Connect with us

News

Entenda a gravidade do acidente de Toko Ostentação e como deve ser o seu tratamento

Edelvânio Pinheiro

Publicado

em

O funcionário da Prefeitura de Itanhém, Givanildo Sousa Correia, o Toko Ostentação, de 41 anos, que foi vítima de acidente de trânsito na noite deste sábado (23), passou por uma cirurgia provisória, no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas, para controlar os danos ortopédicos causados em sua perna direita.

De acordo com o site Medeiros Dia Dia, o funcionário público pilotava uma moto NXR Bros, cor laranja, na contramão, na Avenida Maria Moreira Lisboa e bateu em uma CG Titan, de características não anotadas, no cruzamento com a Rua Dom Pedro II, no Bairro São João. Ainda de acordo com o site, o outro homem que se envolveu no acidente teve apenas ferimentos leves.

Toko Ostentação teve politraumatismo na perna direita, com fratura da diáfise da tíbia, que é mais ou menos o meio daquele osso longo que vai do tornozelo ao joelho. Em acidentes de trânsito como o que ocorreu, esse osso é constantemente afetado em razão da alta energia envolvida nesses casos e cerca de 40% das fraturas nesse osso são expostas. Além da tíbia, ele fraturou um dos dedos e teve perca óssea também.

Acidente provocou politraumatismo na perna direita de Toko Ostentação.

Até agora, no Hospital Municipal de Teixeira de Freitas Toko Ostentação foi submetido a tratamento cirúrgico de emergência, com colocação de fixador externo para controle de danos na tíbia.

Embora alguns desavisados, aliados da prefeita Zulma Pinheiro (MDB), tenham publicado nas redes sociais que Toko Ostenteção havia feito cirurgia e que já estava se recuperando, o caminho para o tratamento dele pode ser muito longo. O que se fez até agora, na verdade, foi apenas a primeira etapa, que é classificada como operação abreviada, para controle temporário da hemorragia e para uso do fixador externo.

Risco de infecção

Fraturas expostas como esta de Toko Ostentação corre sério risco de infecção. Entre outros fatores a contaminação depende da quantidade de tecido que ficou sem vida em razão do trauma causado no acidente.

Para melhor direcionar o tratamento de fraturas expostas, a medicina estabelece uma classificação chamada de Gustilo, que considera o tamanho do ferimento, a contaminação e a perca de tecido e osso. No caso do acidente do funcionário da Prefeitura de Itanhém, essa classificação é do tipo III B, que ocorre quando o ferimento é maior do que 10 centímetros, quando há contaminação, grave lesão dos tecidos moles e imagens de fraturas multifragmentadas e, além disso, quando não é possível recobrir o osso com partes moles viáveis.

Toko Ostentação minutos antes do acidente.