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Almir Zarfeg brinca com as palavras e se diverte com a trova no seu livro mais recente

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Nesta quarta-feira (1º de setembro), pela manhã, eu tive a alegria de receber das mãos de Almir Zarfeg sua obra mais recente – “Trovíssimas”.

Como título já indica, o livro reúne as trovas que o poeta e jornalista produziu entre os anos de 2019 e 2020 e dedicou aos 40 anos do Movimento Neotrovista Capixaba. Lembrando que Zarfeg é membro corresponde da Academia Capixaba de Letras e Artes de Poetas Trovadores (ACLAPT).

A obra, que sai pela Lura Editorial, só confirma o talento zarfeguiano para lidar com as palavras, seja se divertindo com elas ou mesmo atraindo a atenção dos leitores com suas “trovíssimas”. Esse termo, aliás, é uma provocação, uma vez que aprendemos na escola que os substantivos não aceitam flexão de superlativo. Os adjetivos, sim.

Pois bem, as tais trovíssimas mantêm as mesmas características das trovas tradicionais, como métrica e rima, mas Zarfeg inova na temática, abordando temas como política, erotismo e pandemia, bem como se utilizando de termos um tanto quanto impuros para a boa e velha trova.

“Elas são ‘trovíssimas’ exatamente porque me permitem ficar à vontade para poetar, formal e conceitualmente”, confessou Zarfeg.

Além do mais, ele usa e abusa das trovíssimas para homenagear pessoas, vivas ou falecidas, famosas ou anônimas, pelas quais tem alguma simpatia ou antipatia. O destaque vai para a professora Enelita Freitas – que ele adora chamar de “mestríssima” – a quem dedicou algumas quadras. A homenagem se estende a Marita, personagem infantil criada pela notável mestra.

A novíssima obra só vem comprovar, mais uma vez, o talento de Almir Zarfeg no gênero poético, seja no verso livre ou na forma fixa, como a trova e a aldravia. Parabéns, meu amigo e conterrâneo de Itanhém ou de Água Preta, como você prefere.

Estou na torcida, desde já, para que “Trovíssimas” brilhe no Concurso Internacional de Literatura da UBE-RJ 2021, na Categoria Trova, para livros impressos em 2020. E viva Água Preta!