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“Eu fiquei no pé deles toda hora e nada, eles são enrolados”, desabafa em Itanhém pai de criança que nasceu morta

Edelvânio Pinheiro

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Uma criança nasceu morta no final da tarde desta quarta-feira (21), na UMMI (Unidade Municipal Materno Infantil), em Teixeira de Freitas e o pai acredita que a causa foi a demora na transferência de sua mulher do Hospital Maria Moreira Lisboa, em Itanhém, onde recebeu os primeiros atendimentos ainda pela manhã.

Nícolas Sousa Pardim, 19 anos, disse ao Água Preta News que por volta das 9h da quarta-feira sua mulher começou a sentir dores e foi levada para o hospital. Lá estava tudo normal, segundo ele, mas o parto não poderia ser feito em Itanhém porque “o hospital estava sem máquina”.

“As enfermeiras disseram que estava sem máquina e que tinha que encaminhar ela urgentemente para Teixeira de Freitas, pois havia risco de perder o bebê e que o parto não poderia ser feito em Itanhém porque os aparelhos estavam esterilizando em Medeiros Neto, mas o negócio foi a demora deles, demorou muito pra levar pra Teixeira”, disse, questionando. “Como não tem um equipamento pra fazer um parto de uma pessoa?”, questionou.

Ainda de acordo com o pai, só a tarde a gestante foi levada, numa ambulância da prefeitura para a UMMI, onde a criança já chegou sem vida.

“A criança teria nascido com vida, eu fiquei no pé deles toda hora e nada, nada, eles são enrolados”, desabafou, referindo-se à demora na transferência da gestante para a cidade de Teixeira de Freitas.

A primeira filha de Nícolas teria um nome quase idêntico ao dele, se chamaria Nicole.