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Duas décadas depois ônibus escolar está abandonado no ‘hospital da mentira’

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Na semana passada, o vereador André Correia (PHS) encaminhou um vídeo para o Água Preta News, denunciando o descaso da prefeita Zulma Pinheiro (MDB) e de seu irmão, Álvaro Pinheiro, que é o secretário da Educação, com o transporte escolar do município. Veja o vídeo no final da reportagem.

Nas imagens aparecem um ônibus destinado ao transporte de alunos, abandonado em um terreno que, segundo o vereador, pertence ao outro irmão da prefeita, Newton Pinheiro, que ocupa as secretarias da Administração e Finanças e da Infraestrutura.

Na narrativa do vídeo, André Correia lembrou que o terreno é conhecido na cidade como “Hospital de Manoel Batista”. O vereador fez referência às eleições de 1996, quando o pai da prefeita, Neco Batista, foi candidato a prefeito, tendo sido derrotado pelo médico Oséas Moreira Lisboa, época em que aquela área foi utilizada para enganar os eleitores, dizendo que ali seria construído uma maternidade.

“Estamos aqui em frente ao terreno que era denominado “Hospital de Manoel Batista”. Tem um carro de uma empresa ali com [madeiras de] eucalipto tratado e como vocês vão poder ver agora, tem um ônibus da Educação estacionado há muito tempo”, narrou André Correia. “Eu quero saber o que este ônibus está fazendo aqui, pois era para estar transportando alunos, esse ônibus não era para estar aqui”, questionou.

No mesmo dia que o vídeo foi enviado ao portal de notícias, a reportagem do Água Preta News foi ao terreno, que fica localizado na saída para o Cruzeiro do Sul, e constatou que um micro-ônibus, comprado com recursos do Ministério da Educação, está ali faz muito tempo. A altura do mato em volta do veículo não deixa dúvidas quanto ao período do abandono.

Hospital da mentira

A denúncia do vereador nos faz voltar ao tempo e nos ajuda fazer uma análise reflexiva sobre a política da enganação que, volta e meia, é praticada pelo grupo político que atualmente é liderado por Álvaro Pinheiro e que, lamentavelmente comanda o município de Itanhém.

O grupo pode ser considerado profissional na arte do engodo político. Há 20 anos, quando muitos dos itanheenses dessa nova geração ainda não eram nascidos, essa mesma família, esses mesmos irmãos já sabiam que a maior carência da população, especialmente dos mais pobres, era a saúde. Por isso, naquela ocasião, na tentativa de eleger o pai prefeito pela segunda vez, disseram que iriam construir um hospital em Itanhém.

Capa do Jornal Impacto, de 1997.

O cenário escolhido para dar veracidade a mais uma trapaça política da família Batista, que hoje se transformou em família Pinheiro, foi exatamente este terreno, onde um micro-ônibus, que deveria estar servindo os alunos, encontra-se abandonado.

Na época, de acordo com o Jornal Impacto, o terreno era penhorado pela Caixa Econômica Federal, onde nenhuma obra poderia ser edificada, mas, mesmo assim, no desespero de convencer os eleitores, carentes por saúde, foi até dado início às edificações do hospital da mentira. Depois da vergonhosa derrota para Oséas Moreira Lisboa, o local virou o retrato do abandono e da solidão.

Duas décadas se passaram e novamente a família voltou a comandar os destinos administrativos de Itanhém, com o apoio do grupo político do próprio Óseas Moreira que, em troca, fez o filho vice-prefeito e ocupa a pasta da falida secretaria da Agricultura.

A maior estratégia, entretanto, não deve ter sido o apoio desse ou daquele aliado, mas o uso, mais uma vez da enganação de que a saúde seria o carro chefe da administração municipal. Se dizendo a ‘mãe da saúde’ ou fazendo questão de aceitar esse título, Zulma Pinheiro venceu as últimas eleições, mas vem causando a maior decepção de todos os tempos em quase todos os setores, inclusive na saúde.

Fica aqui o convite para a nova geração ir até à saída para o Cruzeiro do Sul, pois logo ali, à esquerda de quem vai, ver-se-á o que deveria ser o famoso hospital, cuja construção não passou da base. Mas, se a juventude se contentar com a foto do utópico hospital, ei-la, em preto e branco, como sempre foram as promessas desse grupo político.

A mentirosa construção do hospital, há duas décadas e, agora, o título de ‘a mãe da saúde’, nas últimas eleições, sem que, efetivamente quase nada tenha sido feito para assistir a população nessa área, comprovam mais uma vez a distância existente entre as promessas de campanha e a concretização delas. Isso só pode partir de políticos profissionais que, com objetivos escusos, abre mão das verdadeiras convicções políticas que apresentam antes de serem eleitos e abandonam o povo.

É lamentável que a demagogia, à base de promessas e manipulação, 20 anos depois, fez um povo sofrido dá crédito novamente a esse tipo de político, que deve ser banido do cenário da nossa sofrida terra de Água Preta. E uma boa resposta à toda esta enganação pode ser dada agora, não votando nos candidatos indicados por este grupo e seus aliados, que também ajudam a emporcalhar a administração e a destruir o sonho de dias melhores do povo água-pretense.

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Depois de manifestação e denúncia no MPF prefeitura deve assumir emergência do hospital em Itanhém

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O Hospital Maria Moreira Lisboa de Itanhém, que está fechado oficialmente desde o dia 19 de novembro, quando a prefeita Zulma Pinheiro (MDB) recebeu o comunicado da diretoria, poderá ser reaberto no início da próxima semana.

Uma reunião no final da tarde desta sexta-feira (14) com a diretoria e funcionários do hospital, de acordo com informações que não confirmadas pela Água Preta News, teria definido que caso a prefeitura assuma o setor de emergência a unidade seria reaberta.

Além de uma manifestação pelas ruas da cidade em favor da reabertura do único hospital da cidade, no último dia 10, o vereador André Correia (PHS) protocolou denúncia no Ministério Público Federal (MPF), na cidade de Teixeira de Freitas, solicitando interferência do poder público federal para que a prefeitura de Itanhém, com o fechamento do hospital, faça funcionar serviços de urgência e emergência para atender a população. Nesse documento o vereador chegou a anexar três reportagens do Água Preta News sobre o assunto.

O médico Oséas Moreira, um dos donos da unidade de saúde estaria viajando, mas seu representante na reunião teria anunciado que, na opinião do diretor, o hospital só seria reaberto depois que a prefeita assumisse formalmente a emergência.

Durante esse período de caos na saúde de Itanhém pelo menos dois homens morreram e a população acusa nas redes sociais que os óbitos ocorreram por falta de atendimento médico-hospitalar.

Reveja:

População faz manifestação pela reabertura de hospital. Prefeita diz que Itanhém tem 13 médicos

Vereador solicita intervenção do poder público federal para serviços de urgência e emergência em Itanhém

Com hospital fechado mecânico sofre infarto em Itanhém e morre em Medeiros Neto

Sem hospital pai de policial morre em Itanhém após uma hora dentro de Samu

 

Povo vais às ruas cobrar a reabertura do Hospital Maria Moreira.

Vereador André Correia recorreu ao MPF para defender saúde para a população.

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Presidente da Câmara se emociona e chora na última reunião ordinária em Itanhém

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Na última reunião ordinária da Câmara de Vereadores que presidiu, Ronaldo Correia (PC do B) teve a voz embargada e chorou em vários momentos.

O presidente se emocionou quando agradeceu pelo apoio que recebeu dos colegas vereadores, da prefeita, do vice-prefeito e da população durante o seu mandato.

“Posso dizer que foram dias felizes porque tive a oportunidade de contribuir com o meu município, com a minha terra natal”, declarou Ronaldo Correia ao Água Preta News. “Agradeço a Deus primeiramente e a todos aqueles que tiveram comigo nesses dois anos debatendo, orientando e até discordando; a democracia é mesmo assim, feito muito das vezes de divergências, mas tudo com vontade de acertar, de fazer o melhor pela população da qual nós políticos somos representantes”, pontuou.

Na reunião Ronaldo Correia lembrou de várias discussões que travou com colegas para defender seu posicionamento pessoal e político.

“Algumas discussões foram até acaloradas, mas sempre com respeito”, lembrou. Se errei ou se falhei com algum colega, com algum funcionário ou com qualquer pessoa que frequentou nossas reuniões, peço desculpas”, prosseguiu.

Ronaldo Correia também se emocionou ao abordar o fechamento do Hospital Maria Moreira Lisboa.

“O meu plano de saúde também é o SUS e qualquer um de nós pode, a qualquer momento, precisar de atendimento, sem contar que esse hospital faz parte da história de todos nós”, finalizou.

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De lá Maria Pinheiro está aplaudindo sua neta, que é “impávida que nem Muhammad Ali”

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Eu me lembro como se fosse hoje.

Ainda numa maca no corredor do Hospital Municipal de Teixeira de Freitas, quando retornou do último AVC, minha mãe, Maria Pinheiro, que há seis anos não mais está neste plano, disse que não queria ter voltado.

Ao recobrar a consciência e perceber que estava viva, ela desapontou-se, descrevendo aquele mundo onde estivera por algumas horas como um lugar harmonioso, de luz, de serenidade e de uma beleza exuberante. Falou das plumas que a envolviam, dando-lhe proteção e também que lá não habitava o sofrimento, a ansiedade, a depressão ou quaisquer outros males da alma.

Imagino que um anjo deva ter recebido minha mãe com luzes serenas e que mãos poderosas a envolveram durante todo o período que aqui ela se manteve desacordada.

Nos 80 anos que por aqui esteve, Maria Pinheiro valsou embalada pela vontade e ternura de viver e enfrentou o mundo com dignidade e força para ser o pai e a mãe dos nove filhos que criou. Autodidata, ela aprendeu a ler, a escrever e ensinou aos filhos o valor da simplicidade das coisas.

Cresci vivenciando a batalha diária que a minha mãe travava para nos manter e nos educar. E esses laços invencíveis, guardados no inconsciente, os quais unem eu e minha mãe além da vida, fiz questão de transferir aos descendentes que decidiram seguir os passos que com ela aprendi. Entre os descendentes está a minha primogênita, “impávida que nem Muhammad Ali, apaixonadamente como Peri e infalível como Bruce Lee”.

E sei que neste dia 12 de dezembro, lá do reino sereno e poderoso que minha mãe tão perfeitamente descreveu quando retornou daquele AVC está Maria Pinheiro, de pé, aplaudindo a sua neta Thathira Mickaelle, que acaba de apresentar o trabalho final do curso de direito na Faculdade Pitágoras.

[Crônica de Edelvânio Pinheiro]

Foto: Thathira Mickaelle com os professores Caike Gama, Luciano Porto e Gilleard Pádua, durante apresentação do TCC.

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