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As maneiras criativas que alguns itanheenses encontraram para homenagear sua terra natal

Edelvânio Pinheiro

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[Por Almir Zarfeg ] Alguns itanheenses, nativos ou não, encontraram formas diferentes e até criativas de homenagear a terra natal onde nasceram ou que adotaram para viver e formar suas famílias.

Uns expressam seu carinho nomeando portais de notícias e entretenimento (ItanhemFest, ItanhemNews); outros optam por demonstrar seu amor por meio de títulos de livro (“Água Preta”, “A outra face do vale”, “Crônicas do Água Preta”); há ainda aqueles que homenageiam a cidade nos momentos sagrados, por exemplo, batizando seus filhos com o topônimo de origem tupi.

Esse é o caso do jornalista, escritor e editor do portal Água Preta News, Edelvânio Pinheiro, que resolveu incluir “Itanhém” no sobrenome de uma de suas filhas, Lohana, nascida em 26 de novembro de 1994. Mas, na hora de registrar a filha, ele inovou grafando “Itanhém” de trás para frente, ou seja, “Mehnati”.

Graças ao recurso do anagrama, o nome da herdeira ficou assim: Lohana Mehnati Costa e Silva!

Interessante, não é mesmo? Lohana, que cursou veterinária na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e hoje mora em Teixeira de Freitas, já se acostumou com a novidade e, claro, se orgulha de tal homenagem à sua cidade natal.

Bem antes da iniciativa de Edelvânio, o professor, cantor e compositor Jaiel Quaresma Teixeira Pinto – popularmente chamado de Bode Mé – fez questão de acrescentar aos sobrenomes de seus três filhos a partícula “Itanhém”. São eles: Jonadabe de Itanhém Fernandes Quaresma, Mídiã de Itanhém Fernandes Quaresma e Arnor de Itanhém Fernandes Quaresma.

Jonadabe, que nasceu em Itanhém em 1983 e hoje vive em Tampa, Flórida, nos Estados Unidos, é gerente de projetos numa empresa de construção civil. Paralelamente, ele desenvolve trabalhos de produção musical. Também canta, seguindo os passos do pai, Jaiel.

“Ter Itanhém no nosso registro de uma certa maneira nos torna originais. Hoje acho muito bacana o fato de poder ter Itanhém no meu nome”, afirmou Jonadabe, orgulhoso.

Já os irmãos Midiã e Arnor residem em Brasília/DF e Governador Valadares/MG, respectivamente. Tocam a vida longe da cidade onde nasceram, mas carregam consigo o orgulho de ser itanheenses no coração e, também, no RG.

Outras pessoas, no entanto, demonstraram seu amor por Itanhém de uma maneira polêmica. Faziam questão de declarar seu amor à terra e à gente itanheense, mas não ao nome da cidade. Entre os insatisfeitos se destaca o saudoso Cabo Geraldo. Ele atuou como policial militar por muitos anos na localidade, tendo galgado as patentes de cabo, sargento e, por fim, subtenente, quando foi para a reserva.

Na reserva, ele pôde finalmente se dedicar à política partidária, tendo se candidatado a deputado federal pelo Parido Socialista Brasileiro (PSB). Não foi eleito, mas marcou posição e, sobretudo, presença.

Natural de Serra Talhada/PE e falecido em Mucuri/BA aos 74 anos, Geraldo José Pires – seu nome de batismo – dedicou os últimos anos de sua vida à missão de trocar “Itanhém” por “Fronteira dos Vales”, conforme constatava do projeto de mudança de topônimo que ele defendia com unhas, dentes e muitos sorrisos.

Mas o esforço dele resultou em vão. Até porque, em Minas Gerais, já existia um município com o mesmo nome proposto pelo militar e cujo gentílico é vale-fronteirense.

Difícil atinar com os motivos que levaram o saudoso cabo a implicar com “Itanhém”, uma vez que ele havia batizado seus filhos com antropônimos indígenas, como Wbirajara, Tibiriçá, Arúquia e Bartira.

Já o poeta Ernani Robison Barbosa de Assis inventou um pseudônimo bem interessante – João da Terra de Itanhém – para assinar seu livro de poemas de estreia, “Desenhei em versos o Água Preta”, publicado de modo independente em 1995.

Em todos os casos prevalece o amor pela itanhenidade. Por isso, viva Itanhém! Vivam os Itanheenses!

Jonadabe e sua esposa, Tania Costeira Quaresma.

Wbirajara Cacique, um dos filhos do saudoso Sargento Geraldo.

“Desenhei em versos o Água Preta”, publicado de modo independente em 1995.