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APLB cita Papa para explicar que, em protesto, professores não vão participar de evento que tem apoio da prefeitura

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A APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) citou o Papa João Paulo II durante uma nota de esclarecimento que fez à população de Itanhém, nesta quarta-feira (24), sobre a não participação dos professores na caminhada pela paz. O evento, que está agendado para a próxima sexta-feira (26), é organizada pelo MovPaz (Movimento Internacional Pela Paz e Não-Violência), com o apoio da prefeitura e da secretaria da Educação.

“A paz exige quatro condições essenciais: verdade, justiça, amor e liberdade”, diz a nota, citando o Papa e acrescentando que ‘na atual conjuntura do município estas condições não estão sendo respeitadas’.

De acordo com a nota da APLB a decisão de não participar da caminhada é uma forma de protestar contra a aprovação da lei 207/2019, que anula o direito da comunidade escolar de escolher seus dirigentes.

A lei foi aprovada na reunião da Câmara Municipal do último dia 15, pelos vereadores Sasdelli Resende (PSDB), Ronaldo Correia (PC do B), Audrey Correia (PR) e Gelson Picolli (PSDB). Whindson Moreira Mendes, o Nem Mendes (PP), e Valdemar Oliveira, o Dema (PT) não foram à reunião, mas disseram posteriormente que defendem a eleição de diretores. Já André Correia (PHS), Deilton Porto, o Caboquinho (DEM) e Marquinhos, em protesto, abandonaram a sessão antes de iniciar a votação. No dia seguinte, numa velocidade supersônica, a prefeita Zulma Pinheiro sancionou a lei.

No decorrer da nota a APLB diz que os professores foram lesados em seus direitos.

“Fomos privados do pleno exercício da democracia, nos sentimos lesados em nosso direito e, desse modo, queremos chamar a atenção de toda a comunidade para a importância que temos na sociedade”, complementa a nota, enfatizando que ‘a paz não se faz com discursos agressivos e acusações’.

Por fim, a APLB reafirmou que é ‘a favor da paz, mas que não pode abrir mão de seus direitos’.

FOTO: arquivo

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Ponte está caída há quase dois meses em Itanhém, deixando produtores rurais sem saída

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Uma ponte continua caída na zona rural do município de Itanhém quase dois meses depois, deixando produtores rurais sem saída. A ponte ficava sobre o rio Água Fria, próximo ao povoado de Curvelo da Conceição.

No dia 28 de maio a ponte de madeira desabou no momento que o caminhão 1113, cor branca, placa MPF 5163, licenciada em Itanhém, transportava areia. As Imagens feitas na ocasião mostraram que o madeiramento de sustentação da ponte estava apodrecido. Veja reportagem aqui.

A secretaria de Infraestrutura, que é responsável pela mobilidade do município, é comandada pelo fazendeiro Newton Pinheiro, que é irmão da prefeita Zulma Pinheiro e também secretário da Administração e Finanças.

Desde o último dia 28 de maio esta ponte está caída na zona rural de Itanhém.

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Prefeita desafia com três novas nomeações, mas juiz determina eleição e mantem diretores e vice-diretores anteriores nos cargos

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Nesta terça-feira (16), o juiz Argenildo Fernandes deferiu liminar pleiteada pela APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia), determinando que a prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (MDB), no prazo de 24 horas, publique edital de convocação para que sejam realizadas eleições de diretores e vice-diretores da rede municipal de ensino.

O magistrado determinou ainda que a eleição deve ocorrer no mesmo sistema já aplicado em eleições anteriores e, além disso, manteve nos cargos os mesmos diretores e vice-diretores do último exercício, até que ocorra a eleição determinada pela justiça, sob pena de multa diária e pessoal de R$ 5 mil reais.

Com esta decisão nenhuma das 19 nomeações feitas pela prefeita até agora para ocupar cargos de diretores e vice-diretores tem validade.

Na semana passada o mesmo juiz já havia suspendido os efeitos de 17 decretos de Zulma Pinheiro (MDB), publicados no último dia 10, nomeando diretores e vice-diretores das escolas do município, em descumprimento à decisão da Justiça, que havia cancelado a Lei Municipal nº 207, de 16 de abril de 2019, que acabava com a eleição de diretores nas unidades de ensino. Veja reportagem aqui.

Apesar disso, nesta segunda-feira (15), a prefeita desafiou a Justiça e nomeou mais três diretores: Erleio José Vital para a Escola Municipal Castro Alves, Sirleide Alves Muniz para a Escola Municipal João Lopes de Ângelo e Tânia Maria Meira Carvalho Catáberiga para o Educandário Professor Carlos Correia de Menezes Sant’Anna.

No final da tarde desta terça o coordenador da APLB em Itanhém, Marco Antônio Pires dos Santos, convocou uma assembleia extraordinária, na ABB Comunidade onde os profissionais da educação tomaram conhecimento da decisão judicial.

Em reunião nesta terça APLB comunicou aos professores da decisão judicial.

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Sem acesso à saúde para cuidar de irmão doente aposentada se vê obrigada a ir embora de Itanhém

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A semana começou com mais uma família indo embora da cidade de Itanhém.

Cada pessoa que se vê obrigada a abandonar sua terra natal, na verdade, não desejaria nunca deixar para trás amigos, conterrâneos e principalmente outros familiares. O motivo alegado por quase todas as famílias que deixam a cidade é a falência do município.

A aposentada Maria D’Ajuda Jesus de Oliveira, 61 anos, sua filha, seu irmão e sua neta, a partir deste domingo (14), são moradores da vizinha cidade de Medeiros Neto. Um caminhão azul encostou logo cedo na casa de nº 644, na Rua Dois de Julho, no bairro São João e levou a mudança.

A casa é própria, mas a necessidade de cuidar do irmão, de 53 anos e com problemas neurológicos e mentais, obrigou Maria D’Ajuda ir embora. O irmão dela exige cuidados médico constante e não tem como cuidar dele numa cidade em que a saúde está praticamente numa UTI.

“Eu estou indo embora por causa da saúde péssima que está em Itanhém, aqui não temos um agente de saúde, não temos um médico no nosso posto, procura um remédio não tem, além de tudo é o maior sofrimento porque eu tenho um irmão doente em casa e não tem atendimento”, desabafou.

Na sala da casa de Maria D’Ajuda, um adesivo de Mildson Medeiros, candidato a prefeito nas eleições passada, não deixa dúvida em quem ela apostou todas as suas fichas para que Itanhém não se tornasse um município caótico como o que hoje se vê.

Mas, apesar das dificuldades que vem enfrentando Maria D’Ajuda continua esperançosa.

“Só voltarei aqui, se Deus quiser, no dia da política para votar no missionário Marcos e Mildson Medeiros, pela fé que tenho em Deus”, afirmou. “Se eles não ganharem a cidade estará acabada”.

Na sala da casa de Maria D’Ajuda, um adesivo de Mildson Medeiros, em quem ela sempre acreditou por melhorias em sua cidade.
O irmão de Maria D’Ajuda exige cuidados médico constante.

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