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Decisões divergentes do Judiciário sobre a Câmara de Itanhém têm criado insegurança e indignação

Edelvânio Pinheiro

Publicado

em

“Quem é mesmo o presidente?”

O questionamento feito pela professora Nágila Afonso em sua página no Facebook é um exemplo claro do que está acontecendo no município de Itanhém desde que a eleição de Sasdelli Resende (PSDB) foi questionada na Justiça por Deilton Porto (DEM), que havia sido derrotado na última eleição da mesa diretora.

As diversas decisões do Judiciário sobre o assunto, que têm afetado o município em todos os aspectos, têm criado uma grande insegurança e indignação na população itanheense. Só este ano três vereadores: Sasdelli Resende, Deilton Porto e Ronaldo Correia (PC do B), por determinação da Justiça, se revezaram na presidência da Casa do Povo e, toda vez que um assume, revoga as portarias do outro, aumentando ainda mais os transtornos no Legislativo Municipal.

Ultimamente, o que mais se vê nas redes socais, especialmente nos grupos de WhatsApp, são críticas ao Judiciário, como se esse poder houvesse perdido por completo a sua credibilidade.

No início desta semana, na mais recente decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que retirou Sasdelli Resende da presidência novamente, reconduzindo à função o vereador Deilton Porto, a internauta Sol Oliveira disse não ter entendido: “Agora fiquei um pouco confusa”.

As (in) decisões do Judiciário vêm causando também transtornos para os vereadores e outros pais de família que trabalham no Legislativo itanheense e precisam receber seus salários em dia para honrar compromissos com seus credores.

Quando sai um presidente, funcionários contratados também são jogados na rua e os concursados são obrigados a negociarem suas dívidas para não ficarem com os nomes sujos na praça. O Água Preta News apurou que, nos últimos 10 anos, esta é a primeira vez que a Câmara Municipal de Itanhém atrasa o salário dos servidores. O último mês de fevereiro, por exemplo, que os funcionários deveriam receber dia 20, só foi pago no dia 5 de março.

Atrasos também no pagamento dos fornecedores geram insatisfação nos comerciantes e ajudam ainda mais enfraquecer o cambaleante comércio local e aumentar as críticas ao Judiciário nas redes sociais.

Projetos e indicações importantes para o desenvolvimento do município, inclusive referentes ao combate e prevenção ao coronavírus, certamente estão parados por conta das diversas decisões que o Judiciário vem tomando desde que os vereadores derrotados buscaram a Justiça, alegando irregularidades na última eleição.

Se por um lado as várias decisões buscam restabelecer direitos, por outro desestabilizam todos os setores da municipalidade, especialmente os que envolvem orçamento, educação e, neste momento, principalmente a saúde.

Uma decisão definitiva para os últimos nove meses da gestão da Câmara Municipal de Itanhém é o que esperam os simples mortais, cidadãos comuns que sempre acreditaram nessa matrona chamada Justiça, que agora insiste em divergir a todo momento em sua decisão sobre quem vai definitivamente comandar a mesa diretora, para que o sofrido município de Itanhém saia do embaraço.

FOTO DA CAPA: Sasdelli Resende, Deilton Porto e Ronaldo Correia (PC do B), por determinação da Justiça, se revezaram na presidência da Câmara de Itanhém