Connect with us

News

Conheçam a obra mais recente do poeta Almir Zarfeg: “Sorrie, Sophie!”

Edelvânio Pinheiro

Publicado

em

Compartilhe

[Edelvânio Pinheiro] A obra mais recente do poeta Almir Zarfeg se intitula “Sorrie, Sophie!”, sai pela editora PerSe de São Paulo e já pode ser adquirida pelos interessados.

O novo livro reúne poemas que Zarfeg produziu nos últimos cinco anos e mais recentemente, como “Sorry, Sophie!”, premiado no final de 2019 pela União Brasileira de Escritores (UBE), seção Rio de Janeiro.

“Os textos têm uma pegada lírica com poemas dedicados a figuras femininas, mas há também reflexão sobre o ato de poetar e, sobretudo, muita dialogicidade com grandes nomes da poesia brasileira, como Drummond, Cecília, Wilmar Silva e tantos outros”, comentou Zarfeg.

O prefácio é assinado pela poeta Silvana Guimarães, que edita a revista eletrônica de literatura e arte, Germina, direto da capital mineira.

“Zarfeg é um poeta de tantas utilidades. De tolas e necessárias desutilidades. Dos prazeres das noites/dos dias. Completo. Barba, cabelo e bigode”, escreveu Silvana.

Zarfeg, que é natural de Itanhém/BA, já perdeu a conta dos livros de poemas que escreveu, mas faz questão de citar “Água Preta”, publicado em 1991 quando o poeta cursava letras em Belo Horizonte e fazia parte da Associação Brasileira dos Poetas Amadores (ASBRAPA), em torno da qual se reuniam nomes como Aguilar Pinheiro, que viria a se tornar grande neurolonguista; Vanderlei Lourenço, que até ano passado presidiu a Fundação Nacional Palmares; e Wilmar Silva, que talvez seja o maior nome da poesia mineira na atualidade.

“Vixi! Já se passaram 28 anos e eu só tenho a certeza de que nada sei e de que o tempo voa”, disse Zarfeg, brincando.

A descontração era tanta que ele resolveu tornar pública, pela primeira vez, a carta que recebeu do poeta Rogério Salgado, em 24 de agosto de 1991, quatro dias após a sessão de autógrafos do seu livro de estreia, “Água Preta”, que aconteceu no auditório da FAFI-BH em 20 de agosto do mesmo ano.

Poema extraído de “Sorrie, Sophie!”:

SO FINE

Sorrie

Mas rabisque o horizonte

E engula os ventos tardios

 

Suave

Mas leve a flor a tiracolo

E pássara rente à chuva

 

Sophie,

Mas seja rítmica consigo

E grávida de risos e rios

 

Sucinta

Mas sinta as nuvens vadias

E autografe a primavera

Poeta Rogério Salgado em foto de 2018.