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Crônica relembra personagens do antigo Mercado Municipal de Itanhém

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O ex-diretor de Cultura do município de Itanhém, Políbio José, que é artista plástico e licenciado em História pela UNEB (Universidade do Estado da Bahia), publicou em sua página no Facebook uma crônica sob o título “Belas lembranças”, que apresenta um pouco da história itanheense.

Para dar mais vida ao texto, o artista postou uma imagem da praça Otávio Mangabeira, onde hoje está o Terminal Rodoviário, mas que, na década de 1970, estava instalado o Mercado Municipal, que funcionava como centro comercial da cidade de Itanhém. A foto é do arquivo do poeta Airam Ribeiro.

“Nas manhãs de sábado lá íamos nós, ainda criança, descendo a rua Belo Horizonte, a rua das Pedras ou, quem sabe, a Maria Moreira Lisboa, mas o certo era que aqueles sábados eram especiais”, inicia o autor. “Logo na chegada encontrávamos com outros adolescentes, sempre ao som da sanfona do senhor Mário Calundu que, em suas trovas, anunciava que em sua banca já era possível apreciar um delicioso casadinho de requeijão com tijolo”, prossegue.

Políbio José lembra de personagens muito conhecidos da época, destacando curiosidades de suas atividades comerciais. Djaniro, com uma máquina considerada de última geração, transformava as cascas da fruta em fios e Clovis Lobeu fazia barulho com um ‘escarossador’ de cana, que preparava garapas deliciosas para serem vendidas à população.

Outros comerciantes também são lembrados na crônica, como o maior comerciante da época, Zeca Barreto, que oferecia em seu estabelecimento uma grande variedade de produtos.

“Perto dali dona Laura vendia sabão de coada em forma de bolas, dentro de uma bacia de alumínio, impressionando as lavadeiras da época que, enfileiradas, compravam o sabão que era elogiado por todas as consumidoras. Mais à frente seu Marinho estava já a posto com sua gamela de jenipapo, vendendo a dúzia para quem quisesse preparar um delicioso licor”, destaca, sem esquecer do irresistível tempero de dona Ana, dos açougueiros Beló, Elias, Jovino, Zé Pretinho, Zé Ramos, Joel nem de vendedores de queijo e beiju como Ilário Palarga.

Personagens folclóricos também não foram esquecidos, como Conrado, um cidadão corcunda, Jacson Rassudo e Divá, que tinham problemas mentais, os quais não saiam dos botecos à procura de uma dose de aguardente. É claro que o autor não esqueceu de João de Dona Ana, que cuidava da limpeza de todo aquele espaço à base de creolina.

Você pode ler a crônica de Políbio José aqui. Abra antes o seu Facebook.

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Apoiadores de Haddad vão fazer carreata em Teixeira de Freitas neste sábado (22)

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Apoiadores da campanha do candidato à Presidência do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, estão convidando a população de Teixeira de Freitas e região para uma carreata neste sábado (22).

De acordo com informações de militantes do PT nas redes sociais, o início do movimento será a partir das 15h, na saída para a cidade de Medeiros Neto, logo após a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

“Venha a pé, de carro, de bicicleta, de moto, venha pra rua”, diz o convite publicado nas redes.

FOTO/Expresso: Haddad ao lado da vice Manuela D’Ávila e do governador da Rui Costa, em Vitória da Conquista.

REUTERS/Rodolfo Buhrer

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Ronaldo Correia recebe ambulância do deputado Claudio Cajado para Santa Rita do Planalto

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O presidente da Câmara de Itanhém, Ronaldo Correia (PC do B) acaba de receber a ambulância que vai atender a população de Santa Rita do Planalto, município de Itanhém. A emenda é do deputado federal Claudio Cajado (PP) e o dinheiro – R$ 80 mil, que veio do ministério da Saúde -, já estava na conta da prefeitura desde o último dia 17 de maio.

O vereador já recebeu também uma caminhonete 4×4 para auxiliar os serviços da vigilância sanitária do município e aguarda a chegada de outra ambulância, cujo dinheiro já se encontra nos cofres municipais. Os recursos para aquisição dos veículos também são do ministério da Saúde, só que estes são de emendas do deputado federal Roberto Brito (PP).

“Esta ambulância veio para servir a comunidade de Santa Rita”, explicou Ronaldo Correia. “Agradeço aos deputados Claudio Cajado e Roberto Brito que me receberam em Brasília, quando lá estive em busca de melhorias para a nossa gente. Eles fizeram um compromisso comigo e cumpriram, por isso tenho razões para defender os nomes deles no município de Itanhém”, completou.

Ambulância tem suporte para soro e cilindro de oxigênio. Foto: ItanhemFest.

Também, através de indicação de Ronaldo Correia ruas estão sendo asfaltadas no Centro da cidade, água sendo canalizada em Santa Rita do Planalto, esgoto e calçamento sendo construídos em Vila Resende, além de emendas como a perfuração de um poço artesiano no Santuário Jesus Misericordioso, entre outras obras.

A ambulância que chegou para Santa Rita é equipada com sirene, giroflex, suporte para soro e cilindro de oxigênio, com válvula e manômetro.

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Cordel, mas pode chamar de “Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro”

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[Edelvânio Pinheiro] O cordel agora também é “Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro”, como a capoeira, a Festa do Divino e forró.

O título foi concedido pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em reunião realizada na última quarta-feira (19), no Rio de Janeiro. O Ministério da Cultura e a Academia Brasileira de Literatura de Cordel prestigiaram e comemoraram.

O título visa valorizar ainda mais esta forma de expressão literária e cultural tão comum no Brasil, especialmente na região Nordeste, onde os cordelistas, cantadores e repentistas já fazem parte do cenário rural e urbano.

Através da sua arte, esses artistas retratam o imaginário coletivo e a memória social dos brasileiros. Por isso, sua arte precisa ser reconhecida e protegida por todos.

O presidente da Academia Teixeirense de Letras (ATL), Almir Zarfeg, comemorou a decisão do Iphan assim que ela foi divulgada.

“O título, além de reconhecer a literatura de cordel, protege essa forma de expressão artística e cultural genuinamente brasileira”, disse Zarfeg.

O cordel está ligado às manifestações populares e, por isso, diz muito do que o brasileiro é ou gostaria de ser. Constitui um elemento de coesão nacional, através do qual o povo se vê representado no que tem de mais sagrado: sua cultura, suas raízes, sua identidade.

“Com rimas, métricas e muito ritmo, o poeta popular se inspira nas tradições orais e, assim, sensibiliza a todos”, pontuou Zarfeg.

No mesmo segmento do cordel – que é o texto narrativo de certa extensão –, também podem ser citados a trova, as quadras e os repentes.

Zarfeg citou dois poetas populares como representantes do cordel na região. Trata-se de Airam Ribeiro, de Itanhém, e Armando Azevedo, de Itamaraju. Ambos são cordelistas com livros publicados e bastante conhecidos em suas cidades.

Armando Azevedo é membro da ATL e, com o poema “A feira de Bom Jesus da Lapa”, conquistou o 1º lugar do Prêmio Castro Alves de Literatura 2018, categoria Poema, versão interna.

Segue a 1ª estrofe do poema premiado:

“Olha o surubim na brasa,

Mas também tem o pintado,

Carne de porco gordo,

Sebo de carneiro capado,

Um cozido caipira,

Três feixes de traíra

E feijão verde debulhado!”

Cordelista Airam Ribeiro, de Itanhém.

FOTO CAPA: Carlos Yeshua entrega Prêmio Castro Alves de Literatura ao poeta popular Armando Azevedo (dir).

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