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Com perdão do cacófato Sasdelli é uma fênix que precisa ser caçada

Edelvânio Pinheiro

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[Edelvânio Pinheiro] A atual mesa diretora da Câmara Municipal de Itanhém vai ficar na história da cidade como uma das piores. Mas ela tem tudo para se superar até o dia 31 de dezembro 2019.

Por causa do jogo baixo entre o atual presidente da mesa, Sasdelli Resende (PSDB), e o candidato a presidente derrotado, Deilton Porto, o Caboquinho (DEM), uma disputa judicial segue em curso comprometendo a governabilidade e a decência na Casa do Povo.

Nunca na história política do Legislativo itanheense se desceu tão baixo no jogo da dissimulação, arrogância, troca de acusações e de favores e quebra de reputações para ver quem manda, de fato, na tal presidência.

Com decisões judiciais, ora a favor de um, ora de outro, os vereadores se sentiram ainda mais motivados a digladiarem entre si. Os conceitos de ficar “em cima do muro” ou “debaixo da mesa” nunca estiveram tanto na moda como agora.

Claro que o envolvimento do empresário Renato Correia – dono de uma lábia capaz de manipular e ludibriar qualquer um, inclusive o atual presidente – deixou o jogo político ainda mais agitado, perigoso e imoral.

Claro também que esse ambiente suspeito – e indigno dos eleitores de Itanhém – facilita muito a vida da prefeita Zulma Pinheiro e “hermanos”, para agirem à vontade sabendo que, no comando do Legislativo, tem um presidente fraco em todos os sentidos: político (porque não consegue liderar os colegas), moral (porque contaminado pela indecência) e pragmático (porque sua representativa está sob xeque legal).

Afinal, o que significa o entra-e-sai no comando da mesa diretora, senão a prova de que Sasdelli Resende perdeu a legitimidade? Talvez algum líder político, desses que aparecem em época de eleição se dizendo arrependido por ter colocado no poder um miserável qualquer, possa ter a resposta mais convincente para este questionamento.

E quando todos achavam que esse presidente já tinha chegado ao fundo do poço, eis que ele, à maneira da fênix, promove o aumento de nove para onze o número de cadeiras, alegando que o Legislativo terá maior representatividade e maior poder de fiscalização, como se a Câmara Municipal necessitasse de quantidade em vez de qualidade.

Mas essa fênix precisa ser caçada antes que faça cagada maior, com perdão do cacófato.