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Áudio de irmão de ex-presidente da Câmara de Itanhém vaza e vereadores estão preocupados se assinaturas foram falsificadas

Edelvânio Pinheiro

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Um áudio do empresário Renato Correia, que é irmão do ex-presidente da Câmara de Itanhém, Ronaldo Correia (PC do B), vazou nas redes sociais e foi objeto de críticas e questionamentos de vereadores durante a sessão ordinária do Legislativo itanheense desta segunda-feira (25).

Não há informações ainda sobre em quais circunstâncias Renato Correia pretendia falsificar ou falsificou a assinatura de pelo menos dois vereadores.

“Eu peguei é… Gelson. Ronaldo, Dema e Sasdelli assinam normalmente. O de Audrey e o de Nem [Whindson Mendes] é fácil, só a gente recortar a assinatura deles e colocar a data certa e publicar, tirar xerox colorida moço, entendeu? A gente tira xerox colorida”, disse Renato a um interlocutor até agora desconhecido.

Renato já foi presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itanhém por dois mandatos e, quando Ronaldo presidiu a Câmara de Vereadores, de 2017 a 2018, ele exercia uma espécie de função de assessor particular do irmão, determinando quase tudo o que tinha que ser feito na Casa do Povo. Na gestão atual, por mais que o presidente Sasdelli Resende (PSDB) negue, Renato Correia continua exercendo a mesma função.

Os vereadores Whindson Mendes, o Nem Mendes (PP) e Audrey Correia (PR), citados no áudio que vazou, se mostraram preocupados no sentido de suas assinaturas terem sido falsificadas.

Procurado, Nem Mendes disse ao Água Preta News que vai tomar providências judiciais.

“Não tinha conhecimento do áudio e vou procurar saber o porquê ele [Renato Correia] queria ou falsificou minha assinatura, como disse. Vou procurar um advogado pra saber”, explicou.

Já Audrey Correia, na reunião da Câmara desta segunda-feira (25), disse que, juntamente com Nem Mendes, vai pensar qual medida tomar.

“Uma casa que representa o Legislativo Municipal não pode ficar à mercê de algumas atitudes suspeitas”, afirmou o vereador.

Sasdelli Resende disse que nada vai passar despercebido e garantiu que ‘dali pra dentro ninguém falsificou nada não’. E, advertiu.

“Quem não faz parte desta Casa não tem autorização para falar em nome desta Casa, nós vamos acompanhar de perto, estou querendo saber o que aconteceu, de fato”, disse, provavelmente referindo-se a Renato Correia, que estava presente na reunião. “Aqui não vai passar nada despercebido não”, garantiu.

Ainda não se sabe por qual motivo Renato Correia não citou os vereadores Marcos Vilas Boas, o Marquinhos (PSD), Deilton Porto, o Caboquinho (DEM) e André Correia (PHS). Não se sabe também porque não houve, por parte de Renato Correia, interesse que eles assinassem o documento ou de falsificar a assinatura deles.

Nota-se que Renato Correia afirma que pegou a assinatura do vereador Gelson Picoli (PSDB) e que provavelmente o irmão dele, Ronaldo Correia, Valdemar Oliveira, o Dema (PT) e Sasdelli Resende pode ter assinado este documento já que, segundo Renato, eles “assinam normalmente”.

Nota-se também que o documento foi ou seria publicado pela Câmara e que a expressão “a gente”, dita por Renato Correia, neutraliza qualquer entendimento na primeira pessoa e mostra, de forma inequívoca, que havia alguém participando da falsificação ou da intenção de falsificar o documento.