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“Eu busco a essência do ser humano através da fotografia”, diz fotógrafo cego

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[Almir Zarfeg] Desde que perdeu a visão aos 24 anos, num acidente de trabalho, Valdir da Silva passou por altos e baixos, inclusive pensou em tirar a própria vida, até descobrir que sua verdadeira vocação estava na fotografia. Sua felicidade também.

Hoje, aos 44 anos – comemorados nesta terça-feira (21 de maio de 2019) –, ele faz questão de se definir como “fotógrafo cego”.

A fotografia significa mais que uma profissão na vida desse gaúcho natural de Frederico Westphalen/RS, mas que escolheu viver em Canoas, também no Estado do Rio Grande do Sul, ao lado da mulher Maria Terezinha e da filha Vitória. A fotografia fez toda a diferença na vida dele, proporcionando-lhe o tão desejado encontro com a felicidade.

Mas o grande divisor de águas na vida de Valdir foi, sem dúvida, a cegueira, com todas as dificuldades implicadas. Porque, vencido o impacto causado pela perda da visão, o jovem resolveu dar a volta por cima, encarando a reabilitação e reaprendendo a conviver com a deficiência visual.

Assim que reaprendeu a assinar o próprio nome, assegurando sua identidade, Valdir decidiu ir mais longe, muito mais longe, sempre contando com o apoio da família e dos amigos.

“Foi naquele momento que eu acordei para a vida e minha família me acolheu de braços abertos”, conta à reportagem do Água Preta News.

Valdir, a mulher Maria Terezinha e a filhota Vitória.

A seguir, ele não só encarou os grandes desafios que estavam à sua frente, mas também as ótimas possibilidades de que tiraria proveito. “Quando se fecha a janela da alma, abrem-se várias portas”, costuma dizer o jovem que soube aproveitar o leque de opções, para seguir adiante e mostrar seu potencial.

Então Valdir voltou a estudar, formou-se em massoterapia, encarou o desafio da xilogravura e começou a pintar com pincéis, em vez de usar os dedos.

Bem ajudado e orientado, ele aprendeu os jogos de sombra, apesar de não enxergar absolutamente nada. Aprendeu também a esculpir em pedra-sabão, até que encontrou a fotografia ou, melhor dizendo, foi por ela encontrado…

“Por que você não tenta a fotografia?”, disse a professora em tom de desafio, à qual Valdir reagiu de maneira irônica: “Está brincando comigo? Um cego fotógrafo?”

Ali Valdir teve a primeira aula de inclusão fotográfica: usar o que ele tinha de melhor: os sentidos, sobretudo a audição e o tato. Através do som, poderia saber se a pessoa estava sentada, de pé ou em uma posição mais próxima ou distante. Para fotografar a natureza, teria que ficar atento ao movimento do vento numa folha, ao canto dos pássaros e à energia dos objetos à sua volta.

Valdir topou o desafio, comprou uma câmera, praticou bastante e o primeiro clique, obviamente, foi para a professora. O resultado foi o melhor possível, acima de todas as expectativas. Um misto de alegria, felicidade e realização pessoal tomou conta do futuro fotógrafo.

 “Foi de uma emoção extraordinária, sabia que ali estava acontecendo uma nova fase na minha vida, eu que sempre pensei que era feliz, mas estava aprendendo a ser feliz depois de cego”, pontua.

A filhota Vitória retratada pelo fotógrafo cego. Foto: Valdir da Silva

Hoje, especializado no assunto e convidado a expor seus trabalhos e a dar palestras motivacionais, ele ensina que as pessoas fotografam a estética, mas se esquecem que, detrás da aparência, existe um ser humano. Existe uma essência totalmente ignorada pelos fotógrafos ou pelas pessoas que apreciam as fotos impressas e/ou reveladas.

“Eu não fotografo a estética, eu fotografo a essência humana. Eu não fotografo a cor dos olhos, do cabelo, se está penteado, se a mulher tem batom, isso não importa”, afirma, taxativo, acrescentando que o que vale é o coração das pessoas fotografadas.

Avaliando as imagens clicadas por ele, declara que não sabe como estão, ainda que as pessoas as achem bonitas, o que importa é a magia do momento em que foram tiradas.

Ele ensina em tom de desafio: “Feche os olhos, abra a mente, olhe com os olhos do coração e clique a máquina”.

O fotógrafo quer mostrar que as fotos retratam muito mais do que aquilo que as pessoas enxergam à primeira vista. Retratam, sugere, a alma das pessoas.

Valdir da Silva – o jovem que achou a felicidade na fotografia e adora clicar a essência das pessoas – finaliza o bate-papo com uma bela metáfora: a lente da sua máquina são seus olhos e cada clique é a batida do seu coração!

Veja matéria com o fotógrafo Valdir da Silva aqui.

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De passagem por Itanhém, escritor Wilton Soares visita Projeto Resgate

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Em passagem por Itanhém, na tarde da última quinta-feira (13), o escritor Wilton Soares fez questão de visitar a sede do Projeto Club Resgate, que é coordenado por Manoel Binas e beneficia cerca de 200 crianças e adolescentes itanheenses.

O projeto tem 11 anos de história e, em 2018, ganhou uma Embaixada que apoia as ações através de anuidades e doações diversas.

“Visitei a sede do projeto para conhecer e deixar o meu livro como doação”, disse Wilton Soares à reportagem do Água Preta News.

“De quebra, aproveitei para tirar algumas fotos com Binas diante da arte de D’Jane Silper”, acrescentou o escritor, que é itanheense mas vive em Dois de Abril/MG há muitos anos.

Além de conhecer detalhes do Club Recreativo Resgate (CRR), Wilton ainda obteve informações sobre o projeto de leitura “Bola no pé, livro na mão”, que acontece paralelamente e foi idealizado pela parceira e professora Romilva Pereira da Silva.

O autor de “Crônicas Abrilenses & Outros Escritos” fez um balanço bem positivo da visita, apesar da correria em que as coisas aconteceram.

“Foi tudo muito rápido, mas fiquei com uma ótima impressão do projeto que tem os melhores propósitos, ou seja, resgatar crianças e adolescentes até 17 anos para a formação de craques e também de leitores”, pontuou Wilton.

Ele elogiou a ideia de cobrar dos alunos, como condição para serem matriculados, a leitura de um livro durante um período determinado. Para ajudar e apoiar, ele doou exemplares do seu livro de crônicas lançado recentemente.

“Binas merece todo o nosso apoio”, concluiu Wilton.

O escritor Wilton visitou o Projeto Resgate.

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Sem estradas preservadas, o cambaleante comércio de Itanhém vive uma das piores crises da história

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As chuvas que atingiram o município de Itanhém nesta semana podem servir para fazer a prefeita Zulma Pinheiro e seu irmão Newton Pinheiro – que é o secretário de Infraestrutura – entenderem, definitivamente, que estradas de chão batido têm que ser levadas a sério pela administração, pois a natureza, diferentemente deles, não brinca.

A prefeitura precisa trabalhar com mais responsabilidade e profissionalismo no levantamento dos trechos críticos das estradas municipais, de pontes e bueiros com menos amadorismo na execução dos trabalhos de aterro, desvio de água e encascalhamento. Só assim, em períodos chuvosos, a mobilidade não será prejudicada por tantos transtornos como ocorreu nos últimos dias.

A estrada que dá acesso a Santa Rita do Planalto, por exemplo, virou um caos. O empresário do ramo de combustível, Ronivon Chapéu, registrou imagens da dificuldade de se trafegar por aquela estrada em época de chuva. Em vídeos ele mostrou nas redes sociais um ônibus escolar transportando crianças e adolescentes, sendo arrastado por uma máquina para ser retirado de dentro do lamaçal. Nas imagens, uma das laterais do veículo aparece bem próxima ao barranco, colocando em risco a vida dos alunos. Veja reportagem completa aqui.

Em outra situação, desta vez na estrada que liga Itanhém ao distrito de Batinga, irritado com as péssimas condições daquele trecho, que tanto a prefeitura fez propaganda dizendo ter reestruturado a estrada, um motorista filmou e também mostrou nas redes sociais o momento em que carros ‘dançavam no lamaçal’ para saírem do atoleiro.

Nas gestões anteriores, do ex-prefeito Milton Ferreira Guimarães, o Bentivi (PSB), as estradas principais de acesso do município foram refeitas com encascalhamento de todos os trechos críticos, inclusive com retirada de águas e construção e reformas de mais de 40 pontes.

A estrada de Batinga, por exemplo, onde foram construídas duas pontes já com estrutura para receber asfalto, foi toda reestruturada pela administração de Bentivi. Acontece que, nessa estrada e em todas as demais, a atual gestão costuma apenas passar a motoniveladora para acabar com a buraqueira e acaba retirando a estrutura de cascalho, que é a maior sustentação para a mobilidade das estradas de chão.Se a prefeita Zulma Pinheiro não levar a sério as estradas municipais, ela vai acabar debilitando ainda mais a economia local. Sem ter como escoar a produção, o cambaleante comércio itanheense vive uma das piores crises da história.

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Para pastor da Assembleia de Deus “Zé de Artêmio foi um patrimônio da igreja”

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A cerimônia do culto fúnebre de José Sousa Santos foi celebrada na manhã desta sexta-feira (14), no templo da Igreja Assembleia de Deus Missão de Itanhém, na Rua Teixeira de Freitas, no centro da cidade, pelo pastor Gersival do Carmo Silva.

O comerciante que ficou mais conhecido como Zé de Artêmio, faleceu na madrugada desta quinta-feira (13), em sua residência, por causa de problemas cardíacos. Ele tinha 62 anos e seu coração vinha há algum tempo exigindo cuidados médicos.

O pastor Merisvaldo Conceição, que já presidiu a assembleia em Itanhém e hoje pastoreia em Itabatã, se fez presente à cerimônia. Outros ministros do evangelho, inclusive de outras denominações, vieram se despedir de Zé de Artêmio. Foi o caso do pastor João Batista de Aguiar, da Igreja Metodista Wesleyana, que descreveu o comerciante como “um homem de sorriso tranquilo e sereno.”

Para o pastor Gersival, Zé de Artêmio “foi um patrimônio da igreja” e por isso terá uma foto para sempre eternizada na tesouraria, função que ocupou por muitos anos na Assembleia de Deus.

Para o presbítero Osvaldo Júnior “ele deixou um legado que a gente vai levar para a vida toda”.

O depoimento mais emocionante, porém, foi o da viúva Marionice: “Ele disse  há 60 dias, ‘Nice, não vou dar trabalho para morrer, você nem vai ver eu morrendo; você vai chegar na cama e vai me encontrar morto”.

Leia mais sobre Zé de Artêmio aqui.

Zé de Artêmio.
Pastor Gersival.
Pastor João Batista.
Pastor Merisvaldo.

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