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Enelita Freitas dedica resenha à obra “Crônicas Abrilenses & outros escritos”, de Wilton Soares

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A professora e escritora Enelita Freitas acaba de resenhar a obra de estreia do professor e sociólogo Wilton Soares. Trata-se de um livro de crônicas publicado pela Editora PerSe e que ganhou sessão de autógrafos, no último mês de maio, em Dois de Abril/MG, onde o autor vive há quase trinta anos. Wilton, diga-se de passagem, é natural de Itanhém/BA.

Com vocês, em primeira mão, a resenha da autora de “O voo de Marita”, dentre outros títulos:

Acordei antes das 06h, com o sinal de uma mensagem chegada pelo whatsApp. Havia me esquecido de silenciar o aparelho. Aproveitei para concluir a leitura do livro “Crônicas Abrilenses & outros escritos”, de Wilton Soares.

Devo dizer que a cada crônica lida aumentava meu interesse pela leitura, tal o envolvimento que o autor demonstra ter com a Vila de Dois de Abril e seus moradores…, sendo notório o olhar atento de Wilton Soares sobre as pessoas e os acontecimentos locais, como convém a um sociólogo. Todavia arrisco afirmar que sua formação acadêmica parece não ser o principal fator responsável pela escritura dessa obra. É evidente que um sociólogo converge seus estudos para as relações sociais, mas creio que a isso se soma, com muito maior peso, o jeitode ser de Wilton, que, mesmo tendo vivido em um grande centro e feito um curso superior numa Universidade Federal renomada, não perdeu seu lado interiorano, que o faz olhar o mundo e as pessoas de maneira bem próxima e familiar.

Dotado de uma memória digna de louvor, a ela associa a capacidade de participar do dia a dia de uma vila com todos os aspectos que a ela são peculiares. E um terceiro fator que contribuiu para que as Crônicas Abrilenses viessem a lume foi a aproximação de Wilton com os moradores mais antigos e sua crença no poder da oralidade. Ele se vale da história oral para recompor uma história que poderia até parecer esquecida pelos mais velhos e nunca ouvida pelos mais novos e que, agora registrada nessa obra, não poderá jamais se apagar.

É ouvindo causos e presenciando acontecimentos que Wilton se mostra um exímio narrador de histórias. Suas crônicas, revestidas de simplicidade, vão dos espaços físicos aos espaços das relações humanas, revelando o viver em sociedade dos moradores da Vila de Dois de Abril, a “Vila dos Mortos” e “Vila dos Vivos”. Conhece todas as pessoas pelos nomes, apelidos, filiação, características e costumes. No seu trânsito pelo poder legislativo, Cartório do Registro Civil, sala de aula, Direção de Escola, barzinhos, botecos e campo de baba, trava conhecimento com essas pessoas e, ao escrever as crônicas, faz com que todas elas desfilemtextualizadas na obra, tornando-as, além de “personagens” das narrativas, muito familiares ao leitor.

Penso que não será exagero imaginar que os habitantes de Dois de Abril sentiram-se homenagados ao se verem retratados nos escritos de Wilton e, sobretudo, por se constituírem a mola propulsora da engrenagem que moveu a tessitura dessa obra.

Wilton, ao falar de sua vida pessoal, transcrevendo fragmentos das cartas trocadas com sua hoje esposa Marilândia, dá um testemunho da grandeza do amor entre os dois, que, com certeza, tem sido o alicerce para o casamento sólido e duradouro.

Contos Abrilenses& outros escritos vai além da Vila de Dois de Abril. Navegando nas águas do rio Jucuruçu ganha o território do Extremo Sul da Bahia, de onde também tira algumas importantes passagens da vida do autor, as quais possibilitam reacender a chama da memória dos que com ele conviveram às margens do Água Preta.

Parabéns, Wilton! Bem-vindo ao mundo das Letras!

Foto de Capa: Enelita Freitas autografando “Padre José, um homem singular e plural” em 2014

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Inspirado em Sasdelli, Álvaro Pinheiro aparece com a mão na vassoura

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O vereador Sasdelli Resende virou motivo de chacota após ser fotografado fazendo poses com uma enxada, em diversas situações, para ganhar a simpatia das pessoas. Deu-se exatamente o contrário.

Ele tentou até comer o pão que o diabo amassou, com Coca-Cola, durante a construção da Praça da Liberdade, mas seu prestígio continua abaixo de um traço no Ibope local.

Mas, pelo visto, o presidente da Câmara faz história em Itanhém. Álvaro Pinheiro, secretário da Educação e irmão da prefeita, que o diga.

Ele foi visto – e fotografado – de posse de uma vassoura em Santa Rita do Planalto varrendo um trecho do calçamento que acabara de ser concluído. Pavimentação, aliás, bancada com recursos do governo do estado.

Como não está em condições de enfrentar o cabo de uma enxada ou enxadão, Álvaro vai mesmo de vassourinha. Como o instrumento de limpeza não limpa nada, porque tudo está impregnado de sujeira nesta gestão, ele serviu pelo menos para inspirar esta crônica. E virar objeto da gozação nas redes sociais.

Mas o irmão da prefeita Zulma Pinheiro não tem nada de inocente. Ele conhece o fascínio que a vassoura exerce sobre os políticos, como Jânio Quadros, que se elegeu presidente em 1960 apelando para o poder mágico e demagógico da vassoura. Em Itanhém, durante a disputa Edmo Afonso, o Edinho e Eloíno Lisboa, também na década de 60, a vassoura fez a alegria dos eleitores. Sem contar que, historicamente, o utensílio doméstico já nasceu com o pé na bruxaria.

Que a vassoura tem história, ninguém duvida. No sul do estado fluminense ela deu nome a um município importante – Vassouras.  A pergunta é: será que, a esta altura dos acontecimentos, ela vai ajudar a fracassada administração Álvaro-Zulma-Newton Pinheiro?

Sasdelli tentou a enxada e se deu mal. Álvaro, com certeza, vai fracassar com a vassoura. Porque os itanheenses não estão dispostos a se deixar enganar por essas imagens bucólicas, mas repletas de maldade.

Durante as últimas eleições municipais, o mesmo Álvaro que hoje aparece varrendo calçamento adentrava as casas dos itanheenses, aparentemente necessitado de cuidados, se deitava e descansava. Essa postura acabou sensibilizando a opinião pública. Passadas as eleições, Álvaro nunca mais foi visto descansando em sofá alheio. Enfim, tudo encenação e marketing.

Veremos até onde a encenação da vassoura vai e quanto tempo vai durar. Quem viver verá!

Certo é que, além de Sasdelli e Álvaro, a prefeita Zulma e o vereador Ronaldo já andaram exibindo manilhas e tijolos por aí.

Presidente da Câmara, Sasdelli Resende.
Prefeita de Itanhém, Zulma Pinheiro.
Ex-presidente da Câmara, Ronaldo Correia.

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Livro em homenagem a Guimarães Rosa garante troféus aos organizadores; Zarfeg é um dos coautores

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Organizado por Toni Ramos Gonçalves e Arnaldo de Souza Ribeiro, o livro “O que a vida quer da gente é coragem” homenageou o 110º aniversário do escritor mineiro João Guimarães Rosa, celebrado em 2018.

A obra reuniu textos em verso e prosa de dezenas de escritores brasileiros que, convidados, enviaram suas colaborações. O poeta e jornalista Almir Zarfeg, por exemplo, participou com a crônica “Receita rosiana”.

Pelo tributo ao escritor mineiro, os organizadores da coletânea foram indicados ao Troféu Capitão-Médico João Guimarães Rosa, concedido pela Academia de Letras João Guimarães Rosa (ALJGR/PMMG), que é formado por membros da Polícia Militar de Minas Gerais.

A entrega da honraria aconteceu na última terça-feira (19), em praça batizada com o nome do autor de “Sagarana” e “Grande Sertão: Veredas”, no bairro Cidade Nova, na capital mineira, quando foram lembrados os 52 anos da morte de Guimarães Rosa. Também receberam os troféus a professora Ana Cláudia Santos, o deputado federal Patrus Ananias de Souza e o coronel PM Gianfranco Caiafa, dentre outros.

O evento solene – prestigiado por autoridades civis e militares e demais convidados – teve o apoio do Clube dos Oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros Militares.

O “Troféu Capitão-Médico João Guimarães Rosa” é uma homenagem ao chamado Patrono-Príncipe da Academia da PMMG e, ao mesmo tempo, um instrumento para premiar as pessoas que destacam e elevam o nome do escritor mineiro.

O interessante é que, graças à homenagem, ficou conhecida uma faceta da vida de Guimarães Rosa que poucos conhecem: sua carreira como capitão-médico. Pois ele serviu como médico voluntário da Força Pública, em 1932, durante a Revolução Constitucionalista. Rosa ainda atuou como oficial médico no 9º Batalhão de Infantaria em Barbacena/MG.

O escritor, que também foi diplomata, morreu em 19 de novembro de 1967, aos 59 anos, três dias após ser empossado na Academia Brasileira de Letras.

Mais sobre o livro “O que a vida quer da gente é coragem” aqui:

Foto da capa: Toni Ramos e Arnaldo Ribeiro foram homenageados com troféus.

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Zulma Pinheiro conseguiu a proeza de decepcionar até os eleitores fanáticos de seu pai

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A população do município de Itanhém, inclusive das vilas, distritos e zona rural está profundamente decepcionada com a prefeita Zulma Pinheiro (MDB). Ela conseguiu a proeza de fazer com que até os eleitores fanáticos de seu pai – o ex-prefeito por dois mandatos, Manoel Batista dos Santos, o Neco Batista – perdessem a esperança pela continuidade do sucesso político da família dela.

Comandada pelos irmãos, que ocupam pelo menos três importantes secretarias, a administração municipal, no geral, só reuniu fracassos até agora e há quem diga que o grupo político deles não terá coragem de vir para a reeleição.

A saúde e a assistência social foram os temas mais abordados durante as três campanhas que Zulma Pinheiro disputou. Em duas ocasiões ela foi derrotada por Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB) e, nesta última, com uma quantidade de voto considerada pequena, derrotou Mildson Medeiros (PSD) que, na atualidade, é considerado a maior liderança política do município, com capacidade real de derrotar o grupo político da prefeita.

A um ano de encerrar seu mandato, Zulma Pinheiro não conseguiu ser a “mãe da saúde e da assistência social”, como se propôs sê-lo antes de ocupar o maior cargo político de Itanhém.

Na imprensa, nas redes sociais e em conversas entre amigos, relatos de decepção com a administração de Zulma Pinheiro domina o assunto político e cada instante se ouve falar de mais um aliado que, decepcionado, abandonou o barco da prefeita e seus irmãos, que querem governar sozinhos com mão de ferro os destinos do município de Itanhém.

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