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Dr. Levi diz em reunião com vereadores que falta de médico em Itanhém não é problema de Mildson nem de Dr. Roberto

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Com a experiência de 45 anos atuando na área da medicina, inclusive como cirurgião e gestor, Dr. Levi Moreira Lisboa fez um pronunciamento esclarecedor na Câmara Municipal, na tarde da última segunda-feira (30), a respeito da dificuldade que o município de Itanhém vem enfrentando na contratação de médicos para trabalhar em dois postos de saúde, que ainda estão sem esses profissionais. O prefeito Mildson Medeiros e o secretário da Saúde, o médico Roberto Matoba, também participaram da reunião com os 11 vereadores.

Para Dr. Levi a falta de médicos em duas unidades de saúde não é culpa do prefeito nem do secretário da Saúde.

“Há 10 anos, há 15 anos como é que era a saúde aqui em Itanhém?  Alguém sabe informar? Será que era assim também sem médico, sem plantonista?”, questionou.  “Eu acredito que não! Nós tínhamos tudo isso. Mas o que há [então], é problema da gestão? Não! Eu acho que não é problema da gestão, não”, opinou.

Levi Moreira, que já fez mais de três mil cirurgias gerais e mais de cinco mil partos naturais e cirúrgicos no Hospital Maria Moreira, do qual é um dos proprietários, atribuiu a dificuldade para se contratar médicos à alguns fatores bem distintos. Um deles é a busca dos profissionais por especialização.

“No ano passado nós estávamos até com um quadro bom de médicos, mas acontece que esses médicos que vieram pra cá são muito jovens, passaram nas residências. O papel do  clínico geral ainda está ativo, mas o médico quer ser um otorrino, quer ser urologista, um cirurgião, um obstetra,  ele quer ter a especialidade dele, porque são mais valorizados, [então], esses médicos foram estudar mais”, explicou.

Outro fator está relacionado à falta de médicos em todo o Brasil, de acordo com o Dr. Levi, em razão da pandemia.

“Com a Covid ocorreu o seguinte: alunos completaram a carga horária de aulas teóricas, mas não completaram a carga horária de aulas práticas por causa da aglomeração durante as aulas de medicina”, esclareceu. ”Hoje em dia um professor não pode entrar numa enfermaria de cardiologia, por exemplo, com 10 ou 15 alunos porque as enfermarias estão cheias de pacientes e, então, o ministério da Educação não quis, corretamente, reconhecer o diploma sem a carga horária prática”, enfatizou.

Dr. Levi disse na reunião que tem feito “o possível e o impossível para não deixar faltar médico” em Itanhém, mas reconheceu que a falta de melhor estrutura da cidade tem influência quando se faz um convite a um profissional para trabalhar por estas bandas.

“O médico coloca mil condições, ele pergunta para o prefeito até se na cidade tem shopping”, explicou.

Entretanto, Dr. Levi deu uma esperança que não deve demorar tanto.

“Em janeiro ou fevereiro de 2022 se forma em Teixeira de Freitas 200 médicos. A partir daí eu acho que vai completar os cargos que estão faltando. Teixeira de Freitas deve absolver uns 100 médicos e vai sobrar aqui para nós e outros municípios”, finalizou.