Connect with us

Destaque HOME

EIBU resiste apesar de Zulma Pinheiro e seus irmãos tratarem com descaso a cultura e a arte em Itanhém

Edelvânio Pinheiro

Publicado

em

Mais que tratar as manifestações artísticas e culturais de Itanhém com descaso, a atual administração, conduzida por Zulma Pinheiro e seus irmãos, ignora toda e qualquer iniciativa de caráter cultural e artístico.

A maior prova disso é o abandono em que se encontra a Casa da Cultura, que, nesta gestão, se transformou num mero recinto para reuniões. Ela está longe do espaço cultural que foi no passado, com todas as deficiências próprias daqueles inícios, com exposições artísticas, shows antológicos e muito mais.

As cinco edições da chamada Janela Cultural foram realizadas lá, bem como encenações teatrais, shows de ClauduArte Sá e Xangai. O poeta Zarfeg volta e meia ocupava aquele espaço com mostras e performances poéticas e culturais, que simplesmente deixaram de acontecer. Ou foram ignoradas ou proibidas. A placa com texto do poeta itanheense foi retirada da Casa da Cultura no segundo dia do atual mandato da prefeita Zulma Pinheiro.

“Soube que retiraram a placa porque o texto, inscrito nela, fazia referência pouco meritosa às gestões passadas, como a de Manoel Batista e Gedeon Botelho, que nunca levaram a questão cultural a sério”, informa Zarfeg, que ainda espera ver a placa de volta às paredes do espaço cultural.

Em outros tempos de saudosa memória foram realizadas, com sucesso, três edições da chamada Festa de Integração dos Itanheenses Ausentes e Amigos (FITA), que como o EIBU acontecia a cada dois anos, sempre em ano ímpar.

O Encontro Irmanado de Batinguenses e Umburanenses (EIBU) acaba de realizar sua 24ª edição, sempre em ano par, pelo que a organização deve ser aplaudida por seu empenho e coragem nestes tempos difíceis.

O evento, mais musical que cultural, já virou tradição e tem sua importância, especialmente num momento em que, em Itanhém, as manifestações culturais e artísticas são solenemente ignoradas pela prefeitura. O município, pasmem, não tem sequer diretor de cultura.

Para piorar, a Câmara Municipal abona o descaso cultural e promove o seu próprio desserviço com o entra e sai do presidente Sasdelli Resende, que em um ano à frente da mesa diretora não foi capaz de conceder um título de cidadão honorário a ninguém, nem uma medalha Eloino Moreira Lisboa, nem tampouco uma simples Moção de Congratulação ou Aplauso.

Se não fosse por iniciativa do poeta Almir Zarfeg, os 100 anos da chegada da Família Resende a Itanhém, com certeza, passariam batidos. Ignorados pelo Executivo e pelo Legislativo, que tem à frente da mesa diretora, pasmem, um Resende!

Mas o importante é que, mais uma vez, o EIBU foi realizado graças aos esforços de Zé Maria e com apoio público e privado. A prefeita Zulma Pinheiro apareceu, não discursou, para não ser vaiada e teve que escutar do trio elétrico Os Manguaceiros que Mildson Medeiros será o prefeito de Itanhém.

Veja aqui a placa zarfeguiana retirada da Casa da Cultura de Itanhém.