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Como secretário da Educação, Álvaro Pinheiro daria um ótimo poeta

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Verdade seja dita: Álvaro Pinheiro é um péssimo secretário da Educação de Itanhém. Todos sabem disso, até sua irmã, a prefeita Zulma Pinheiro. Trata-se do homem errado no lugar errado.

Ele não tem experiência nem vivência educacional, ainda que esteja ocupando a pasta pela segunda ou terceira vez. Qualquer professor ou professora itanheense está mais apto a ocupar essa secretaria. Mas pensando bem… Álvaro é só um secretário de direito, que manda, assina e desmanda, cabendo à equipe da professora Maria Batista, por quem tenho muito respeito e apreço, tocar as ações efetivas da pasta.

Mas esperar o quê de alguém que já chegou no pedaço fechando escolas e extinguindo projetos importantes, como o AABB Comunidade, e se posicionando contra a eleição direta para diretores que, finalmente, foi extinta com o apoio irrestrito e ordinário dos vereadores Sasdelli Resende, Audrey Correia, Ronaldo Correia e Gelson Pícolli?

Repetindo: como secretário da Educação, Álvaro Pinheiro daria um ótimo poeta. A prova disso está no texto intitulado “Aprendendo a viver”, que acaba de ser publicado no ItanhemFest e mostra a evolução do filho amado de Neco Batista como poeta.

Do poema “Páscoa” para esse “Aprendendo a viver”, o salto qualitativo é evidente.

O Água Preta News apresentou “Aprendendo a viver” ao poeta maior Almir Zarfeg e ele foi taxativo ao dizer que o texto é maduro, coloquial, sem ser vazio e cheio de imagens fortes.

O verso “Formigas mascam restos de cigarra”, por exemplo,  é, segundo Zarfeg, bem original. Mas ele lamentou o título inexpressivo e didático e o excesso de vírgulas.

“O ritmo e a cadência dos versos, por si só, dispensam as vírgulas”, ensinou Zarfeg, que também é jornalista, tem dezenas de títulos publicados e é presidente da Academia Teixeirense de Letras.

Mas chega de elogios por hoje. Se o leitor ainda duvida das boas intenções deste portal de notícia, que tanto combate a incompetência de Álvaro Pinheiro enquanto secretário, leia o poema, em seu texto original, e tire suas próprias conclusões:

APRENDENDO A VIVER 

Precisa ser assim?

Luta sem fim,

Correndo pra todo lado,

Quase sempre preocupado,

Fins de semana estou cansado,

Nem mesmo ligo pra mim.

A vida são instantes,

Marcada por momentos,

Nem todos interessantes.

Houve verões e há lembranças,

Substrato do que se foi,

No ocaso acaba a farra,

Formigas mascam restos de cigarra.

Precisa ser assim?

Luta sem fim,       

Passa o dia, anoiteceu,

E a vida não viveu…

Arrepender-se e lamentar

Não faz o tempo voltar

Se agora não descanso,

Só pensando no sucesso,

Passa o tempo,

Passa a vida,

Passa o trem,

Passa o expresso…

Trabalho nunca acaba,

Tem razão quem quer recesso

Foice em mim é recomeço,

Foi-se o elo com o passado,

Trapos de existência, vida de gado.

Vou pôr fim e vou viver,

É preciso acontecer.

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1 Comentário

1 Comment

  1. Floriano Junior

    30 de abril de 2019 at 16:32

    Quem tem espirito de Profeta, nunca persegue ninguem na vida Publica…

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O amigo que me ensinou a não temer o vendaval faz aniversário nesta quinta (19)

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Depois do vendaval que entrou em minha vida e destruiu quase todas as paredes da alma, um anjo me ajudou a retirar os entulhos e separar o joio do trigo. Foi ele, naquela oportunidade, que me ensinou a enxergar o valor da intempérie, por mais amargo e doloroso que fosse aquele momento de angústia e dor.

E aprendi a não temer o vendaval!

Mas, ainda hoje, mesmo ao longe, ainda se ouve o som da procela que ruge ferozmente. Mas tenho ocupado o tempo alimentando as brisas, cuidando das flores mais belas do meu jardim e construindo, dia após dia, o novo mundo, sem a presença da falsidade e da hipocrisia.

Um dia desses, folheando o meu álbum de lembranças deparei com a fotografia das terras de Água Preta, que há algum tempo meus olhos não contemplavam. Era noite e as luzes ardiam em minha pupila. Eu podia ver novamente a Praça da Matriz e, ao lado, a casa onde, em uma noite triste, chorei copiosamente.

E foi ali que meu amigo mais uma vez cantou sabedoria, dando o tom exato de reconforto, através de um ensinamento de nobreza.

– Rios! Já parou para pensar neles? – perguntou-me com a sabedoria dos grandes mestres.

E prosseguiu:

– O Rio Iguaçu nasce da união de outros dois rios e segue um ciclo de proporções majestosas e paisagens exuberantes. Sua extensão é gigantesca.

Atento, eu observava.

– Você já parou para pensar em todos os desatinos que esse rio passa para chegar ao seu destino, com brilho e exuberância? – perguntou.

Fiquei emudecido.

– Pois bem, depois de um longo percurso o Rio Iguaçu chega límpido e soberano ao seu desígnio e, apesar de todos os dejetos que jogam nele pelo caminho, ele sempre será o espelho de Deus por sua grandeza e vontade de chegar – filosofou.

A beleza a que meu amigo se referia são as cataratas do Rio Iguaçu, que tem a maior queda do planeta e nunca deixará de ser uma das maravilhas aos olhos do mundo.

Rios sempre encontram outros rios, conversam entre si e, no final, desaguam no mar. Não importa se no percurso foram maltratados, se desrespeitaram seus direitos de serem rios, se suas margens foram adulteradas ou se tiraram deles a liberdade de seguir o curso natural. Um rio será sempre um rio e nenhum excremento jogado tirará dele o direito de chegar ao mar.

– É a lei do Altíssimo e ninguém muda – pontuou o amigo fiel.

Claro que chorei depois de ouvir tão belo e magnifico ensinamento. E não disse quase nada. As lágrimas não me permitiram dizer muito.

Obrigado, Waguinho!

Parabéns, Waguinho!

FOTO: Waguinho e a esposa, a advogada Kerry Anne Esteves

[Crônica de Edelvânio Pinheiro]

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A aviadora mais sensata, “companheira de alta luz”, faz aniversário nesta quinta (19)

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Ela tinha três orquídeas sob uma redoma. Numa noite de reflexão percebeu que, debaixo de tantas estrelas, certamente haveria outros jardins e paisagens magníficas, que fariam bem àquelas três flores.

O cultivo delas nunca foi nada fácil e levantar aquela superproteção de vidro talvez tenha sido a decisão mais difícil que Sandra Costa precisou tomar. Suas três flores precisavam conhecer o mundo para aprender a lutar contra as vespas e os percevejos. E, precavida, chorou preocupada com os inimigos que as orquídeas enfrentariam no mundo.

Um dia o caminhão parou em frente a antiga e humilde casa da Rua Belo Horizonte para levar as flores. Eram pequenas ainda e foram transportadas junto com os móveis. Naquele momento me senti seguro de que Sandra estava certa de que as três aprenderiam arrancar as mudas de baobás, que por ventura quisessem destruir o canteiro de cada uma delas.

Poderia ser uma viagem por desertos cheios de dificuldades, mas, antes do pessimismo, notei que aquela viagem transcendia o sentido do amor de uma mãe que sabiamente buscou novos jardins para suas orquídeas.

Foi uma luta diária porque os desertos naturalmente são difíceis de vencer. Mas a mãe de três flores lindas precisava ser persistente.

Sandra caminhava alguns quilômetros diariamente, fizesse chuva ou sol, para levar e buscar Thathira, Lohana e Amy ao Colégio Militar. E, cuidadosa, nunca quis olhar a janela por onde passavam as distrações do mundo. Afinal, existiam as orquídeas para amar, oferecer água na medida certa, luminosidade, contar histórias e tudo mais que uma planta precisa para se desenvolver.

A “companheira de alta luz”, portanto, abdicou de vaidades para cuidar das três filhas e ensiná-las a estar na vida com compromisso e determinação. Para isso ela imaginou que precisava aprender mais sobre a vastidão do mundo para ser ela mesma o exemplo de coragem, determinação e inteligência. Então voltou a estudar e hoje é pós-graduanda em Estética Facial e Corporal.

A mãe das flores é o melhor espelho, onde minhas três filhas contemplam as pétalas tão soberanas e a beleza da jornada.

Hoje, no aniversário da mãe exemplar a vida devolve a ela três doutoras, três orquídeas que se deixaram cativar pelo amor de uma mãe que, como o mais nobre personagem de Antoine de Saint-Exupéry, soube ser a aviadora mais sensata.

FOTO: Estaticista Sandra Costa e o jornalista Edelvânio Pinheiro com suas filhas Thathira Mickaelle (bacharel em direito), Lohana Mehnati (médica veterinária) e Amy Brian (estudante de odontologia pela Universidade Federal do Espírito Santo).

[Crônica de Edelvânio Pinheiro]

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13 candidatos concorrem à eleição de conselheiros tutelares em Itanhém

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As redes sociais e o corpo a corpo têm sido os principais meios de campanha dos 13 candidatos para eleição dos conselheiros tutelares no município de Itanhém. A votação está prevista para o próximo dia 6, das 8h às 17h.

A votação será na Escola Municipal Simplício Binas, na Rua D. Pedro I, no bairro São João e o local onde os votos serão apurados ainda não foi definido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que administra todo o processo de votação.

Cinco conselheiros serão escolhidos pela população, através do voto facultativo e secreto. Para votar o eleitor deve estar em dia com suas obrigações perante a Justiça Eleitoral e levar titulo eleitoral e documento de identificação  com foto. Os candidatos eleitos tomarão posse em janeiro de 2020 para mandato de quatro anos.

Os conselheiros tutelares têm o dever de fiscalizar a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente. A função tem uma remuneração de um salário mínimo e gratificação de R$ 250. Essa gratificação foi implantada pelo ex-gestor Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB) e havia sido cortada desde que a atual prefeita assumiu o mandato. Somente depois de muita cobrança da nova diretoria do Conselho Tutelar, há cerca de quatro meses, a gratificação voltou a ser paga.

VEJA a lista completa dos candidatos e seus respectivos números para votação. Os que estão em destaque concorrem à reeleição:

01 – Ângela Maria Lobêu de Sousa

02 – Amélia Rosa de Brito Rodrigues

03 – Patrícia Fernandes Santos Gonçalves

04 – Eugênio Ferreira dos Santos

05 – Viviane Correa Reis

06 – Grinaldo Costa Medeiros Neto

07 – Maria D’Ajuda Pereira Alves

08 – Cláudia Ferreira de Moura Fontes

09 – Rafaela Cosme Braga Santos

10 – Eduardo Rodrigues Dias

11 – Marcone Coelho Rios

12 – Cleunice Alfaz de Jesus Teixeira

13 – Alex Rodrigues da Silva

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