pelas ruas da cidade em favor da reabertura do único hospital da cidade, no último dia 10, o vereador André Correia (PHS) protocolou denúncia no Ministério Público Federal (MPF), na cidade de Teixeira de Freitas, solicitando interferência do poder público federal para que a prefeitura de Itanhém, com o fechamento do hospital, faça funcionar serviços de urgência e emergência para atender a população. Nesse documento o vereador chegou a anexar três reportagens do Água Preta News sobre o assunto.

O médico Oséas Moreira, um dos donos da unidade de saúde estaria viajando, mas seu representante na reunião teria anunciado que, na opinião do diretor, o hospital só seria reaberto depois que a prefeita assumisse formalmente a emergência.

Durante esse período de caos na saúde de Itanhém pelo menos dois homens morreram e a população acusa nas redes sociais que os óbitos ocorreram por falta de atendimento médico-hospitalar.

Reveja:

População faz manifestação pela reabertura de hospital. Prefeita diz que Itanhém tem 13 médicos

Vereador solicita intervenção do poder público federal para serviços de urgência e emergência em Itanhém

Com hospital fechado mecânico sofre infarto em Itanhém e morre em Medeiros Neto

Sem hospital pai de policial morre em Itanhém após uma hora dentro de Samu

 

Povo vais às ruas cobrar a reabertura do Hospital Maria Moreira.

Vereador André Correia recorreu ao MPF para defender saúde para a população.

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Presidente da Câmara se emociona e chora na última reunião ordinária em Itanhém

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Na última reunião ordinária da Câmara de Vereadores que presidiu, Ronaldo Correia (PC do B) teve a voz embargada e chorou em vários momentos.

O presidente se emocionou quando agradeceu pelo apoio que recebeu dos colegas vereadores, da prefeita, do vice-prefeito e da população durante o seu mandato.

“Posso dizer que foram dias felizes porque tive a oportunidade de contribuir com o meu município, com a minha terra natal”, declarou Ronaldo Correia ao Água Preta News. “Agradeço a Deus primeiramente e a todos aqueles que tiveram comigo nesses dois anos debatendo, orientando e até discordando; a democracia é mesmo assim, feito muito das vezes de divergências, mas tudo com vontade de acertar, de fazer o melhor pela população da qual nós políticos somos representantes”, pontuou.

Na reunião Ronaldo Correia lembrou de várias discussões que travou com colegas para defender seu posicionamento pessoal e político.

“Algumas discussões foram até acaloradas, mas sempre com respeito”, lembrou. Se errei ou se falhei com algum colega, com algum funcionário ou com qualquer pessoa que frequentou nossas reuniões, peço desculpas”, prosseguiu.

Ronaldo Correia também se emocionou ao abordar o fechamento do Hospital Maria Moreira Lisboa.

“O meu plano de saúde também é o SUS e qualquer um de nós pode, a qualquer momento, precisar de atendimento, sem contar que esse hospital faz parte da história de todos nós”, finalizou.

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De lá Maria Pinheiro está aplaudindo sua neta, que é “impávida que nem Muhammad Ali”

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Eu me lembro como se fosse hoje.

Ainda numa maca no corredor do Hospital Municipal de Teixeira de Freitas, quando retornou do último AVC, minha mãe, Maria Pinheiro, que há seis anos não mais está neste plano, disse que não queria ter voltado.

Ao recobrar a consciência e perceber que estava viva, ela desapontou-se, descrevendo aquele mundo onde estivera por algumas horas como um lugar harmonioso, de luz, de serenidade e de uma beleza exuberante. Falou das plumas que a envolviam, dando-lhe proteção e também que lá não habitava o sofrimento, a ansiedade, a depressão ou quaisquer outros males da alma.

Imagino que um anjo deva ter recebido minha mãe com luzes serenas e que mãos poderosas a envolveram durante todo o período que aqui ela se manteve desacordada.

Nos 80 anos que por aqui esteve, Maria Pinheiro valsou embalada pela vontade e ternura de viver e enfrentou o mundo com dignidade e força para ser o pai e a mãe dos nove filhos que criou. Autodidata, ela aprendeu a ler, a escrever e ensinou aos filhos o valor da simplicidade das coisas.

Cresci vivenciando a batalha diária que a minha mãe travava para nos manter e nos educar. E esses laços invencíveis, guardados no inconsciente, os quais unem eu e minha mãe além da vida, fiz questão de transferir aos descendentes que decidiram seguir os passos que com ela aprendi. Entre os descendentes está a minha primogênita, “impávida que nem Muhammad Ali, apaixonadamente como Peri e infalível como Bruce Lee”.

E sei que neste dia 12 de dezembro, lá do reino sereno e poderoso que minha mãe tão perfeitamente descreveu quando retornou daquele AVC está Maria Pinheiro, de pé, aplaudindo a sua neta Thathira Mickaelle, que acaba de apresentar o trabalho final do curso de direito na Faculdade Pitágoras.

[Crônica de Edelvânio Pinheiro]

Foto: Thathira Mickaelle com os professores Caike Gama, Luciano Porto e Gilleard Pádua, durante apresentação do TCC.

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