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Brasil eliminado da Copa: como ajudar crianças a superar a frustração

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Nunca é fácil lidar com frustração: a sensação de aperto no peito, aquela alegria “extra” da idealização da vitória que desapareceu. Ver o Brasil ser eliminado da Copa, então… Mas não adianta fingir que nada aconteceu, dizem especialistas. Para quem viu o jogo e colocou expectativa na vitória, a decepção certamente virá.

Adultos têm mais facilidade para seguir adiante: a rotina volta ao normal e há maior entendimento sobre como funciona a natureza do esporte. Sabemos que há uma alternância natural entre ganhar e perder.

Crianças, no entanto, podem levar mais tempo para chegar a esse entendimento e precisam de ajuda. Uma boa orientação nessa hora pode ser a diferença tanto para lidar com a frustração momentânea quanto para aprender a superar possíveis decepções futuras, dizem especialistas.

“Algumas crianças não têm ferramentas para lidar com frustração. Será um momento propício para conversar sobre tolerância, sobre expectativas, sobre a natureza da vida e do esporte”, explica Rodolfo Rasmusen, psicólogo especialista em esporte em São Paulo.

O psicólogo explica que nem todos os pequenos vão agir da mesma forma. O nível de frustração vai depender de cada torcedor mirim — e dificilmente vai estar atrelado ao momento da partida somente. A criança entende a natureza do esporte? Tem bons exemplos em casa? Aprendeu a lidar com frustrações em outras situações? Ela teve muita expectativa?

Cristiano Oliveira, de 10 anos, . Ele comemora todos os aniversários com o tema futebol. Ele conta que ficou depressivo na eliminação do Brasil em 2014, mas conseguiu se distrair e esquecer (Foto: Arquivo Pessoal)

Cristiano Oliveira, de 10 anos, . Ele comemora todos os aniversários com o tema futebol. Ele conta que ficou depressivo na eliminação do Brasil em 2014, mas conseguiu se distrair e esquecer (Foto: Arquivo Pessoal)

“A frustração é proporcional à expectativa. O ambiente familiar influencia muito a expectativa da criança. Mas ela também tem sua esperança individual, como sujeito. Sua reação vai depender de como ela lidou com experiências prévias de frustração”, diz Rasmusen.

O ambiente familiar e a expectativa podem ter contribuído para a frustração de Caio Oliveira Mello Miranda, 14, na eliminação do Brasil durante a Copa de 2014 no fatídico 7×1 contra a Alemanha. Ele tinha 9 anos na época e viu o jogo com toda a família em Petrolina (PE).

“Todos falavam que o Brasil ia ganhar porque tinha um bom time. Também diziam que o Brasil teria mais garra porque o Neymar se machucou. Quando o jogo começou, e eu vi o Brasil levando uma surra, chorei muito. Não achava que aquilo ia acontecer. Quis parar de torcer para o Brasil” — Caio Oliveira Mello (14).

O torcedor mirim atribuiu sua frustração em 2014 ao seu baixo entendimento de futebol. “Todo mundo falava que o time era o melhor, então, eu acreditava”, diz.

“Hoje em dia olhando melhor, aquele time que nós tínhamos era muito ruim. Não tínhamos a menor chance de ganhar a Copa. Estavamos iludidos”, continua Caio.

Caio demonstra que conseguiu lidar com a frustração e compreender como funciona o futebol com o passar do tempo, a exemplo da orientação de psicólogos. De fato, algumas crianças podem inclusive lidar melhor que adultos: sabem que perder o jogo faz parte e conseguem até “apostar” numa possível derrota do Brasil.

O estudante capixaba Felipe José Nader Ribeiro, de 14 anos, por exemplo, chegou a ganhar um bolão na Copa de 2014 ao acertar que a Alemanha venceria o Brasil por 7 x1.

“Eu não torci contra o Brasil de jeito nenhum, mas achei que o time da Alemanha era muito melhor naquele momento”, justifica.

“Foi um susto muito grande. Só foi bom porque ganhei o dinheiro, mas não torcia para a Alemanha. Só vi que o Brasil não estava bem” – Felipe José Nader (14).

Há também os que ficam tristes, mas têm a habilidade de lidar com o que aconteceu, nomeando o sentimento, conseguindo conversar sobre. O pequeno Pedro Rodrigues, “de quase sete anos”, como ele mesmo pontua, diz que o que sentiu durante o 7 x1 contra a Alemanha ficou guardado.

“Estava na casa dos meus avós, em Teresópolis, próximo à Granja Comary. Lembro de como aquele jogo deixou todos muito tristes. Aquilo ficou guardado. Era tristeza mesmo, sabe? — Pedro Rodrigues (7 anos), sobre a derrota do Brasil contra a Alemanha.

Cristiano Oliveira, de 10 anos, de Teresina (PI) apesar da pouca idade, também lembra do 7×1 da Copa de 2014 e se utilizou da distração para vencer a frustração. “Foi uma sensação de tristeza. Fiquei meio depressivo. Eu jogava bola com os meus amigos. Tentava esquecer”, conta.

Apesar da diferença entre adultos e crianças, entretanto, um ponto importante é que torcedores mirins comumente vão lidar com a frustração de maneira muito semelhante aos pais. “Elas tendem a seguir e ser o espelho dos pais”, diz Alberto Santos, psicólogo do esporte em São Paulo.

“Se a criança tem modelos consistentes de como lidar bem com a frustração, se tem familiares que costumam lidar bem com isso, ela vai passar por isso sem maiores problemas”, afirma Santos.

O pequeno Kaio Vitor, 11, do Rio de Janeiro, diz que ficou 'tentando esquecer' a derrota do Brasil contra a Alemanha. 'Consegui mais ou menos', diz. (Foto: Arquivo Pessoal)

O pequeno Kaio Vitor, 11, do Rio de Janeiro, diz que ficou ‘tentando esquecer’ a derrota do Brasil contra a Alemanha. ‘Consegui mais ou menos’, diz. (Foto: Arquivo Pessoal)

Como ajudar a criança a superar a frustração:

  1. A frustração é normal. Ela ajuda a criança a se tornar mais forte, mais resiliente.
  2. Caso a criança chore, promova acolhimento: abrace, explique, converse sobre o assunto.
  3. Não mascare o ocorrido, desviando a atenção da criança para doces ou outros assuntos. Aproveite a oportunidade para explicar o que aconteceu. O desvio pode acontecer depois da conversa.
  4. Converse sobre o que aconteceu, explicando a natureza do esporte e da vida.
  5. Exemplos de superação e histórias são boas maneiras de explicar o ciclo do esporte e da vida, dizem especialistas. Há uma alternância natural entre ganhar e perder.
  6. Na Copa do Mundo, uma maneira de ajudar na superação é explicar toda a preparação para um campeonato como esse e discorrer sobre as dificuldades. Trata-se de um ciclo de quatro anos, com ótimas seleções, e muita preparação.
  7. Especialistas também sugerem valorizar os ganhos do processo e relembrar os bons momentos do Mundial.
  8. Cabe controlar um pouco a frustração da própria família. Segundo especialistas, claro que todo mundo tem o direito e vai ficar triste, mas a criança absorve o sentimento do entorno.
  9. Observe como a criança lidou com a eliminação. A dificuldade de frustração ocorreu em outros momentos e as conversas não têm sido eficazes? Se sim, talvez seja o caso de procurar ajuda.

De modo geral, a frustração é um processo natural, mas níveis muito altos de frustrações, dizem especialistas, indicam que há questões para além do jogo. Há que considerar a experiência da criança em outras situações; e, se for o caso, buscar ajuda.

“Dependendo do grau dessa frustração e de outras circunstâncias em que ela se apresente, pode ser necessária uma investigação mais profunda”, diz Alberto Santos.

“Um caso isolado como um jogo nunca vai ser indicativo de uma patologia ou de algo mais grave. É necessário investigar o conjunto” — Rodolfo Rasmusen, psicólogo especialista em esporte em São Paulo.

O pequeno Guilherme Pinto Soares, 11 anos, aprendeu a comemorar as pequenas vitórias e acreditar na 'volta por cima' (Foto: Arquivo Pessoal)

O pequeno Guilherme Pinto Soares, 11 anos, aprendeu a comemorar as pequenas vitórias e acreditar na ‘volta por cima’ (Foto: Arquivo Pessoal)

Oportunidade para aprender a lidar com a frustração

A eliminação do Brasil, contudo, pode dar espaço para oportunidades importantes na experiência emocional da criança, como o desenvolvimento da tolerância. O esporte é uma circunstância propícia para ajudar no desenvolvimento de uma maior resistência à frustração, dizem psicólogos,.

“É um bom momento para todos os pais de trabalhar a questão da derrota. E não só no esporte. É possível demonstrar que a vida em geral tem de seguir, independente das frustrações pontuais”, afirma Rodolfo Rasmusen.

Especialistas explicam que a frustração, se mal gerenciada, pode acarretar em baixa tolerância a momentos negativos ao longo da vida. “Uma orientação é conversar sobre o assunto. Não esconder o que aconteceu. Não superproteger”, diz Santos.

Felipe José Nader apostou em bolão que Brasil perderia da Alemanha por 7 a 1 (Foto: Arquivo Pessoal)Felipe José Nader apostou em bolão que Brasil perderia da Alemanha por 7 a 1 (Foto: Arquivo Pessoal)

Alberto Santos explica que a Copa do Mundo pode servir para explicar a importância do planejamento, da preparação e da valorização dos pequenos ganhos ao longo do processo, mesmo que o resultado final não tenha sido o esperado.

O Mundial também pode ensinar que algumas situações não podem ser controladas, independente do esforço empreendido.

“A Copa é um ciclo de quatro anos, que envolve outros campeonatos, outras partidas. Dá para mostrar para a criança como valorizar os pequenos ganhos. Com isso, a frustração sobre a derrota final será menor”, diz Alberto Santos.

“Também é um momento para mostrar para crianças que existem os pontos na vida em que se pode controlar e aqueles que escapam ao nosso controle. Exemplos e histórias são boas maneiras de introduzir o tema”, conclui o especialista.

A valorização das pequenas vitórias foi o que ajudou o pequeno brasiliense João Guilherme Pinto Soares, de 11 anos, a superar a frustração do 7×1. Mesmo com tudo o que aconteceu, ele conta que comemorou o único gol feito pelo Brasil — do Oscar, no minuto 90, pouco antes do fim da partida: o chamado “gol de honra”.

“Chorei em todos os gols da Alemanha. Estava todo pintado, com a bandeira do Brasil, acreditando na vitória. Mas, mesmo assim, comemorei quando o Oscar meteu o gol” — João Guilherme Pinto Soares (11 anos).

“Sou daquele tipo de torcedor que tem fé no coração. Tive força e coloquei na minha cabeça que o Brasil vai dar a volta por cima.”

*Participaram da reportagem os repórteres, Bruno Albernaz e Carlos Brito, do G1 RJ, Mariana Perim, do G1 Espírito Santo, Letícia Carvalho, do G1 DF, Maria Romero, do G1 PI, e Beatriz Braga, do G1 Petrolina.

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Secretária afirma que não negou passagem para mulher que fez cirurgia em Salvador

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A secretária da Saúde de Itanhém, Renilda Chapeu, falou sobre a reportagem “Mulher diz que secretaria da Saúde de Itanhém negou passagem para retorno de cirurgia em Salvador”, publicada no Água Preta News e garantiu que a secretaria não disse que não daria as passagens.

A funcionária pública Idália Rodrigues de Sousa, no último dia 13 de junho, fez uma histerectomia (cirurgia de retirada do útero) e, de acordo com relatórios médicos apresentados a este portal de notícias, precisa retornar ao Hospital da Mulher Maria Luiza Costa dos Santos, na capital baiana, na próxima quarta-feira (18). Mas ela foi à secretaria da Saúde e, mesmo tendo avisado com antecedência, alega que foi informada pela secretária, na manhã desta segunda-feira (16), que as passagens não seriam liberadas.

Entretanto, de acordo com Renilda Chapeu, Idália Rodrigues foi por duas vezes à cidade de Salvador, na ocasião da cirurgia, com tudo pago pelo município e que, nesta segunda-feira, ela esteve na secretaria à procura de passagens para fazer uma revisão, mas que não aceitou ser avaliada pelo ginecologista que presta serviços em Itanhém.

“Só pedi a ela para ser avaliada pelo nosso médico e claro que ela iria [para Salvador] se houvesse necessidade, isso, para evitar gasto e evitar essa viagem longa e cansativa”, explicou a secretária.

Ainda de acordo com a secretária, em nenhum momento foi dito a Idália Rodrigues, que a prefeitura não daria as passagens.

“Eu disse que ela pudesse ficar tranquila porque, antes da viagem eu retornaria se sim ou não e, se ela precisasse ir, com certeza ela iria sem problema nenhum, inclusive vim à prefeitura para buscar recursos e encontrei com ela e acabei pegando as passagens de outras pessoas e dei a ela”, disse Renilda, com o cuidado de acrescentar que as passagens serão repostas para as pessoas que estão agendadas ainda para a semana que vem.

Duas passagens

Idália Rodrigues, que é concursada há 22 anos para a área de serviços gerais, confirmou à reportagem que recebeu da secretária quatro passagens, em razão de ela necessitar de acompanhante. Ela disse ainda que, além das passagens, a secretaria teria que repassar o valor de R$ 397, referente a hospedagem.

“Quando eles viram a reportagem correram atrás de mim para liberar o dinheiro. Eles deram as passagens de ida e volta, mas a hospedagem eles não deram e do jeito que fizeram comigo podem fazer pior com outras pessoas”, explicou, assegurando que pessoas da comunidade estão se mobilizando para ajudá-la.

FOTO: Funcionária pública Idália Rodrigues.

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Mulher diz que secretaria da Saúde de Itanhém negou passagem para retorno de cirurgia em Salvador

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Idália Rodrigues de Sousa procurou a reportagem do Água Preta News, na manhã desta segunda-feira (16), alegando que a secretaria da Saúde do município de Itanhém negou passagem para ela retornar a Salvador, onde, no último dia 13 de junho, fez uma histerectomia, que é a cirurgia de retirada do útero.

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Ela encaminhou ao site documentação comprobatória de que, na próxima quarta-feira, tem revisão agendada para às 6h, no Hospital da Mulher Maria Luiza Costa dos Santos, na capital baiana. No relatório médico há a prescrição da necessidade de marcar retorno com o cirurgião que fez a histerectomia.

Idália disse ter feito na secretaria da Saúde em Itanhém, em dezembro do ano passado, o TFD (Tratamento Fora de Domicílio), que é um instrumento legal que visa garantir, através do SUS, tratamento médico a pacientes portadores de doenças não tratáveis no seu município de origem. Ela disse ainda que, em razão de ter feito o TFD, o município recebe verbas para pagar o seu deslocamento para Salvador.

De acordo com Idália, a secretária Renilda Chapeu, que tem apenas formação em enfermagem, ignorou a recomendação médica prescrita no relatório, de que a paciente precisa retornar à unidade de saúde.

“Só que hoje cheguei aqui na secretaria para retirar as passagens, que havia dado entrada na segunda-feira e a secretária Renilda disse que não vai liberar as passagens e não vai liberar o TFD para mim, porque é apenas uma revisão de cirurgia, que eu não tenho mais risco nenhum e que vai providenciar um médico para eu fazer a revisão por aqui”, explicou Idália.

Esgotada as esperanças na secretaria da Saúde e com dificuldade para se locomover, em razão do período pós-operatório, Idália seguiu para o fórum local, acreditando que, através da Justiça, possa conseguir chegar a Salvador na quarta-feira.

O Água Preta News fez contato com a secretária, mas, até o fechamento da reportagem, não obteve retorno.

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Domingo (15) é o último dia para se inscrever em cursos técnicos em informática e suporte e manutenção em informática em Medeiros Neto

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Este domingo é o último dia para se inscrever em cursos técnicos em informática e suporte e manutenção em informática, para estudar no Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) na cidade de Medeiros Neto, onde os cursos são todos gratuitos.  Estes cursos estão disponíveis apenas para quem já concluiu o ensino médio, nos turnos vespertino e noturno. As inscrições para o processo seletivo devem ser feitas no endereço http://processoseletivoeptec.educacao.ba.gov.br.

O estado ainda oferece 42 cursos em 82 municípios. No total, há 9.335 vagas de cursos técnicos de nível médio. Em Medeiros Neto ainda há vagas para curso Técnico em Agroecologia, para quem já concluiu o ensino médio e também para quem concluiu apenas o 9° ano e tem 18 anos ou mais.

O curso de Agroecologia segue o mesmo formato da Escola Família Agrícola de Itanhém (EFAI), que a prefeita Zulma Pinheiro e seu irmão secretário da Educação fecharam. O período é integral, manhã, tarde e noite e em regime de alternância, uma quinzena na escola e outra em casa, na comunidade onde mora.

Para este curso a unidade de ensino dispõe de alojamento, café da manhã, almoço e jantar gratuitos. As inscrições ainda podem serem feitas no CETEP, que está instalado onde funcionava a Escola Agrícola de Medeiros Neto, na BA-290, ou pelo telefone (73) 99940-4979 ou 99948-4212.

 

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