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Autoritarismo e atraso estão de volta à presidência da Câmara de Itanhém

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[Edelvânio Pinheiro] Com os últimos acontecimentos, não resta dúvida de que a Câmara de Vereadores de Itanhém se tornou palco de dois velhos atores conhecidos das pessoas que não têm memória curta: o autoritarismo e o atraso.

Em maior ou menor dimensão, esses dois personagens famigerados vivem dando as caras no Legislativo itanheense. Claro que isso vale também para o Executivo Municipal, mas, no momento, vou me restringir à chamada Casa do povo, se é que assim pode denominada depois de suas portas terem sido fechadas durante a realização da reunião da última segunda-feira (22).

Para ilustrar, citarei dois momentos diversos e bem demarcados no tempo, nos quais os atores em questão tiveram seus papéis bem valorizados. Estou me referindo aos ex-presidentes Newton Pinheiro, Madson Medeiros e Robinho Caires.

Newton Pinheiro, irmão da prefeita Zulma Pinheiro e comandante de duas secretarias, da Administração e Finanças e da Infraestrutura, na época em que o pai dele, Manoel Batista dos Santos, o Neco, era o prefeito, descontou valores dos salários de Alfim Alves do Nascimento e Amélio Págio, ambos do PT, porque os vereadores rejeitaram assinar atas fantasmas. Newton se manteve presidente do Legislativo durante o quadriênio que o pai esteve no Executivo, de 2001 a 2004, tendo para isso alterado o regimento interno da Câmara, com o apoio, claro, dos vereadores que comiam na mão dos Batistas.

Antes disso, Madson Medeiros, durante os anos 90, mostrou como se administra o Poder Legislativo com mãos de ferro, tendo chegado ao cúmulo de proibir a presença da imprensa durante as sessões ordinárias.

O saudoso Robinho Caires, nos anos 2000, chegou a expulsar um vereador do plenário da Casa legislativa porque, supostamente, teria lhe faltado com o respeito. O vereador em questão tem nome e sobrenome: Delzivan da Silva Gomes.

Em solidariedade ao colega, três vereadores abandonaram aquela sessão, Valdemar Oliveira, o Dema, Luiz Marcos Vilas Boas, o Marquinhos, e Deolisano José de Sousa, o Deó e tiveram seus vencimentos reduzidos.

Não há dúvidas de que esses presidentes excederam à frente da presidência e o  resultado do excesso ficou evidente na vitória do autoritarismo sobre a democracia e da valorização do atraso sobre o avanço. Mas se engana quem pensa que essa prática nefasta ficou esquecida no passado. Muito pelo contrário. Infelizmente, ela está de volta ao cenário legislativo atual e o responsável pela volta da dupla terrível ao estrelato é conhecido de todos: Sasdelli Welber Resende e Santos – ou Sasdelli Resende Afonso, como ele costuma se apresentar.

Ele assumiu a presidência da Câmara há pouco mais de três meses, mas já espalhou a poeira do autoritarismo e do atraso. Primeiro, liderou a aprovação de uma lei que proíbe uma conquista marcante da classe educadora, a eleição para diretores das escolas municipais. Segundo, ele requisitou força policial para expulsar um cidadão mais exaltado de recente reunião. Depois, sentindo-se o rei da cocada preta, mandou descontar R$ 1 mil dos subsídios de três vereadores da oposição que ousaram abandonar a sessão ordinária (bota ordinária nisso!) em protesto contra a tal lei.

Sasdelli entra para a história legislativa de Itanhém como um presidente que, no auge da sua arrogância e sustentado por um regimento de mesmo quilate, manda retirar parte dos subsídios de seus pares como forma de lhes calar a voz ou intimidá-los.

Esse golpe ficará impune? Com a palavra os vereadores humilhados, André Correia, Caboquinho e, lá de Ibirajá, Marquinhos, a quem o pai, desde pequeno ensinou ‘a respeitar as pessoas, mas nunca levar desaforo pra casa’.

Como Sasdelli é comensal dos Pinheiros, o clima de terror deve aumentar nos próximos meses, porque o pequeno jacaré está sendo bem cevado à base de pitadas de poder que, ao chegar à cabeça, deixa o indivíduo arrogante ou atrasado. Ou as duas coisas juntas.

Qual será a próxima afronta? Nomear parte dos diretores da rede municipal de ensino ou amordaçar os vereadores da oposição? Ou as duas coisas juntas?

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Ponte está caída há quase dois meses em Itanhém, deixando produtores rurais sem saída

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Uma ponte continua caída na zona rural do município de Itanhém quase dois meses depois, deixando produtores rurais sem saída. A ponte ficava sobre o rio Água Fria, próximo ao povoado de Curvelo da Conceição.

No dia 28 de maio a ponte de madeira desabou no momento que o caminhão 1113, cor branca, placa MPF 5163, licenciada em Itanhém, transportava areia. As Imagens feitas na ocasião mostraram que o madeiramento de sustentação da ponte estava apodrecido. Veja reportagem aqui.

A secretaria de Infraestrutura, que é responsável pela mobilidade do município, é comandada pelo fazendeiro Newton Pinheiro, que é irmão da prefeita Zulma Pinheiro e também secretário da Administração e Finanças.

Desde o último dia 28 de maio esta ponte está caída na zona rural de Itanhém.

Relembre:

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Prefeita desafia com três novas nomeações, mas juiz determina eleição e mantem diretores e vice-diretores anteriores nos cargos

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Nesta terça-feira (16), o juiz Argenildo Fernandes deferiu liminar pleiteada pela APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia), determinando que a prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro (MDB), no prazo de 24 horas, publique edital de convocação para que sejam realizadas eleições de diretores e vice-diretores da rede municipal de ensino.

O magistrado determinou ainda que a eleição deve ocorrer no mesmo sistema já aplicado em eleições anteriores e, além disso, manteve nos cargos os mesmos diretores e vice-diretores do último exercício, até que ocorra a eleição determinada pela justiça, sob pena de multa diária e pessoal de R$ 5 mil reais.

Com esta decisão nenhuma das 19 nomeações feitas pela prefeita até agora para ocupar cargos de diretores e vice-diretores tem validade.

Na semana passada o mesmo juiz já havia suspendido os efeitos de 17 decretos de Zulma Pinheiro (MDB), publicados no último dia 10, nomeando diretores e vice-diretores das escolas do município, em descumprimento à decisão da Justiça, que havia cancelado a Lei Municipal nº 207, de 16 de abril de 2019, que acabava com a eleição de diretores nas unidades de ensino. Veja reportagem aqui.

Apesar disso, nesta segunda-feira (15), a prefeita desafiou a Justiça e nomeou mais três diretores: Erleio José Vital para a Escola Municipal Castro Alves, Sirleide Alves Muniz para a Escola Municipal João Lopes de Ângelo e Tânia Maria Meira Carvalho Catáberiga para o Educandário Professor Carlos Correia de Menezes Sant’Anna.

No final da tarde desta terça o coordenador da APLB em Itanhém, Marco Antônio Pires dos Santos, convocou uma assembleia extraordinária, na ABB Comunidade onde os profissionais da educação tomaram conhecimento da decisão judicial.

Em reunião nesta terça APLB comunicou aos professores da decisão judicial.

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Sem acesso à saúde para cuidar de irmão doente aposentada se vê obrigada a ir embora de Itanhém

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A semana começou com mais uma família indo embora da cidade de Itanhém.

Cada pessoa que se vê obrigada a abandonar sua terra natal, na verdade, não desejaria nunca deixar para trás amigos, conterrâneos e principalmente outros familiares. O motivo alegado por quase todas as famílias que deixam a cidade é a falência do município.

A aposentada Maria D’Ajuda Jesus de Oliveira, 61 anos, sua filha, seu irmão e sua neta, a partir deste domingo (14), são moradores da vizinha cidade de Medeiros Neto. Um caminhão azul encostou logo cedo na casa de nº 644, na Rua Dois de Julho, no bairro São João e levou a mudança.

A casa é própria, mas a necessidade de cuidar do irmão, de 53 anos e com problemas neurológicos e mentais, obrigou Maria D’Ajuda ir embora. O irmão dela exige cuidados médico constante e não tem como cuidar dele numa cidade em que a saúde está praticamente numa UTI.

“Eu estou indo embora por causa da saúde péssima que está em Itanhém, aqui não temos um agente de saúde, não temos um médico no nosso posto, procura um remédio não tem, além de tudo é o maior sofrimento porque eu tenho um irmão doente em casa e não tem atendimento”, desabafou.

Na sala da casa de Maria D’Ajuda, um adesivo de Mildson Medeiros, candidato a prefeito nas eleições passada, não deixa dúvida em quem ela apostou todas as suas fichas para que Itanhém não se tornasse um município caótico como o que hoje se vê.

Mas, apesar das dificuldades que vem enfrentando Maria D’Ajuda continua esperançosa.

“Só voltarei aqui, se Deus quiser, no dia da política para votar no missionário Marcos e Mildson Medeiros, pela fé que tenho em Deus”, afirmou. “Se eles não ganharem a cidade estará acabada”.

Na sala da casa de Maria D’Ajuda, um adesivo de Mildson Medeiros, em quem ela sempre acreditou por melhorias em sua cidade.
O irmão de Maria D’Ajuda exige cuidados médico constante.

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