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Entenda porque empresário denunciou Sasdelli Resende à Câmara de Itanhém

Edelvânio Pinheiro

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Uma denúncia gravíssima contra o presidente afastado da Câmara de Itanhém, Sasdelli Resende (PSDB), foi apresentada ao Legislativo itanheense, no final da tarde desta segunda-feira (30), pelo empresário e suplente de vereador Anderson Santos de Sousa, o Bara.

Na denúncia, o suplente aponta irregularidades em licitações do Legislativo Municipal para beneficiar empresas de irmãos do ex-presidente Ronaldo Correia (PcdoB). Na maioria dos casos, nos processos licitatórios, de acordo com a denúncia, existem ausências de justificativa de preço, de motivação da despesa e até de cotações minímas para se formar o preço médio nas licitações.

Um dos irmãos do ex-presidente Ronaldo Correia, citado na denúncia, é o empresário Renato Medeiros Correia, que ocupou a função de controlador interno da Câmara Municipal tanto na gestão do irmão quanto na gestão de Sasdelli Resende. Segundo a denúncia, mesmo sendo fornecedor da Câmara de Vereadores era Renato Correia que controlava as publicações do Diário Oficial.

“De fato, referida pessoa [Renato Correia], com o beneplácito do denunciado [Sasdelli Resende] vinha realizando as publicações do Diário oficial, utilizando senha e seu próprio nome como usuário”, diz a denúncia.

Há ainda na denúncia suspeita de que a assinatura de sócios de pelo menos uma empresa da cidade de Teixeira de Freitas tenha sido falsificada. Para tanto, a denúncia mostra documento com assinatura em pregões desta empresa com a prefeitura de Teixeira de Freitas, que seria original, e assinatura desta mesma empresa com pregões na Câmara de Itanhém, que seria falsificada.

A denuncia também fala em gastos que seriam exorbitantes. Entre os valores altos de compras feitas pela Câmara de Itanhém está o consumo de combustível e o gasto com supermercado. No último mês de dezembro, por exemplo, a Câmara Municipal gastou mais de R$ 7 mil em combustível e mais de  R$ 4 mil e 900 em gêneros de supermercado.

A denúncia foi protocolada por volta das 16 horas, assim, o atual presidente Deilton Porto, o Caboquinho (DEM), deixou de ter prerrogativa regimental para colocar em pauta na sessão desta segunda-feira. Mesmo assim ele tentou, através de um requerimento verbal, inserir a denúncia na pauta, que acabou não sendo aceita pelos vereadores Audrey Correia (PR), Marcos Villas Boas (PSB), Valdemar Oliveira (PT), Ronaldo Correia e pelo próprio acusado.

A matéria deve ser colocada para apreciação na próxima sessão do dia 6, se não houver nenhuma estratégia para derrubar o quórum.

Para instaurar uma comissão processante, como quer o suplente de vereador Anderson Santos de Sousa, é necessário apenas a maioria simples, isto é, a metade dos presentes mais um. Desta forma: se comparecerem nove ou oito vereadores, apenas cinco são necessários para autorizar ou não a criação da comissão processante, se comparecerem sete ou seis, quatro decidem, se comparecerem cinco, três são suficientes.

Procurado pelo Água Preta News, Sasdelli Resende disse que estava em um distrito, mas que tinha algo a dizer sobre a denúncia contra ele. Renato Correia garantiu que não praticou nenhuma irregularidade e que não tem nada a esconder. Já Ronaldo Correia não retornou a mensagem do portal de notícias.

FOTO: Vereador Sasdelli Resende e o suplente de vereador Anderson Santos, o Bara.