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A seriedade de Ronaldo Correia versus os altos e baixos da política

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[Edelvânio Pinheiro] A política está em estado de euforia. Cada um dos apaixonados e extremistas defende suas ideias e apenas uma pequena parcela pondera com sensatez e equilíbrio num esforço para dar nova marcha ao país.

Parece delírio dizer que hoje em dia existe um político que se consolida como alguém que saiba esganar os tentáculos e livrar o Brasil de um colapso provocado pela impiedosa corrupção e violência. Apesar disso, ouso apostar que existem pessoas com ideias expressivas e com vontade de verdadeiramente lutar por um povo que tanto sofre com a maquiavelice de alguns gestores.

Não diferente do restante do país, Itanhém também tem sido alvo do descaso e consequentemente também se tornou tema de debates acirrados nas redes sociais. Nesse exército de opiniões poucos se salvam, mas é nas críticas que podemos medir e pesar as boas ações e as qualidades de alguém que, com boas intenções, se lança na política.

Política é algo complexo, como sabemos e fica cada vez mais difícil debatê-la com os fanáticos de plantão, até mesmo porque, para os adoradores, a soma é o grito e não a quantidade de benefícios trazidos para uma comunidade.

Nesse contexto, existem políticos que, pelo que vem demonstrando, facilmente alçariam altos e longos voos se estivessem um dia à frente da administração de um município.

Ronaldo Correia é um cidadão itanheense que ama a sua terra natal e tem declarado isso em quase todos os seus discursos. Para quem desconhece a história dessa figura pública, ele permaneceu nos Estados Unidos por mais de duas décadas e voltou de lá com uma bagagem de ideias e boa vontade para ajudar os seus conterrâneos. A América é linda, encantadora e iluminada, mas suas luzes não embriagaram Ronaldo porque ele sempre apostou e acreditou na sua gente e na capacidade que sua terra tem para vencer as crises.

Vereador firme e decisivo, Ronaldo Correia não dispensou a oportunidade de mostrar competência nas suas ações quando, em apenas um ano e nove meses, conseguiu fazer por Itanhém o que outros políticos não fizeram, mesmo estando no mandato por mais de uma década.

Sempre defendi a ideia de que o povo deve apoiar novas lideranças políticas que pousam com vontade de fazer a diferença. Portanto, incentivar Ronaldo Correia significa acreditar que, apesar das máscaras e da incompetência de muitos, existe gente criado e moldado dentro dos padrões da ética, de sensibilidade e de amor que pode um dia ajudar a traçar novos caminhos para a terra de Água Preta.

Acreditemos nos políticos fáceis de encontrar, acessíveis a todos e que não sejamos vendados pelo fanatismo e pela hipocrisia. Apostemos na capacidade de alguém que pode até não ter as mesmas ideias que nós, mas que tem identidade própria e que respeita as leis e o outro no mais amplo sentido da palavra.

Afinal, mesmo que o cenário esteja bombardeado pelo caos, é preciso apostar naqueles que se dispõem a nos liderar e é necessário acreditarmos em alguém que esteja disposto a voar em busca de novos caminhos.

 

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1 Comentário

1 Comment

  1. Almir Zarfeg

    19 de setembro de 2018 at 10:16

    Ainda continuo vendo Ronaldo como um “outsider” da política itanheense. Como alguém que, de repente, revolve se aventurar na política para satisfazer o ego, sem muita convicção, preparo ou seriedade públicos.

    Ao prestigiar o evento dos “60 homenageados”, em 14 de agosto e promovido pela ATL, Água Preta News e Café Ticiana, eu elogiei a postura corajosa dele, já que muitos (inclusive alguns homenageados) não compareceram pressionados por Álvaro Pinheiro, que se empenhou pessoalmente em boicotar o evento.

    Se se trata de um oportunista ou aventureiro, só o tempo dirá. Mas, desde já, torço para que “Naná” – como o tratávamos na infância – continue ativo na Câmara Municipal. Agora, sem a tutela da presidência e a pressão da família Pinheiro, poderá se tornar porta-voz dos itanheenses. Não é mesmo, Bita de Itanhém?

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Morre, aos 72 anos, a cantora e compositora Beth Carvalho

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[G1] A cantora e compositora Beth Carvalho, conhecida como a Madrinha do Samba e um dos maiores nomes da história do gênero, morreu no Rio, nesta terça-feira (30), aos 72 anos. Ela estava internada no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Zona Sul da cidade, desde o início de 2019. A causa da morte foi infecção generalizada, informou o hospital, em comunicado.

Em nota, o empresário da artista, Afonso Carvalho, disse que ela morreu às 17h33 desta terça “cercada de amor por seus familiares e amigos”.

Com mais de 50 anos de carreira, dezenas de discos gravados e sucessos como “Andança” e “Coisinha do pai”, Beth Carvalho era considerada madrinha de artistas como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Jorge Aragão – daí o apelido.

Já fazia bastante tempo que a cantora tinha um problema de coluna. Em 2009, chegou a cancelar sua apresentação no show de réveillon, na Praia de Copacabana, por causa de fortes dores. Em 2012, submeteu-se a uma cirurgia na coluna.

No ano seguinte, foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, no carnaval de São Paulo, mas não participou do desfile por motivos de saúde. Lu Carvalho, sobrinha de Beth, foi quem representou a artista na ocasião.

Show histórico

Em 2018, com a mobilidade cada vez mais reduzida pelos efeitos do problema na coluna, Beth fez um show histórico. Ao lado do grupo fundo de Quintal, mostrou sua força ao cantar deitada seus sucessos no show Beth Carvalho encontra Fundo de Quintal – 40 anos de pé no chão.

Beth Carvalho canta deitada em show no Rio de Janeiro — Foto: Mauro Ferreira

Beth Carvalho canta deitada em show no Rio de Janeiro — Foto: Mauro Ferreira

Ao longo de sua internação no início de 2019, Beth teve de reduzir a quantidade de visitas. A informação foi compartilhada por sua filha, Luana, após um vídeo mostrar a cantora debilitada cantando deitada na cama do hospital.

Beth Carvalho se apresenta deitada em show de 40 anos de clássico do samba

Beth Carvalho se apresenta deitada em show de 40 anos de clássico do samba

Vida e obra

Beth Carvalho no Fantástico — Foto: Acervo TV Globo

Beth Carvalho no Fantástico — Foto: Acervo TV Globo

Elizabeth Santos Leal de Carvalho nasceu no Rio, em 5 de maio de 1946. O site oficial da artista informa que o contato com a música foi incentivado pela família, ainda na infância.

Aos 8 anos, surgiu o gosto pela dança – na mesma época, ganhou dos avós o primeiro violão. Após a prisão do pai no início da ditadura, em 1964, Beth passou a dar aulas de música.

No ano seguinte, gravou o seu primeiro compacto simples, com a música “Por quem morreu de amor”, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Seu grande sucesso, “Andança”, é o título de seu primeiro LP, lançado em 1969.

Beth Carvalho canta “Andança”

Beth Carvalho canta

Beth participou de quase todos os festivais de música da época. Em 1968, conquistou a terceira posição no Festival Internacional da Canção (FIC), justamente com “Andança”.

A partir de 1973, passou a lançar um disco por ano e emplacou vários sucessos como “1.800 Colinas”, “Saco de Feijão”, “Olho por Olho”, “Coisinha do Pai”, “Firme e Forte” e “Vou Festejar”.

Também gravou composições de Cartola, como “As rosas não falam”, e “Folhas Secas”, de Nelson Cavaquinho.

Beth Carvalho e Cartola,  em 'Brasil 78' — Foto: Acervo TV Globo

Beth Carvalho e Cartola, em ‘Brasil 78’ — Foto: Acervo TV Globo

‘Coisinha do pai’ tocada em Marte

A cantora era apaixonada pela Mangueira, sua escola de samba do coração, e pelo bloco Cacique de Ramos, onde conheceu muitos de seus apadrinhados.

Beth Carvalho e Gilberto Gil durante desfile da Mangueira na Marquês de Sapucaí em 1998 — Foto: Rosane Marinho/Folhapress/Arquivo

Beth Carvalho e Gilberto Gil durante desfile da Mangueira na Marquês de Sapucaí em 1998 — Foto: Rosane Marinho/Folhapress/Arquivo

“Beth é inquieta. Não espera que as coisas lhe cheguem, vai mesmo buscar. Pagodeira, ela conhece a fertilidade dos compositores do povo e, mais do que isso, conhece os lugares onde estão, onde vivem, onde cantam, como cantam e como tocam”, descreve a biografia em seu site oficial.

Em 1979, Beth se casou com o jogador de futebol Edson de Souza Barbosa e, dois anos depois, deu à luz sua única filha, Luana Carvalho.

A cantora já fez inúmeras apresentações em cidades ao redor do mundo, subiu ao palco do Carnegie Hall, em Nova York, e até teve sua música representada no espaço sideral. Em 1997, “Coisinha do pai” foi programada pela engenheira brasileira da Nasa, Jacqueline Lyra, para “despertar” um robô em Marte.

Beth Carvalho canta “Coisinha do Pai”

Beth Carvalho canta

Beth Carvalho canta “Coisinha do Pai”

Em junho de 2002, recebeu das mãos de Dona Zica, viúva de Cartola, o Troféu Eletrobrás de Música Popular Brasileira, no Teatro Rival do Rio de Janeiro. Seu 26º disco, “Pagode de mesa 2” (2000), concorreu ao Grammy Latino na categoria melhor disco de samba.

Em 2004, ela gravou seu primeiro DVD, “Beth Carvalho, a Madrinha do Samba”, que lhe rendeu um DVD de Platina. O CD, que teve lançamento simultâneo ao DVD, recebeu Disco de Ouro e foi também indicado ao Grammy Latino de 2005, na categoria “Melhor Álbum de Samba”.

Beth Carvalho foi homenageada na edição 2009 do Grammy Latino, em Las Vegas. Na ocasião, a cantora foi a primeira sambista a receber um dos reconhecimentos mais importantes da cerimônia, o prêmio Lifetime Achievement Awards.

Neném da Cuíca e Beth Carvalho no programa Alerta Geral — Foto: Acervo TV Globo

Neném da Cuíca e Beth Carvalho no programa Alerta Geral — Foto: Acervo TV Globo

Beth Carvalho no programa Alerta Geral — Foto: Acervo TV Globo

Beth Carvalho no programa Alerta Geral — Foto: Acervo TV Globo

Alcione, Elizeth Cardoso e Beth Carvalho no programa Alerta Geral — Foto: Acervo TV Globo

Alcione, Elizeth Cardoso e Beth Carvalho no programa Alerta Geral — Foto: Acervo TV Globo

Beth Carvalho em 'Tem Criança no Samba', de 1984 — Foto: Acervo TV Globo

Beth Carvalho em ‘Tem Criança no Samba’, de 1984 — Foto: Acervo TV Globo

A cantora Beth Carvalho em sua casa em 1982 — Foto: João Pires/Estadão Conteúdo/Arquivo

A cantora Beth Carvalho em sua casa em 1982 — Foto: João Pires/Estadão Conteúdo/Arquivo

Beth Carvalho posa para foto em 1987 — Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

Beth Carvalho posa para foto em 1987 — Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

Chico Buarque, Beth Carvalho e Caetano Veloso — Foto: Acervo TV Globo

Chico Buarque, Beth Carvalho e Caetano Veloso — Foto: Acervo TV Globo

Beth Carvalho, em apresentação na casa de shows Metropolitan, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Foto de outubro de 2015 — Foto: Glaucon Fernandes/Estadão Conteúdo/Arquivo

Beth Carvalho, em apresentação na casa de shows Metropolitan, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Foto de outubro de 2015 — Foto: Glaucon Fernandes/Estadão Conteúdo/Arquivo

Beth Carvalho durante evento realizado no Andaraí, na zona norte do Rio de Janeiro, em 2007 — Foto: Marcos D'Paula/Estadão Conteúdo/Arquivo

Beth Carvalho durante evento realizado no Andaraí, na zona norte do Rio de Janeiro, em 2007 — Foto: Marcos D’Paula/Estadão Conteúdo/Arquivo

Beth Carvalho — Foto: Acervo TV Globo

Beth Carvalho — Foto: Acervo TV Globo

A cantora Beth Carvalho e o sambista Tobias durante desfile da escola de samba Vai-Vai, campeã do Carnaval de São Paulo em 1996 — Foto: Silvio Ribeiro/Estadão Conteúdo/Arquivo

A cantora Beth Carvalho e o sambista Tobias durante desfile da escola de samba Vai-Vai, campeã do Carnaval de São Paulo em 1996 — Foto: Silvio Ribeiro/Estadão Conteúdo/Arquivo

A cantora e sambista Beth Carvalho se apresenta em show de comemoração do aniversário da cidade de São Paulo, no Vale do Anhangabaú em 2008 — Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo/Arquivo

A cantora e sambista Beth Carvalho se apresenta em show de comemoração do aniversário da cidade de São Paulo, no Vale do Anhangabaú em 2008 — Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo/Arquivo

Beth Carvalho — Foto: Washington Possato / Divulgação

Beth Carvalho — Foto: Washington Possato / Divulgação

Beth Carvalho no camarim do show em homenagem a Nelson Cavaquinho, no HSBC, em 2012 — Foto: Isadora Brant/Folhapress/Arquivo

Beth Carvalho no camarim do show em homenagem a Nelson Cavaquinho, no HSBC, em 2012 — Foto: Isadora Brant/Folhapress/Arquivo

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Professora de Itanhém procura por documentos perdidos

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Uma professora que mora na cidade de Itanhém sumiu uma bolsa contendo todos os seus documentos pessoais. Ludgéria Alves Gomes Pereira registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Itanhém nesta sexta-feira (1), mas não sabe precisar se o desaparecimento da bolsa ocorreu em Itanhém ou em Teixeira de Freitas.

A bolsa é pequena, de alça e da cor bege. Contatos podem ser feitos no WhattsApp (73) 9 9840-6101

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Vereadores votam contra solicitação de concurso público em Itanhém

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Na reunião desta segunda-feira (25), o presidente da Câmara de Itanhém, Sasdelli Resende (PSDB) e os vereadores Ronaldo Correia (PC do B), Valdemar Oliveira (PT), Audrey Correia (PR) e Gelson Picoli (PSDB) votaram contra uma indicação de André Correia (PHS), que solicitava à prefeita Zulma Pinheiro o encaminhamento à Câmara Municipal, de um projeto de lei para a realização de concurso público.

Na verdade, desde a semana passada André Correia vem tentando pautar esta indicação, mas, segundo ele, o presidente da Câmara – que tem o poder de decidir quais matérias que devem ser colocadas em votação – não colocou o assunto em pauta.

Nestes casos, o regimento interno do Legislativo Municipal prevê que qualquer vereador pode solicita que sua indicação seja votada pelo plenário e assim foi feito, mas o pedido foi reprovado.

André Correia disse que não vai baixar a cabeça e que vai continuar fiscalizando e apresentando  projetos e indicações em defesa da população.

“Quando aceitarem”, ironizou o vereador.

Além de André Correia votaram a favor do concurso público Deilton Porto, o Caboquinho (DEM) e Luiz Marcos Villas Boas, o Marquinhos (PSB). Whindson Moreira Mendes, o Nem Mendes (PP), não estava presente.

FOTO: Vereador André Correia disse que não vai baixar a cabeça.

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