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Crônica sobre uma reflexão de Dra. Kerry Anne que nos ensina nos abster de pessoas tóxicas

Edelvânio Pinheiro

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A natureza, em muitos momentos, acaba sendo o plano de fundo de muitas decisões que tomo na vida e também é o vento que sopra minhas palavras para bem longe.

O mestre Almir Zarfeg volta e meia está me cobrando tecnicidade em minhas crônicas e me puxando a orelha pelo excesso de metáforas. Eu sempre escrevi na expectativa de ver nascer um pé de reflexão no coração de algum leitor e, muita das vezes, deixo o sentimento aflorar para que a esperança deste modesto escritor ajude a espalhar boas sementes.

Pois bem, esse relacionamento com a natureza sempre existiu desde a minha mais terna juventude, mas agora, com os cabelos brancos dando as caras, me sinto ainda mais comprometido com esse silêncio que a natureza traz. Acredito que esse enlace entre mim e esta tão linda obra do criador significa um amadurecimento espiritual. É uma constatação de que a gente cresce por dentro também. A alma estica, fica mais seletiva, escolhe melhor o interlocutor, aprecia mais os poucos e bons amigos e, na hora de escolher o sorvete, pede sempre um sabor diferente porque a gente começa a sentir pressa de viver sensações, até mesmo porque as rugas do nosso rosto nos dizem que o tempo segue ininterrupto em seu curso perpétuo.

Nesse aprender de dispensar as futilidades que tanto nos roubam energia fica, naturalmente, mais espaço na estante existencial para guardar momentos inesquecíveis e boas reflexões.

Outro dia, ao notar uma fotografia de uma amiga nas redes sociais, me chamou a atenção a legenda escolhida que, por sinal, traz uma meditação que vale a pena ser lida na íntegra: “Quanto mais velha eu fico, mais percebo que não quero estar envolvida em drama, conflito, estresse. Não quero gente negativa e tóxica ao meu lado, por favor, podem se afastar. Quero conforto, sossego, paz, tranquilidade e gente que quer o mesmo para estar ao meu lado”.

A doutora Kerry Anne, em sua página no Facebook, nos faz refletir sobre as banalidades que ocupam as prateleiras da nossa alma e nos faz pensar sobre a importância de nos abster de pessoas veneníferas, cuja bagagem vem carregada de vitimismo, manipulação, violência psíquica e emocional. Essas pessoas desafiam as relações pessoais e sentem prazer em desestruturar a vida alheia.

Que fique bem claro que não é minha nem da doutora Kerry Anne, muito menos do nobre leitor a responsabilidade de desintoxicar ninguém.

A doutora, que tem a alma mais humana e linda que já conheci, em sua mensagem, apenas deseja para si conforto, aquele conforto de apreciar o mar, apaixonar-se por cada pôr do sol e dormir na calmaria de quem vai acordar no dia seguinte para enfrentar somente os problemas naturais e seus.

Ela está certa: gente nociva e invejosa espreita nossos sonhos e precisamos, diuturnamente, permitir que a paz e a tranquilidade gritem o tempo todo em nossos ouvidos. Esse pedido por sossego da doutora Kerry Anne foi a mensagem mais bonita e sincera que ultimamente passou diante dos meus olhos nas redes sociais que, infelizmente, na maioria das vezes, são um mar de trivialidades.

Não custa nada repetir que a ilustre advogada, que sempre demonstrou serenidade para se relacionar com a vida, é semelhante na profissão que tanto ama.

Desejo que o sossego faça morada constante na vida da doutora e que a capacidade de nos afastar dos dramas e dos conflitos habite parte do nosso cotidiano como uma prece de sabedoria. [Crônica de Edelvânio Pinheiro]