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“Até tu, Brutus?”

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O professor Gelson Picoli (PSDB) que, no exercício da função de vereador, na noite desta segunda-feira (15) votou para acabar com a eleição de diretores escolares no município de Itanhém, se encaixa na histórica e milenar frase “Até tu, Brutus?”

O imperador romano Júlio César foi vítima de uma conspiração de senadores para tirá-lo do cargo. Entre eles estava o seu filho adotivo Marcus Brutus. Quando uma pessoa trai a confiança de outra é algo tão antigo que é comum dizer essa frase simbólica, com mais de dois mil anos de existência.

Valdemar Oliveira, o Dema (PT), que também é professor da rede municipal de ensino, que por sinal faz parte da Comissão de Saúde, Educação, Cultura, Lazer e Turismo, que opinou favoravelmente para acabar com a democracia na escolha de diretores escolares, com sua ausência na reunião, teria sido omisso e, portanto, se enquadraria na mesma condição de Gelson Picoli?.

E o vereador Audrey Correia (PR), que disse no Jornal Nacional, da rede Globo, no quadro ‘O Brasil que eu quero’ que “acredita que a transformação do país está na educação”, também estaria enquadrado na mesma situação?

Whindson Moreira Mendes, o Nem Mendes (PP), que até o momento não se pronunciou porque não veio à reunião, embora em outra ocasião tenha usado até nariz de palhaço para defender os professores, seria também um Brutus?

Retornando à história, o complô, como se sabe, resultou no assassinato do imperador Júlio César a punhaladas pelo grupo de senadores. Na hora da morte, Júlio César reconheceu o filho entre os seus algozes e proferiu a expressão “Até tu, Brutus, filho meu?”.

Audrey Correia disse na Rede Globo que
“acredita que a transformação do país está na educação”. Foto: arquivo.
Vereador Nem Mendes e populares apoiaram os professores, usando nariz de palhaço e segurando cartazes. Foto: arquivo.


Vereador Dema , que é professor, não veio à sessão. Foto: arquivo.

Gelson Picoli é professor, mas votou contra a eleição de diretores. Foto: arquivo.

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Autoritarismo e atraso estão de volta à presidência da Câmara de Itanhém

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[Edelvânio Pinheiro] Com os últimos acontecimentos, não resta dúvida de que a Câmara de Vereadores de Itanhém se tornou palco de dois velhos atores conhecidos das pessoas que não têm memória curta: o autoritarismo e o atraso.

Em maior ou menor dimensão, esses dois personagens famigerados vivem dando as caras no Legislativo itanheense. Claro que isso vale também para o Executivo Municipal, mas, no momento, vou me restringir à chamada Casa do povo, se é que assim pode denominada depois de suas portas terem sido fechadas durante a realização da reunião da última segunda-feira (22).

Para ilustrar, citarei dois momentos diversos e bem demarcados no tempo, nos quais os atores em questão tiveram seus papéis bem valorizados. Estou me referindo aos ex-presidentes Newton Pinheiro, Madson Medeiros e Robinho Caires.

Newton Pinheiro, irmão da prefeita Zulma Pinheiro e comandante de duas secretarias, da Administração e Finanças e da Infraestrutura, na época em que o pai dele, Manoel Batista dos Santos, o Neco, era o prefeito, descontou valores dos salários de Alfim Alves do Nascimento e Amélio Págio, ambos do PT, porque os vereadores rejeitaram assinar atas fantasmas. Newton se manteve presidente do Legislativo durante o quadriênio que o pai esteve no Executivo, de 2001 a 2004, tendo para isso alterado o regimento interno da Câmara, com o apoio, claro, dos vereadores que comiam na mão dos Batistas.

Antes disso, Madson Medeiros, durante os anos 90, mostrou como se administra o Poder Legislativo com mãos de ferro, tendo chegado ao cúmulo de proibir a presença da imprensa durante as sessões ordinárias.

O saudoso Robinho Caires, nos anos 2000, chegou a expulsar um vereador do plenário da Casa legislativa porque, supostamente, teria lhe faltado com o respeito. O vereador em questão tem nome e sobrenome: Delzivan da Silva Gomes.

Em solidariedade ao colega, três vereadores abandonaram aquela sessão, Valdemar Oliveira, o Dema, Luiz Marcos Vilas Boas, o Marquinhos, e Deolisano José de Sousa, o Deó e tiveram seus vencimentos reduzidos.

Não há dúvidas de que esses presidentes excederam à frente da presidência e o  resultado do excesso ficou evidente na vitória do autoritarismo sobre a democracia e da valorização do atraso sobre o avanço. Mas se engana quem pensa que essa prática nefasta ficou esquecida no passado. Muito pelo contrário. Infelizmente, ela está de volta ao cenário legislativo atual e o responsável pela volta da dupla terrível ao estrelato é conhecido de todos: Sasdelli Welber Resende e Santos – ou Sasdelli Resende Afonso, como ele costuma se apresentar.

Ele assumiu a presidência da Câmara há pouco mais de três meses, mas já espalhou a poeira do autoritarismo e do atraso. Primeiro, liderou a aprovação de uma lei que proíbe uma conquista marcante da classe educadora, a eleição para diretores das escolas municipais. Segundo, ele requisitou força policial para expulsar um cidadão mais exaltado de recente reunião. Depois, sentindo-se o rei da cocada preta, mandou descontar R$ 1 mil dos subsídios de três vereadores da oposição que ousaram abandonar a sessão ordinária (bota ordinária nisso!) em protesto contra a tal lei.

Sasdelli entra para a história legislativa de Itanhém como um presidente que, no auge da sua arrogância e sustentado por um regimento de mesmo quilate, manda retirar parte dos subsídios de seus pares como forma de lhes calar a voz ou intimidá-los.

Esse golpe ficará impune? Com a palavra os vereadores humilhados, André Correia, Caboquinho e, lá de Ibirajá, Marquinhos, a quem o pai, desde pequeno ensinou ‘a respeitar as pessoas, mas nunca levar desaforo pra casa’.

Como Sasdelli é comensal dos Pinheiros, o clima de terror deve aumentar nos próximos meses, porque o pequeno jacaré está sendo bem cevado à base de pitadas de poder que, ao chegar à cabeça, deixa o indivíduo arrogante ou atrasado. Ou as duas coisas juntas.

Qual será a próxima afronta? Nomear parte dos diretores da rede municipal de ensino ou amordaçar os vereadores da oposição? Ou as duas coisas juntas?

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APLB cita Papa para explicar que, em protesto, professores não vão participar de evento que tem apoio da prefeitura

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A APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) citou o Papa João Paulo II durante uma nota de esclarecimento que fez à população de Itanhém, nesta quarta-feira (24), sobre a não participação dos professores na caminhada pela paz. O evento, que está agendado para a próxima sexta-feira (26), é organizada pelo MovPaz (Movimento Internacional Pela Paz e Não-Violência), com o apoio da prefeitura e da secretaria da Educação.

“A paz exige quatro condições essenciais: verdade, justiça, amor e liberdade”, diz a nota, citando o Papa e acrescentando que ‘na atual conjuntura do município estas condições não estão sendo respeitadas’.

De acordo com a nota da APLB a decisão de não participar da caminhada é uma forma de protestar contra a aprovação da lei 207/2019, que anula o direito da comunidade escolar de escolher seus dirigentes.

A lei foi aprovada na reunião da Câmara Municipal do último dia 15, pelos vereadores Sasdelli Resende (PSDB), Ronaldo Correia (PC do B), Audrey Correia (PR) e Gelson Picolli (PSDB). Whindson Moreira Mendes, o Nem Mendes (PP), e Valdemar Oliveira, o Dema (PT) não foram à reunião, mas disseram posteriormente que defendem a eleição de diretores. Já André Correia (PHS), Deilton Porto, o Caboquinho (DEM) e Marquinhos, em protesto, abandonaram a sessão antes de iniciar a votação. No dia seguinte, numa velocidade supersônica, a prefeita Zulma Pinheiro sancionou a lei.

No decorrer da nota a APLB diz que os professores foram lesados em seus direitos.

“Fomos privados do pleno exercício da democracia, nos sentimos lesados em nosso direito e, desse modo, queremos chamar a atenção de toda a comunidade para a importância que temos na sociedade”, complementa a nota, enfatizando que ‘a paz não se faz com discursos agressivos e acusações’.

Por fim, a APLB reafirmou que é ‘a favor da paz, mas que não pode abrir mão de seus direitos’.

FOTO: arquivo

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Vereadores pagam caro por abandonar reunião em defesa dos professores: R$ 1 mil

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Os vereadores André Correia (PHS), Deilton Porto, o Caboquinho (DEM) e Luiz Marcos Vilas Boas, o Marquinhos (PSB), pagaram caro por abandonar a reunião da Câmara de Itanhém da segunda-feira passada (15), em defesa dos professores. O presidente Sasdelli Resende (PSDB) determinou o desconto de R$ 1 mil no recebimento de cada vereador no pagamento do mês de abril.

Havia um projeto de lei da prefeita Zulma Pinheiro (MDB) para acabar com a eleição de diretores nas escolas da rede municipal de ensino. Acontece que os três vereadores só tomaram conhecimento do projeto na hora da sessão. De igual forma, Whindson Moreira Mendes, o Nem Mendes (PP), e Valdemar Oliveira, o Dema (PT), que não foram à reunião, posteriormente, explicaram que também não sabiam do projeto e garantiram que, se lá estivessem, seriam a favor da eleição de diretores.

Embora que a pauta da sessão deve ser fixada no mural do Legislativo, pelo visto, somente quem votou a favor tinha conhecimento de que o projeto entraria em pauta naquele dia. Além do presidente, foram favoráveis em acabar com a democracia na escolha de dirigentes escolares os vereadores Ronaldo Correia (PC do B), Audrey Correia (PR) e Gelson Picolli (PSDB).

Agora, os vereadores que abandonaram à sessão em defesa dos professores buscam, na Justiça, a anulação da reunião. Informações não confirmadas também asseguram que a APLB
(Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia) move ação contra aquela votação.

Os quatro vereadores que votaram a favor para acabar com a eleição de diretores vem sendo duramente criticados nas redes sociais pela maioria da população.

Um vídeo foi gravado pelos professores ironizando Audrey Correia que, quando estava na oposição, no quadro “O Brasil que eu quero”, exibido na ocasião no Jornal Nacional, da Rede Globo, defendeu uma maior valorização dos professores e, agora, na situação, foi implacável na defesa do projeto da prefeita Zulma Pinheiro para acabar com a eleição de dirigentes escolares.

Na sessão da última segunda-feira (22), a APLB, fez uso da tribuna e repudiou a forma como a prefeita e os quatro vereadores acabaram com um direito que já durava 10 anos, conquistado pelos professores na primeira gestão do ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB).

O desprezo demonstrado pela prefeita e pelos vereadores Audrey, Sasdelli, Gelson e Ronaldo aos trabalhadores da educação iniciou tão logo quando começo a atual administração, com a declaração do secretário Álvaro Pinheiro, que é irmão da prefeita, de que não era a favor da eleição direta para diretores. Ao que tudo indica a prefeita e o irmão, em conluio com o presidente da Câmara, apenas aguardavam o momento certo para aprovar a “lei da mordaça”, como vem sendo chamada pelos educadores.

Os professores e os vereadores que defendem a democracia e a comunidade em geral não devem admitir, sob nenhuma hipótese, o retrocesso, ainda que sejam penalizados sob a ótica de um regimento que tem a cara dos atuais políticos que ditam as regras no Executivo e no Legislativo itanheense.

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