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Em tempos de crise não se fazem mais Destaques Empresariais como antigamente

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A CDL de Itanhém, em parceria com o Sebrae, acaba de realizar a 19ª edição do Destaque Empresarial, evento que, na cidade, é chamado exageradamente de “Oscar” do comércio local.

Realmente, à maneira da festa hollywoodiana, as pessoas aproveitam para exibir o que têm de melhor em termos de moda e de ego. Cada um tenta se superar no glamour. Viva o orgulho água-pretense!

Por outro lado, os empreendedores da indústria, do comércio e da prestação de serviços recebem um belo certificado por, teoricamente, terem se destacado no ano anterior.

Essa 19ª edição, portanto, não foi diferente…

Todos apareceram e brilharam. A presidente da CDL Thauane Avelar, a prefeita Zulma Pinheiro, o vereador Sasdelli Resende, o coordenador do Sebrae Alex Brito, enfim, todo mundo teve seu minuto de fama e de brilho.

Merecidamente, a doutora Kerry Anne recebeu o 15º Destaque Empresarial de sua vida. Poeticamente, o colega jornalista Almir Zarfeg fez parte da mesa reservada à Câmara Municipal, a convite do presidente. Estrategicamente, o secretário da Educação Álvaro Pinheiro deu as caras por exatos 15 minutos na festa de gala e saiu de fininho.

O ex-prefeito Bentivi, eleito melhor bancário, foi efusivamente aplaudido por todos e todas. E Willerman Gundin – aquele que foi expulso da sessão ordinária (bota ordinária nisso) da Câmara Municipal – recebeu seu diploma de melhor vendedor de gado acompanhado de Mildson Medeiros. Nem preciso dizer que o público foi ao delírio.

Antes que me esqueça, a decoração estava insuperável, graças ao talento de Nidinho Eventos, que também teve seus minutinhos de glória.

Chovia bastante, mas não a ponto de atrapalhar o vaivém das pessoas e a elegância das senhoras e dos senhores.

Mas, ainda assim, aqui e ali, à boca pequena, as pessoas reclamavam. Reclamar faz parte da natureza humana. Eu diria até que esse verbinho chato está impresso no DNA de cada um de nós desde sempre. E, realmente, uma coisa ou outra não ia bem ou a contento, como diria o analista de Bagé!

Quem sabe a crise econômica que enforca o comércio itanheense, não é mesmo? Saulo Cacique, por exemplo, teve que repassar a Mecanon a terceiros e apareceu apenas para ser merecidamente homenageado. Everaldo Pires (da Economia du Lar) deve seguir o exemplo daquele.

Um senhor cujo nome me reservo o direito de não dizer aqui reclamava, à boca grande, da qualidade da banda Vera Cruz, que, segundo ele, deixou o gênero de sua predileção de lado: o forró!

Em tempos de crise, na política e no comércio, não se fazem mais Destaques Empresariais como antigamente!

Por Edelvânio Pinheiro. FOTO: ItanhémFest

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Zarfeg comenta “Um dia de chuva e outros poemas de amor”, novo livro de Maurício Novais

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Como ser original, a essa altura do campeonato, falando de amor? Como ser original – aumentemos o grau de exigência – poetando o amor? Maurício Novais tenta no seu mais novo livro “Um dia de chuva e outros poemas de amor”, que sai pelo Grupo Multifoco.

Maurício é autor também dos livros “Não estamos interessados” (poemas), “Um crime passional” (romance) e “O maravilhoso mundo de Alice” (infantojuvenil).

Não há nenhuma dúvida de que este novo livro é superior (muito superior) àquele de 2008, até porque, de lá para cá, se passaram dez longos anos e Maurício cresceu intelectual e literariamente, experimentando outros gêneros textuais, enfim, amadurecendo enquanto pessoa e artista.

O autor imaturo de “Não estamos interessados”, portanto, deu lugar ao poeta cheio de boas intenções, sobretudo amorosas, que acaba de apresentar o novíssimo título. Digo isso por conhecimento de causa porque li os dois livros e, assim, tirei minhas conclusões que, ora, compartilho com os leitores deste portal água-pretense.

Se, por um lado, o amadurecimento poético de Maurício é visível; por outro lado, infelizmente, ele não consegue satisfazer o leitor mais exigente em termos literários e, mesmo, linguísticos. Quase sempre em 1ª pessoa, o poeta narra uma série de (des)encontros amorosos, passa em revista um sem-número de situações sentimentais e, em todas elas, o eu lírico se frustra na busca da musa.

A chuva, pasmem, que poderia facilitar o tão sonhado encontro com o amor, acaba tornando o objeto amado ainda mais escorregadio e, isso mesmo, inatingível.

Essa busca, que também é feita de linguagem, se dá de maneira discursiva e em versos livres, com o poeta abusando de uma retórica empolada e artificial que, em vez de ajudar, dificulta a missão a que ele se propôs: a realização amorosa. Encontro mesmo só de almas ou, no máximo, de digitais num belo sonho de verão.

Se o discurso não flui, a culpa é das escolhas do poeta que envolvem n fatores: desde o ritmo aplicado ao texto até o emprego desta ou daquela marca verbal. O uso da ênclise e da mesóclise, por exemplo, se revela um equívoco tamanho. O prejuízo não é apenas com a eufonia, mas também com o ritmo dos versos. Os textos “Tear”, “Gozo” e “Amo-te” comprovam isso.

No entanto, ainda assim, o eu lírico consegue arrebatar o leitor mais inocente pelo tom sofredor e digno de compaixão. Já os leitores mais experimentados vão encontrar alguns bons versos em Revolução, Céu turquesa, Mulher barroca (soneto), Digitais, Bordas do caminho, Protesto e… Riacho, certamente, o melhor poema da seleção.

“Soneto de decepção” também constitui um feliz achado no meio das dezenas de poemas que, de tão puros, estão mais para Álvares de Azevedo do que para Castro Alves. O mesmo, contudo, não se pode dizer da fluência deles aquém da dos poetas românticos em questão.

Nesses casos, é sempre recomendável escutar o conselho de Mário Quintana: libertar os pássaros! Destravar os poemas!

[Por Almir Zarfeg. Foto de Capa: Maurício recebendo Prêmio Castro Alves de Literatura 2018 pela crônica “A bailarina”]

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Gedeon Botelho, grande nome da política itanheense, faria 89 anos nesta quinta (22)

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Morto em 2015, Gedeon Botelho será sempre lembrado como um dos grandes nomes da política itanheense. Em 2020, na celebração dos 90 anos dele, o município de Itanhém deverá prestar uma homenagem justa àquele que comandou o Executivo local em três oportunidades, além de ter sido vereador na primeira e pioneira legislatura (1959/1962).

Improvável é citar Gedeon Botelho e não mencionar o nome de Sady Teixeira Lisboa (STL), outro homem público itanheense de coração que, além de ter liderado todo o processo emancipatório, foi eleito prefeito duas vezes e vereador também em duas ocasiões, uma das quais quando Itanhém era distrito subordinado à prefeitura de Alcobaça (1954/1958).

“Em 2020, STL estará completando 110 anos de nascimento e, claro, vamos homenagear o homem e sua obra”, disse Almir Zarfeg, poeta e jornalista itanheense que escreveu “Tecelão de ditos e feitos”, livro-reportagem dedicado ao centenário de nascimento do empresário e político, celebrado em 2010.

Como Sady é patrono da Cadeira 01 da Academia Teixeirense de Letras (ATL), da qual Zarfeg é titular, a primeira sessão solene de 2020 será dedicada à memória dele. Além disso, Zarfeg promete uma 2ª edição revista e ampliada de “Tecelão de ditos e feitos”.

Mas tanto Sady Teixeira quanto Gedeon Botelho merecem ser homenageados por tudo que fizeram por Itanhém. A coincidência das datas redondas (110 e 90 anos, respectivamente) reforça ainda mais essa necessidade.

Sem serem de Itanhém, eles fizeram história e, por isso, precisam ser lembrados e homenageados. Sady é natural de Almenara e Gedeon de Joaíma, ambas cidades localizadas no baixo Jequitinhonha.

“Sady foi um líder carismático e dinâmico. Gedeon não era carismático, mas um articulador talentoso. Sempre foram adversários políticos e esses caracteres dizem muito da natureza das lideranças políticas itanheenses”, argumenta Zarfeg.

Para ele, os ex-prefeitos Oséas Moreira e Milton Guimarães foram carismáticos, ao contrário, por exemplo, dos Pinheiros, cujo perfil é centralizador e arrogante. Isso vale também para Manoel Batista.

“O ideal é juntar carisma com competência, mas aí são outros quinhentos. O certo é que tivemos gestões irregulares nesses 61 anos de emancipação política. Pensemos nos governos de Jota Pires e Edmo Afonso e, assim, teremos uma noção do abismo”, concluiu Zarfeg.

[Por Edelvânio Pinheiro. FOTO: Gedeon Botelho, Sady Teixeira, Jota Pires. Bentivi, Oséas, Neco e Zulma]

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Enelita Freitas autografa novo livro e oficializa candidatura à Cadeira 37 da Academia Teixeirense de Letras

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A professora e escritora Enelita Freitas autografou na noite desta quarta-feira (21), no auditório do Campus X da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), o livro infantil “O voo de Marita”.

O livro – que dá seguimento às aventuras da garotinha levada em “Os sonhos de Marita” – sai pela Editora Casa Flutuante e tem ilustrações de Inês Quintanilha.

O lançamento teve direito à dança com Wellen Pires e Ana Clara Duarte, da Escola de Música Villa Lobos, e à apresentação musical pelo grupo da oficina Rodopiando na Cultura Popular, da UATI/CEVITI. Teve também sorteio de livros e chá com quitutes servido ao final. A mestre de cerimônia foi a professora Marinêz José de Souza França.

Marcaram presença no evento literário Ariosvaldo Gomes (diretor do Campus X), Josinéa Amparo Rocha (chefe do Colegiado de Letras), Almir Zarfeg (presidente da Academia Teixeirense de Letras) e os acadêmicos e poetas Erivan Santana e Castro Rosas, dentre outros.

Após as apresentações e falas, Enelita Freitas autografou sua mais nova criação para dezenas de pessoas, numa demonstração do prestígio da escritora na cidade e da admiração que muitos nutrem por ela.

Na oportunidade, aproveitando-se da presença do poeta e presidente da Academia Teixeirense de Letras (ATL), Almir Zarfeg, a autora oficializou sua candidatura à Cadeira 37 da instituição literária.

Enelita Freitas é professora aposentada de literatura brasileira do Departamento de Letras da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), tendo sido diretora reeleita dessa instituição. Ela escreveu os livros “Rituais do boi nos espaços da oralidade e da escrita” (sua dissertação de mestrado), “Os sonhos de Marita” e, agora, “O voo de Marita”. Também participou de publicações dirigidas à análise textual.

“Um lançamento maravilhoso que está fadado a ficar, para sempre, na memória de quem compareceu e prestigiou”, disse Zarfeg à reportagem do portal.

Sobre as trovas zarfeguianas para Marita aqui.

[Por Edelvânio Pinheiro]

Enelita Freitas se candidata à Cadeira 37 da ATL

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