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5 atitudes para manter a saúde mental durante a Covid-19

Edelvânio Pinheiro

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[Bruna Stamato/MSN] Estamos vivendo um momento de desafios. Não somente desafios econômicos e governamentais, a nível global, mas um momento delicado de desafios pessoais, onde nos está sendo exigido muito mais que saúde física, mas sim, mais do que nunca, uma boa saúde mental se faz fundamental. Por isso, trouxe 5 atitudes para manter a saúde mental durante a Covid-19. Algumas atitudes são imprescindíveis, como organização, planejamento e liberdade e ócio criativo, equilibrando a balança.

A verdade, é que todos nós estamos enfrentando nossos medos e sentindo alterações psíquicas em algum grau. Uns estão com dificuldade para dormir, outros estão projetando ansiedade na comida, por exemplo. Desconheço alguém que esteja 100% equilibrado e focado, nesse momento.

Muita gente correndo para as farmácias, comprando vários polivitamínicos de “A-Z”, se entupindo de antigripais e tudo que existe, para tentar blindar o sistema imunológico contra o coronavírus, mas a gente se esquece que a prática de tomar vitaminas (assim como minerais, antioxidantes, simbióticos e etc.) precisa ser constante, não somente em tempos de pandemia e inverno.

É claro que esse hábito ajuda a nos proteger, mas muitas vezes esquecemos que a melhor blindagem para o sistema imunológico ainda chama-se “mente saudável”.

Esse conceito não é meu, na verdade é bem antigo, existem incontáveis artigos científicos, pesquisas e livros sobre essa temática: de como os níveis de FELICIDADE interferem diretamente na saúde física.

Mas, como podemos melhorar, efetivamente, ou pelo menos, aliviar a pressão da mente dentro de nossas limitadas e estressantes rotinais atuais?

Hoje trouxe 5 hábitos/práticas que podem te ajudar a melhorar a sua saúde mental durante a Covid-19.

Atitudes para manter a saúde mental durante a Covid-19

1. Não se compare

É uma dica simples na teoria, mas nem tão simples de ser posta em prática. As redes sociais nos trouxeram isso, se antes nos comparávamos aos vizinhos e conhecidos, hoje, para a tristeza, angústia e frustração absoluta de nossos cérebros, essa comparação é feita com gente que nunca nem sequer vimos ao vivo e a cores, que não sabemos NADA da vida e que parecem seres mitológicos ou místicos, de tão perfeitos.

Bom, graças aos DEUSES, a perfeição não existe. Então, se dê uma trégua e pare de se comparar com a versão dos outros que eles querem que você conheça e com a SUA PRÓPRIA VERSÃO DE UM PASSADO RECENTE.

Estamos vivenciando uma situação única, nova para todo mundo e não temos parâmetros de comparação, por isso, se cobrar o rendimento e as reações que você teve – até então- é uma péssima ideia. Olhe para si HOJE, no presente, e saiba que você está fazendo tudo que dá. Se não dá mais do que isso, paciência. Seu compromisso maior precisa ser com o seu BEM ESTAR, não somente com o dos outros.

2. Fale abertamente sobre seus sentimentos negativos

Você não é uma super-humana, sinto te informar. E nem precisa ser. Dá um baita alívio admitir que somos apenas criaturas imperfeitas, errôneas e sujeitas aos sentimentos e às variações de humor. Falar, explicitamente, com uma pessoa de confiança que NÃO TE JULGUE, é altamente curador e libertador.

Você vai ver que não é a única que está se sentindo assim, e que só o fato de por para fora, já nos alivia muito. Explique ao parceiro(a) o que está sentindo, compartilhe desses sentimentos ditos negativos, porque eles são inerentes à nossa espécie.

Nem toda tristeza é depressão, nem toda raiva é prejudicial, ignorar esses sentimentos é como tomar pequeninas doses diárias de um veneno letal. Identifique qual é o sentimento, aceite os motivos para ele existir e então aprenda a trabalhá-los para que não alterem mais tanto a sua vida.

3. Não analise seus problemas de cima

Quando temos uma visão panorâmica da vida, a tendência é nos descontrolarmos e gerarmos uma sensação de angústia enorme. Por isso, ainda mais hoje em dia, com o atual cenário, eu recomendo fortemente que você olhe para o AGORA.

Qual é o próximo problema da fila? O que precisa ser resolvido AGORA? O que você pode fazer HOJE? Ou, no máximo, até o fim da semana?

Às vezes, a bagunça mental é tão grande que, quando a organizamos, boa parte dos problemas se dissipa por si só. Um problema de cada vez; um dia de cada vez.

4. Estimule sua fé

Leis novamente a frase acima. Não disse “estimule a sua religiosidade”, eu disse estimule a sua FÉ. A fé não existe necessariamente para uma religião, você pode ser ateia e ainda ter fé. Fé na ciência, fé na humanidade, etc.

E a nossa fé, individual e por isso mesmo, muito pessoal, é a bóia de salvação no mar de caos que muitos de nós têm mergulhado. A fé não somente move montanhas, a fé – literalmente – salva.

Quem tem fé genuína, intrínseca, não depende das circunstâncias externas para estar bem e centrada. Não se trata de “eu acredito porque eu vejo” e sim “eu acredito porque eu SINTO, mesmo quando eu não vejo”.

5. Se volte para os pequenos prazeres

Se a viagem dos sonhos foi adiada, se os planos do casamento ficaram para depois, se perdemos uma boa oportunidade de trabalho, o que nos “resta”?

Às vezes perdemos muito tempo planejando tudo isso e negligenciamos, sem ao menos perceber, o PRESENTE. E aí, a tal “Listinha com o que falta para ser feliz” não pára de crescer e cada vez que riscamos um item, outro é prontamente incluído.

Dessa forma, nos sentimos frustradas e exaustas, pois o sucesso e a FELICIDADE, parecem apenas utopia barata de coaches igualmente baratos.

Nos voltarmos para o que temos HOJE, é a válvula para tirar a pressão da cabeça. Não posso almoçar no meu restaurante preferido, mas posso fazer uma comidinha gostosa em casa?

Dessa forma fazemos a listinha inversa “Motivos que eu tenho para agradecer”. Pense que já perdemos muitas coisas desde que a pandemia começou (e muitas pessoas perderam muito mais) e que muitas dessas coisas nem eram tão importantes assim, mas o trivial, o pãozinho com café de manhã, a água em casa, a luz, as pessoas que amamos saudáveis, as amizades que temos, o amor que recebemos, a cama que sustenta nossos corpos cansados, enfim, o trivial é ESSENCIAL, querida leitora.

Vivemos bem sem o supérfluo, sem viagens internacionais, mas não vivemos bem sem o “Pouco”. Já pensou nisso? Agradeça pelo seu “pouco”, nesse exato momento, tem um monte de gente rezando para ter o seu “pouco” de volta.

Nem sempre pode ser noite de réveillon. Mas, sempre pode ser véspera.