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Dalton Esteves fez Umburatiba chorar

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Exausto!

É assim que defino o meu corpo neste final de tarde cinzenta, triste 11 de setembro. Sobre o estado da minha alma já nem encontro palavras para defini-la, mas, despedaçada talvez seja a que melhor narra o sofrimento.

Não foi fácil ver a cidade de Umburatiba, no Vale do Mucuri, em um dos mais belos cortejos fúnebres, se despedir do cavaleiro amado Dalton Esteves Farias, que ontem acompanhou o sol, indo embora ao entardecer. O Criador escolheu o dia 10 de setembro para receber o valioso cowboy, como preferiu denominar Aurino Chaves, numa bela mensagem de despedida.

Deus soprou as nuvens bem pra longe para que as estrelas pudessem cintilar com maestria e força para que, assim, o céu festejasse com tranquilidade a chegada desse menino de 51 anos.

Um irmão muito amado, um filho presente, um pai autêntico e um amigo de todas as horas. O homem nobre deixou uma história linda de altruísmo e de exemplo para todos que compartilharam com ele o dom de viver. A fanfarra Natureza Viva, que há 37 anos faz soar os tambores daquela gente mineira, aclamou Daltinho, como carinhosamente era chamado. Os amantes do cavalo, que tanto aprenderam com ele a cuidar dos animais, também seguiram silenciosamente o cortejo.

E, assim, o irmão de doutora Kerry Anny fez Umburatiba chorar.

Cada palavra de fé dos pastores, a reflexão do radialista Waguinho Borges durante o último adeus na Igreja Evangélica Missão é Vida e também os valores de Dalton que a todo o momento foram enaltecidos por quem o conhecia e conviveu com ele, acalentaram o pranto que insistia em cair copiosamente.

Como não chorar diante da frase “você está me deixando e vou ficar aqui com o coração em pedaços, meu filho”, que dona Eudocha proferiu no último momento da partida?

E depois dessas palavras molhadas com lágrimas de mãe não há mais o que escrever sobre o ilustre filho de Umburatiba. [Crônica de Edelvânio Pinheiro]