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Vinda de deputados a Itanhém provoca desentendimento entre diretores do PSD

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A vinda dos deputados Ronaldo Carletto e Robinho, ambos do Partido Progressista, na última sexta-feira (29), para visitar correligionários na cidade de Itanhém, provocou um desentendimento entre os dois principais diretores do PSD do município. O Partido Social Democrático, que tem o número 55, teve como candidato a prefeito nas últimas eleições municipais o funcionário público Mildson Medeiros, que é o presidente da sigla.

O vereador Whindson Moreira Mendes, o Nem Mendes (PP) ofereceu um almoço em sua residência aos deputados e convidou algumas lideranças políticas locais. Entre outros líderes, estiveram presentes o vice-prefeito André Lisboa (PSDB), ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB), vereadores André Correia (PHS) Deilton Porto, o Caboquinho (DEM) e Marcos Vilas Boas, o Marquinhos (PSDB), mas, o que causou insatisfação ao vice-presidente do PSD, Gildeon Rosa, foi a presença de Mildson Medeiros no encontro com Ronaldo Carletto e Robinho. Pelo menos foi o que ele registrou em sua página no Facebook, no dia 1º de julho, às 7h09.

“A decepção só aumenta, pois cada vez mais os interesses próprios falam mais alto”, escreveu Gildeon, enfatizando que se sentia envergonhado e decepcionado em ter levantado uma bandeira em defesa de Mildson Medeiros. “Isso só nos faz refletir como somos usados como massa de manobra nas mãos dos políticos, percebo que política não é para todos, pois, nem todos têm a dignidade e o respeito pelo povo e é por isso que o dinheiro fala mais alto na hora de votar, muitos votam pela barriga e não pela consciência e pelos serviços prestados”, indignou-se.

Gildeon e Mildson, diretores do PSD.

Em sua postagem, o vice-presidente do PSD ainda criticou a corrupção e o que ele chamou de ‘cortejo’ pelo menos de um dos deputados, pelo contexto e já que fez referência a uma pessoa apenas.

“Infelizmente o brasileiro é quem faz a corrupção crescer cada vez mais”, alertou. “Decepção é pouco, uma pessoa que nada fez pela cidade ser cortejada como um rei, um chefe de estado”, lamentou. Isso é vergonhoso, por isso a educação, saúde, segurança, infraestrutura vai mal no país todo”, completou.

O diretor do PSD, que declarou apoio ao deputado federal Claudio Cajado, fez ainda questão de registrar que, nesta semana, vai se desfiliar do partido, sem falar qual será a sua nova sigla.

“Estou enojado com tudo isso”, finalizou.

Horas depois, às 9h38, Mildson Medeiros se explicou, também fazendo uso das redes sociais. Ele foi educado, chamou as palavras de Gildeon de ‘desagradáveis’, questionou porque não foi procurado antes do posicionamento de seu colega de partido e garantiu que ainda não tomou nenhuma decisão sobre as eleições de outubro.

“Gil, bom dia! Tudo bem? Por que esse texto com palavras tão desagradáveis contra a minha pessoa? Por que antes de tomar essa decisão você não conversou comigo?”, questionou em sua página no Facebook. “Pelo o que eu sei até agora não tenho nada concreto com nenhum deputado”, afirmou.

Mildson Medeiros destacou que, desde os primeiros momentos, ele defende que os candidatos antes de serem escolhidos sejam apresentados ao grupo político.

“O que venho dizendo do princípio é que temos que apresentar nomes de candidatos e juntos escolhermos. Mas isso não foi levado em conta, olha só o que deu, cada um tá procurando o seu e eu, até agora, estou sem”, reafirmou. “Vou escolher sim, mas, em grupo. Vou levar o nome do Cajado, pra mim é uma pessoa excelente, como vou também levar outros nomes que me procuraram, fizeram propostas e condições, só que [o nome] será escolhido pelo grupo”, garantiu.

O presidente do PSD achou precipitada a decisão do vice-presidente do partido.

“Eu entendo seu interesse pelo Cajado, respeito, mas as coisas foram precipitadas e veja no que deu; precisamos ter paciência e cuidado nas decisões”, alertou, fazendo questão de destacar que tem Gildeon como um grande amigo, a quem admira como cidadão, como profissional, como pessoa e a quem ele agradece por ter sido candidato nas últimas eleições.

FOTO CAPA: Deputados Robinho e Ronaldo Carletto.

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Redução de salário para 1 real é jogo midiático da prefeita. Qual será o próximo espetáculo?

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Ao reduzir o próprio salário e o salário de seus secretários para um real a prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro, faz mero jogo midiático para tentar amenizar as duras críticas que sua administração vem sofrendo ao longo desses dois anos, em razão do descaso  com setores essenciais como saúde, educação, iluminação, limpeza pública e mobilidade. Melhor que ela tivesse pedido para seus irmãos secretários amarrarem uma melancia em seu pescoço ou passar óleo de peroba no nariz, como sempre vem propondo as redes sociais.

As considerações enfatizadas no decreto nº 83, que embora assinado no último dia 27 de dezembro tenha efeito retroativo a 1º de dezembro de 2018, tenta nos convencer de que o município passa por um dos piores momentos financeiros de sua história e culpa, entre outras coisas, as insuficiências de recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e das transferências dos governos estadual e federal para a manutenção de programas. Essa insuficiência (pasmem) vem, segundo a prefeita, “obrigando o município a gastar grandes valores oriundos de recursos próprios para garantir o funcionamento de serviços básicos”.

Se o município de Itanhém está nessa situação de calamidade financeira, ao ponto da prefeita haver estabelecido estado de emergência pelo período de 45 dias e baixado o seu e os salários de todo o secretariado para um real, fica impossível explicar a lei que ela mesma sancionou em tempo recorde, causando um enorme rombo nos cofres públicos para pagar décimo terceiro e férias a ela mesma, ao vice-prefeito, secretários e vereadores.

Outro fato intrigante foi o do vice-prefeito André Lisboa, que é filho de um dos secretários municipais – o ex-prefeito e médico Oséas Moreira – não ter sido incluso neste decreto. O vice, que coincidentemente é advogado, ficou de fora e recebeu integralmente o seu vencimento, que é de R$ 7.500 mil.

Tá na cara que a estratégia midiática da prefeita Zulma Pinheiro é convencer que Itanhém vive uma calamidade financeira, para justificar o caos administrativo que ela e seus irmãos implantaram no município, além, é claro, de tentar esconder o que todos estão vendo por debaixo do pano, menos meia dúzia de vereadores que se elegeram para se beneficiarem e beneficiarem seus familiares.

Aguardemos o próximo espetáculo, que deve ter show de malabares, equilibristas, trapezistas voadores e mágicos que tiram coelhos da cartola e fazem dinheiro desaparecer.

FOTO: Prefeita Zulma Pinheiro participando de evento sobre o Dia das Crianças, em 2017.

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Prefeita de Itanhém baixou o próprio salário e dos secretários para R$ 1. Vice-prefeito ficou de fora

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A prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (MDB), baixou o próprio salário e os salários de seus secretários para R$ 1,00. Apenas o vice-prefeito André Lisboa (PSDB), que é filho de um dos secretários municipais – de acordo com o decreto da prefeita – não precisava colaborar com o “triste momento” porque passa o município e ficou de fora, recebendo integralmente o seu vencimento.

O decreto nº 83 foi assinado no último dia 27 de dezembro e estabelece estado de emergência financeira no município pelo período de 45 dias, com efeitos retroativos a 1º de dezembro de 2018.

A chefe do Executivo fez nove considerações para justificar sua decisão, entre elas as insuficiências – segundo o decreto – dos valores do Fundo de Participação dos Municípios e das transferências governamentais para a manutenção de programas, “obrigando o município a gastar grandes valores oriundos de recursos próprios para garantir o funcionamento de serviços essenciais como saúde, educação, energia, abastecimento e limpeza pública”.

O salário da prefeita é de R$ 15 mil, do vice-prefeito R$ 7.500 mil e dos secretários, R$ 5 mil.

FOTO: Zulma Pinheiro, prefeita e André Lisboa, vice-prefeito.

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Vazamento enorme afeta 800 milhões de emails e senhas; veja se foi afetado

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[Gabriel Francisco Ribeiro Do UOL, em São PauloUm número inacreditável de quase 800 milhões de emails e senhas foi vazado recentemente na internet. De acordo com a Wired, a brecha foi notada pelo pesquisador de segurança Troy Hunt e contém mais de 12 mil arquivos, com 87 gigabytes de dados, postados em um fórum hacker. A falha gigante envolve 772.904.997 endereços de email únicos, além de mais de 21 milhões de senhas únicas. Essa é considerada uma das maiores brechas de segurança envolvendo vazamentos de email na história.

Os números acima, por sinal, não refletem a real quantidade de dados vazados. Isso porque o pesquisador fez um esforço de limpar os dados duplicados e inutilizáveis. Na forma crua, o número de endereços de email e senhas passava de 2,7 bilhões – incluindo mais de um bilhão de combinações únicas de emails e senhas.

Troy Hunt mantém o site Have I Been Pwned. Na plataforma, você pode descobrir se o seu email ou a sua senha já foram comprometidos em alguma brecha na história –ele oferece até mesmo em quantos vazamentos seu email já esteve envolvido.  O hack Chamada de Collection #1, essa brecha é a maior que Hunt já testemunhou. E ela não envolve apenas o vazamento de um serviço –é uma chamada “brecha das brechas”, que agrega mais de 2.000 bases de dados vazadas. “Parece ser uma coleção aleatória de sites puramente para maximizar o número de credenciais disponibilizadas para hackers. Não existem padrões óbvios”, afirmou Hunt à Wired. Apesar de os dados envolvidos não contarem com informações sensíveis, como CPF e números de cartões, a falha é séria e histórica. Mais de 140 milhões de emails e mais de 10 milhões de senhas vazadas nessa falha, por exemplo, são novas no banco de dados de Hunt. O vazamento do Yahoo, por exemplo, teria afetado 3 bilhões de usuários, mas as informações vazadas não vieram a público até agora.

Como serei afetado? A lista vazada parecer ser projetada para uso nos chamados ataques de preenchimento de credenciais, em que hackers entram com email e combinações de senhas em um site ou serviço. Esses são processos tipicamente automatizados, que confiam principalmente em pessoas que reutilizam as mesmas senhas em vários sites.

Pelo vazamento ter aparecido em um dos sites de armazenamento na nuvem mais populares na atualidade, o Mega, e não somente na deep web, Hunt vê a questão como séria. Os dados não estavam à venda, mas disponíveis para quem quisesse ver.

A maneira como eles estavam organizados também preocupa.  “São senhas em texto simples. Se levarmos em conta um vazamento como o do Dropbox, eram 68 milhões de endereços de email, mas as senhas eram criptografadas, tornando-as muito difíceis de usar”, explicou Hunt.

Ou seja: para os dados serem utilizados, basta o malfeitor rolar a tela e clicar. Sergey Lozhkin, especialista em segurança da Kaspersky Lab, explicou o tamanho do problema: Essa coleção pode virar uma lista de emails e senhas: tudo o que precisam fazer é criar um software simples para checar se as senhas estão funcionando.

“As consequências do acesso à conta podem variar de phishing muito produtivo, pois os criminosos podem enviar emails infectados para contatos da vítima, até ataques projetados para roubar toda a identidade digital ou dinheiro da vítima ou comprometer os dados da rede social”. Como se proteger Para se proteger da brecha, o usuário pode seguir algumas dicas.

– Verifique se seu email e senha foram expostos acessando o Have I Been Pwned – Se teve alguma informação exposta, mude a senha das suas contas. Considere também sempre mudar de tempos em tempos. – Use senhas fortes para contas mais importantes ou confidenciais (como internet banking ou redes sociais) – Considere usar um gerenciador de senhas – Ative a autenticação de dois fatores sempre que possível nos serviços.

 

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