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Entenda porque ‘solidariedade’ e ‘desumanidade’ foram os sentimentos que marcaram o ano de 2017 em Itanhém

Edelvânio Pinheiro

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Dois sentimentos apostos marcaram o ano de 2017 em Itanhém: ‘solidariedade’ e ‘desumanidade’.

Pessoas comuns, políticos e até uma associação de bairro se uniram para arrecadar alimentos e construir a casa de Laurita Gomes dos Santos, dona Lora, de 60 anos, que morava em uma casa de adobrão e coberta com telhas de amianto, no bairro Monte Santo.

Dona Lora inicialmente enviou uma carta para o Água Preta News, pedindo ajuda à população, onde relatava que a maioria das vezes dormia sem comer.

Casa de dona Lora está sendo construída.

No mesmo dia da publicação da reportagem, pessoas sensibilizadas foram a casa dela e doaram alimentos. No dia seguinte, um grupo de voluntários arrecadou alimentos de pessoas que colaboraram através dos grupos de WhatsApp. Itanheenses que moram nos Estados Unidos e na Europa também doaram remédios, cestas básicas, ventilador e botijão de gás.

A casa antiga foi totalmente demolida e, no local, está sendo construída uma nova casa pela Associação de Moradores do Bairro Monte Santo. Pessoas doaram o material e a associação buscou parceria com profissionais da área de construção e com a Igreja Metodista Wesleyana.

“Altruísmo é o que move todos nós neste momento. Não foi fácil ler a reportagem e saber que dona Lora dormia com fome e que ela, como muitos outros irmãos nossos do bairro, vivem em residências inadequadas”, disse Luismar Resende de Araújo, presidente da associação.

Dona Lora está provisoriamente morando na casa de uma filha, mas muito em breve estará de volta ao seu novo lar, graças a um sentimento chamado “solidariedade”.

Mas o sentimento de desumanidade, totalmente oposto ao que aconteceu com dona Lora, foi registrado em Itanhém nesse ano que se finda.

Maria Santiago Lima, de 51 anos, também moradora do bairro Monte Santo, ficou cega do olho direito, em razão de um descolamento de retina. Ela chegou a entrar com uma ação e a Justiça, alguns meses depois, bloqueou R$ 20 mil dos cofres da prefeitura para o tratamento cirúrgico na rede particular, mas não havia mais tempo.

Por diversas vezes a prefeita do município, Zulma Pinheiro, desumanamente protelou o tratamento de dona Maria, até que ela perdesse totalmente a visão do olho.

Dona Maria é quem cuida do marido, de 70 anos e deficiente visual.

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