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Agora é com o filho de Jonga do Cartório

Edelvânio Pinheiro

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No dia 1º de janeiro de 2021 deixaremos para traz um ano negativo.

A revista americana Time publicou, em meados de dezembro, que ‘se 2020 fosse um filme distópico, você provavelmente desligaria depois de 20 minutos’.

Pura verdade. Ninguém conseguiu escapar dessa onda detestável de acontecimentos, nem mesmo Itanhém, que repousava entre suas montanhas de aparente calmaria. A onda da crise política e do vírus foi forte o suficiente para chacoalhar a vida de todos nós.

Apesar de todas as dificuldades, devo lembrar que a vontade de prosseguir deve permanecer inviolável diante dos nossos sonhos. São sonhos que nascem distantes, mas chega a hora de tirá-los da prateleira empoeirada para que possam criar asas e voar.

Ainda bem que Itanhém neste primeiro dia do ano passa uma página nebulosa de sua história e outro capítulo começa a ser escrito. Então, às nove da manhã, o ciclo aborrecível de 2020 acaba com a posse de Mildson Medeiros.

Os eleitores, aqueles que, durante a campanha, por mudança, arrastaram multidão debaixo de uma chuva fina e fria, não se hesitarão em aplaudir o prefeito eleito em um dia em que o sol vai voltar a brilhar.

Mildson foi, na vida dura da terra de Água Preta, um menino sonhador e, depois, um jovem que ajudava o pai no cartório a catar, com uma rapidez estonteante, as teclas das máquinas de datilografia da época.

Conhecido desde pequeno pela sua nobreza e bondade, o homem que mais tarde seria também identificado como Galeguim do Zói Azul, foi escrevendo uma história que culminou na conquista de ser um dos mais bem votados prefeitos do munícipio de Itanhém.

Durante a vida, Mildson Medeiros construiu sorrisos e, assim, tijolinho por tijolinho doou o que nem tinha para ajudar a mudar destinos de quem, em pleno século XXI, ainda cozinhava feijão em fogão à lenha.

Com seu gesto altruístico, Mildson enxergava pessoas e nunca procurou ver nelas potenciais eleitores, como muitos costumeiramente fazem por aí. Não estava em seus planos ser político, inclusive ele mesmo trata essa fase de sua vida como uma missão e quando se trata de missão a ordem sempre é divina. Afinal, quem somos nós, simples mortais, para virar às costas para as escolhas de Deus?

Não há dúvidas de que esse itanheense iluminado se tornou prefeito por desígnios do Criador, que o fez deixar de ser um jovem preocupado em como ajudar as pessoas para ser alguém apto a definitivamente, ajuda-las.

Quem, como este humilde jornalista, teve a oportunidade de presenciar Mildson Medeiros em frente a Olivetti saberá fazer uma leitura de personalidade que pode ser traduzida em agilidade e atenção.

Assim, portanto, foi criado Mildson Medeiros, sob os olhares do nobilíssimo e amado por todos os itanheenses, “Jonga do Cartório”, que ensinou ao filho a crença de que todas as coisas grandes são simples.

[Crônica de Edelvânio Pinheiro]