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DESCONCERTADO!

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Já passavam das 13h30 e a reunião com manifestantes em favor dos professores da rede municipal de ensino, que estão em greve há 12 dias em Itanhém, mediada pelo juiz Argenildo Fernandes, havia acabado. O coordenador da APLB, Marcos Pires, e os representantes dos pais, que estavam à frente do protesto que movimentou a cidade na manhã desta quarta-feira (11), já haviam deixado as dependências do fórum Eloíno Moreira Lisboa. A advogada Kerry Anne Esteves que, a pedido dos manifestantes operou o direito em favor dos pais de alunos, também havia deixado o local, depois de ter sido aplaudida por um grupo de pessoas, que aguardava a profissional para agradecê-la por ter atendido ao pedido da comunidade.

Veja vídeo no final do texto.

Cerca de 20 manifestantes insistiam em ficar no local, em frente ao portão principal do fórum. A reportagem do Água Preta News também continuou por ali, afinal, um dos protagonistas de toda a história estava por vir.

Álvaro Pinheiro, secretário da Educação e irmão da prefeita Zulma Pinheiro, teve uma passagem meteórica pela Assembleia Legislativa da Bahia na década de 1990 e foi secretário na administração do pai Neco Batista e diretor em secretarias estaduais do governo baiano. Também foi candidato derrotado à prefeitura do município de Vereda e já chegou a representar Geddel Vieira Lima, no sul da Bahia, na época em que o ex-deputado presidia, no estado, o PMDB, atual MDB. Além de toda essa experiência política, Álvaro Pinheiro é engenheiro eletrônico pela Universidade Federal do Espírito Santo e é, sem nenhuma margem de dúvida, um dos intelectuais que a Terra de Água Preta produziu.

Mas, toda a sua experiência não foi o suficiente para evitar o constrangimento, no início da tarde de ontem, quando, ao sair do fórum, decidiu cumprimentar um antigo aliado político. O secretário ficou desconcertado quando, no portão principal, estendeu a mão para Eufrásio Assunção Braga Júnior, o Malaquias, que negou cumprimentá-lo. A reportagem do Água Preta News filmou o momento.

“Lá vem ele, descendo às escadas”, disse Malaquias, provocando. “Bonito pra você, ‘né’, seu secretário? Lindo!”.

Nesse momento, Álvaro Pinheiro quis cumprimentar o antigo aliado, estendendo a mão direita, ao passo que foi questionado.

“Eu pego na sua mão não, rapaz! Pego na mão de quem tem caráter, quem não tem nem ‘olha’ na minha cara”, advertiu.

Desapontado, Álvaro Pinheiro deu um sorriso tímido, como quem procurasse uma varinha mágica para fazê-lo desaparecer dali, imediatamente. No caminho para o carro parou e abriu os braços e parece ter retrucado Malaquias, mas a sua voz não foi captada pelo vídeo. Malaquias prosseguiu com o desabafo.

“Você não tem [caráter], nunca teve e nunca vai ter; não tem respeito e não respeita os outros”, finalizou.

Algumas pessoas que estavam no local, ainda que timidamente, aplaudiram a postura de Malaquias e, muito provavelmente, a maioria delas queria ter dito coisas semelhantes ao secretário, que é quem, com outros irmãos, numa vergonhosa prática de nepotismo, faz chover na administração da irmã Zulma Pinheiro.

 

Álvaro Pinheiro saindo do fórum.

Álvaro Pinheiro, depois de ouvir o desabafo de Malaquias.

Malaquias (foto)  é um antigo aliado de Zulma (foto) e Álvaro Pinheiro.

 

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OPINIÃO: Polícia recebida à bala tem que reagir para que a barbárie não se instale no meio social

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“Policial que não mata não é policial”. A expressão é de Jair Bolsonaro, do PSC do Rio. O contexto da fala do pré-candidato a presidente da República foi a investigação pelo Ministério Público, no ano passado, sobre a morte de 356 pessoas no Rio de Janeiro, na qual 20 policiais foram acusados.

“Esses policiais têm que ser condecorados”, completou Bolsonaro, enfatizando que, policiais que participam de auto de resistência (quando os acusados reagem) não deveriam ser nem sequer investigados.

Pois bem. No início desta semana, policiais da 44ª Companhia Independente de Polícia Militar de Medeiros Neto, na cidade de Itanhém, no extremo sul da Bahia, já na divisa com Minas Gerais, durante uma abordagem a dois suspeitos, se viram obrigados a revidarem porque foram recebidos com pistola .40, garrucha, revólver e até uma arma longa, um rifle calibre 22 que, além de maior precisão, tem um poder de alcance superior às armas curtas. Além disso, a PM encontrou com os dois jovens, que foram levados para o hospital da cidade e vieram a óbito, munições de calibres diferentes, maconha, cocaína e tocas ninja. Um deles era ainda adolescente.

A expressão de Bolsonaro, num primeiro momento, nos parece áspera, até mesmo porque qualquer mente sensata e politizada deste país vai defender a ideia de que violência, antes da repressão, se deve ser combatida com medidas sociais. Entretanto, uma força do estado, com a missão precípuo de defender a sociedade dos foras da lei, jamais pode ser recebida à bala, onde quer que seja e em qualquer circunstância.

Em casos como o que aconteceu em Itanhém, que há muito deixou de ser uma cidade pacata, reagir faz parte da ação policial e, por mais que a polícia queira evitar o confronto, não tem como fazê-lo quando ela, infelizmente, vai pra “guerra”.

O objetivo dos policiais – militares ou civis -, além de estabelecer a ordem pública para que a barbárie não se instale no meio social, é sempre prender os acusados, para que eles possam responder pelos seus crimes dentro do que está estabelecido pela lei. Mas, na árdua missão policial, em muitos casos, a forma como a força do estado é recebida não permite que eles, os acusados, sejam conduzidos à uma delegacia para, a partir daí, começarem a responder pelas suas ações delituosas. Se depois da ordem para não esboçar o mínimo de reação, a polícia tem como resposta projéteis de ponto 40 ou qualquer outro calibre vindos em sua direção, não há outra opção senão o revide.

Este vídeo abaixo, publicado nesta terça-feira (17) pelo Água Preta News, na reportagem que noticiou o confronto entre os dois homens e a polícia, em Itanhém, mostra um diálogo assustador de prováveis traficantes mostrando força na região periférica do bairro Monte Santo que, para a guerra do tráfico, já tem status de favela.

[Edelvânio Pinheiro. Foto: imagens do vídeo]

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Homens mortos em confronto com a polícia em Itanhém tinham armas, munição e drogas. Veja vídeo

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Dois homens morreram no início da manhã desta terça-feira (17), no bairro Monte Santo, em Itanhém, na região conhecida como Populares Novas, depois de serem abordados por policiais da 44ª Companhia Independente de Polícia Militar de Medeiros Neto. Um dos mortos, Marcelino Nascimento dos Santos, o Negão, era acusado de tentar matar um jovem recentemente na cidade. O outro seria um adolescente.

Segundo a PM, no dia anterior a polícia recebeu informação de que os dois homens estavam ostentando armas e efetuando disparos na parte periférica do bairro, onde ocorreu a diligência. Ainda segundo a PM, os policiais fizeram o cerco à casa e ordenaram que eles saíssem sem esboçar reação, mas os militares foram recebidos à tiro e reagiram.

A PM apreendeu uma pistola calibre .40, uma garrucha e um revólver calibres 32, um rifle calibre 22, munições, uma pequena quantidade de cocaína e maconha e duas toucas ninja.

Vídeo

Um vídeo que circulou nos últimos dias redes sociais e que pode ter sido gravado na cidade de Itanhém, remete ao entendimento de disputa pelo tráfico de drogas, mas não há informação se tem relação com os homens que foram mortos nesta manhã, durante a abordagem policial.

Na imagem, apesar da qualidade ruim, dá pra ver dois jovens armados, um dos quais está com uma arma longa, muito parecida com um rifle, fazendo ameaças em plena via pública. O outro, com uma arma curta, tipo revólver ou pistola, aparece usando luva. O recado de um deles é ousado e assustador.

“Aí ó, é o bonde do Maluco, bonde do Shurek, viu desgraça. Tomamos a favela de novo, viu. Manda vim, viu. O Alemão aqui (incompreensível) vai botar a desgraça nenhuma aqui mais não, viu, que aqui é o bonde, bota a cara desgraça.

Shurek, citado no vídeo, deve se tratar do apelido de Ziélio Santos Santiago, morto em novembro do ano passado durante abordagem de policiais da Companhia Independente de Polícia Militar (CIPE-Mata Atlântica), antiga CAEMA. Relembre a reportagem aqui.

 

 

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Ônibus de turismo que seguia para Teixeira de Freitas deixa mortos e feridos

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Um acidente com ônibus de turismo deixou ao menos três mortos na BR-101, trecho de São José da Vitória, no sul da Bahia, nesta terça-feira (17). As informações são da Polícia Rodoviária Federal de Itabuna.

De acordo com a PRF, informações preliminares apontam que o motorista do ônibus teria perdido o controle da direção e o veículo teria batido em uma árvore após sair da pista. Ainda segundo a polícia, não há confirmação de quantas pessoas ficaram feridas.

A PRF ainda informou que o ônibus saiu de Tobias Barreto com destino a Teixeira de Freitas. O acidente aconteceu no Km-552. Não há mais detalhes sobre as circunstâncias da batida. Equipes da PRF de Itabuna estão no local. [G1 BA. Foto: Blog Paulo José]

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