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Eleger novos nomes é condição sine qua non para que itanhém volte a sorrir

Edelvânio Pinheiro

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[Por Elizeu Binas*] Em ano de eleições municipais os ânimos se afloram como de costume e, em Itanhém, no extremo sul da Bahia, não é diferente, aliás, os ânimos por aqui estão agitados desde as últimas eleições. A guerra política neste final de jogo está mais aguçada do que nunca; é como se fosse uma gincana cultural com duas equipes apenas e ambas com chances reais de vencer o jogo. Se isso é bom ou ruim cada um que faça seu julgamento.

Nestes três anos e oito meses é de entendimento de todos que racionalmente opinam sobre questões político-administrativas do município de Itanhém, que a atual gestão, com base em números, objetivamente, sob qualquer ótica, é a pior que já se viu nos 62 anos de história que serão completados no próximo dia 14 de agosto.

O grande fato é que não há espaço para o desenvolvimento do nosso município sem que haja uma mudança estrutural da administração executiva e legislativa. Isso é fundamental. Mudar os velhos e dá chance ao novo, oxigenar, trazer ideias, reformular conceitos e construir um grande plano de desenvolvimento. Grande plano em um município tão pequeno, com pouco mais de 19 mil habitantes? Sim. Um plano do tamanho da história de Água Preta, da qual me orgulho dizer que meu bisavô, Simplício Binas, ajudou a construí-la no ano de 1924.

Para que Itanhém volte a sorrir é condição sine qua non eleger novos nomes, nomes que de fato tenham DNA de Itanhém, que conheça nossa gente, nossa história, nossos problemas, e que, acima de tudo, tenham como propósito principal o ideal de novos tempos para nossa querida terra. Para que isso aconteça é preciso que a sociedade itanheense compreenda o seu papel e, depois disso, como cidadãos comprometidos, não hesitem em buscar no novo a mudança que tanto queremos e precisamos.

Quem não se lembra do Projeto de Lei nº 198 que passou pela Câmara de Vereadores de Itahém? A lei aprovada quase tão rápida quanto levada à sanção da prefeita Zulma Pinheiro, que deu direito a ela e seu vice-prefeito, vereadores e secretários municipais de receberem 13º e férias, foi adequadamente apelidada pelo portal Água Preta News de ‘Usain Bolt’. Talvez esse seja o ápice de um projeto maligno de poder que continua sugando a esperança do nosso povo e freando o desenvolvimento desta querida terra, um projeto onde o fisiologismo é o principal plano de governo; fisiologismo que, de acordo com o discurso de posse do dia 1º de janeiro de 2017 não teria espaço. E, como o tempo cuidou de mostrar, o frágil povo itanheense foi enganado novamente.

Quem não se lembra dos inúmeros casos de omissão de atendimento médico-hispitalar? Poderia enumerar cada caso denunciado, um mais grave que o outro e todos praticados por uma gestão que sempre se intitulou a mãe da saúde. São muitos mandos e desmandos, um pior que o outro.

Precisamos de consenso, sem essa polarização estéril, para que Itanhém entre nos trilhos da retomada do crescimento. Por isso de novo defendo um plano de desenvolvimento municipal que atenda aos anseios do município e não de uma família com sede de poder e dinheiro. Pois, só assim vamos nos livrar dessa condição de dependência, subserviência e dos modelos de governo ditatoriais e opressores que ainda imperam por aqui.

A legislatura dada pelo povo, legitimamente por meio do democrático voto direto é usurpado, tornando-se tempo para que família e amigos usem suas prerrogativas administrativas para, ilícita e imoralmente, prosperarem à custa do sofrimento de todos, especialmente dos mais necessitados. Prometeram acabar com os favores pessoais, com o toma lá dá cá, mas o povo, na verdade, foi enganado de novo. Mas era fácil perceber que jamais eles acabariam com essa velha política de favores porque eles são o retrato fidedigno do fisiologismo, resquício do coronelismo.

Poderíamos também citar as ações judiciais movidas em face dos ‘mamadores’ do governo municipal ao longo da nossa história, casos de nepotismo, uso do bem público em proveito próprio, perseguições políticas e muitas outras situações indesejáveis.

Nossos jovens, tão inteligentes, cheios de vontade de fazer e contribuir com nossa história, agora estão desacreditados e a eles não resta rezar a cartilha do êxodo para a Europa, Estados Unidos ou para grandes centros do nosso país.

Se me permite, aqui vai um puxão de orelha travestido de conselho: no geral, a gente costuma votar em pessoas e não em ideias. O certo seria em pessoas que representam ideias. Na eleição é preciso pelo menos dois motivos essenciais para o voto; o primeiro é estar atento às propostas dos candidatos e nos seus comportamentos, depois é preciso perceber se, de fato, o candidato tem mesmo foco na saúde, na educação, no emprego e renda e no desenvolvimento para população que perece de tudo isso.

E, assim, devemos permanecer lutando para que Itanhém comece de uma vez por todas a sorrir.

*Elizeu Binas é barachel em direito