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Eu lhes apresento “As margens do paraíso”, 1º romance de Lima Trindade

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“As margens do paraíso”, 1º romance de Lima Trindade, saiu pela Companhia Editora de Pernambuco (CEPE) e pode ser adquirido aqui. A seguir as razões pelas quais recomendo muitíssimo essa obra que li há pouco.

O livro tem como pano de fundo o tempo-espaço que precedeu a inauguração de Brasília, a nova capital federal, por Juscelino Kubitscheck. Na verdade, narra os acontecimentos que marcaram os protagonistas Leda, Rubem, Zaqueu e Mauro – pro bem e pro mal – nos idos de 57, 58 e 59 do século passado, culminando com a inauguração da Capital da Esperança em 21 de abril de 1960.

Mas Lima Trindade fez muito mais que um romance de tese, daqueles do realismo e naturalismo oitocentista, ele produziu literatura de primeira, seja do ponto de vista do enredo como da linguagem (vale muito a pena me deter sobre esse aspecto depois). Enfim, uma obra que deveria conquistar uma legião de leitores Brasil afora.

Como obra-prima não cai do céu nem dá no cerrado por força do pensamento, estejam certos de que Lima caprichou no empenho, de sorte que o resultado (desempenho) dessa saga humanística, histórica e cultural pode ser compartilhado por todos.

A pesquisa histórica e cultural foi de suma importância para a constituição do cenário em que os protagonistas – demasiadamente humanos e, portanto, complexos como o povo brasileiro – pudessem se expressar em meio à liberdade e aos determinismos sociais. O fato de o autor ser brasiliense deve ter ajudado bastante.

Se, de um lado, Lima surpreende pela ambientação rica em pormenores, situações e tipos extraídos de lugares tão díspares e arquetípicos como Juazeiro, a Cidade Maravilhosa e Anápolis, que, ao fim e ao cabo, vão convergir para Brasília. Por outro lado, graças à empatia, humanidade e complexidade das personagens, a história ganha densidade e, como um rio, envolve tudo e todos.

Se a verossimilhança se impõe já no primeiro momento à trama neorrealista, como as ondas do rádio de pilhas, no segundo caberá às personagens imprimir ritmo à narrativa com o que possuem de mais dramático e, ao mesmo tempo, mágico em suas vidas: a brasilidade.

Visualizemos o grande canteiro de obras, em que operários (candangos), profissionais liberais, homens de negócios, políticos, burocratas, mas também mulheres da vida e aventureiros mal-intencionados, todos recém-chegados para participar da maior aventura urbanística do século XX: a construção da capital do Brasil, num esforço sobre-humano concentrado para realizar 50 anos em apenas cinco.

Claro que, entre os novos moradores da Capital do Futuro (o presente não passa de uma contingência), figuram Glória, que na verdade se chama Leda; Rubem, que é primo de Mauro e leitor de Bertrand Husserl; e Zaqueu, jovem empresário que troca Anápolis (e os estudos) por Brasília, a fim de se dar bem nos negócios e na política.

Pessoas notáveis – como JK, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Israel Pinheiro – costumam dar as caras na metrópole. Ficção e realidade vira e volta são vistas de mãos dadas por ali também.

A propósito, Domingos Pellegrini narrou no conto “A maior ponte do mundo” os trinta dias que antecederam a inauguração da Ponte Rio-Niterói. Um sem-número de operários – entre peões, serralheiro, mestre de obras, contramestre, submestre, assistente de mestre, fiscal, guarda, supervisor de segurança e engenheiros – dá tudo de si para entregar a obra no prazo estipulado.

A inauguração é narrada em 1ª pessoa por um eletricista que, por razões óbvias, enfatiza o papel do companheiro “50 Volts”. Mas o melhor fica pro fim da narrativa: 50 Volts vive contando prosa por ter trabalhado na construção da tal obra. E sonha ir ao Rio, pelo menos uma vez na vida, para ver a ponte iluminada!

Pois bem. Assim que Brasília foi inaugurada, os candangos foram deslocados para as cidades-satélites, idealizadas por Israel Pinheiro como cidades-dormitórios confortáveis para a classe trabalhadora. Porém, ao priorizar a aquisição de lotes em vez da urbanização deles, o 1º prefeito da nova capital promoveu a transformação desses espaços em favelas. Condenando os construtores de Brasília, assim, às margens do paraíso.

Entre a ficção e a realidade, fiquemos com a ficção! Com a ficção de Lima Trindade sempre!

[Almir Zarfeg ]

FOTO: Zarfeg exibindo “As margens do paraíso”, de Lima Trindade.

Congresso Nacional, um dos endereços do poder na capital federal.

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Água Preta News recebe homenagem durante sessão solene da Academia Teixeirense de Letras

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O portal Água Preta News foi homenageado durante a sessão solene da Academia Teixeirense de Letras (ATL), realizada na última quinta-feira (5), às 19h, no auditório da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas.

O certificado de “Amigo da ATL” foi entregue por Almir Zarfeg, presidente da instituição literária, à bacharela em direito Thathira Mickaelle, que representou a diretora-geral do portal, Sandra Costa, e o editor-chefe, Edelvânio Pinheiro. 

“Esta é uma singela homenagem àqueles que, com seu apoio, contribuem para o sucesso das ações da ATL, como esse evento solene final de 2019”, afirmou Zarfeg.

Além do Água Preta News, foram homenageados os sites ItanhemFest, de Eptácio Costa, e A Tribuna Bahia, de Edmilson Ciriaco.

Também receberam a homenagem Bruno Rocha – designer; Ezequias Alves – advogado; Dani Ferraz – recordista por ter participado de todas as sessões solenes da ATL; Rosângela Xavier – responsável pela decoração; Clébio Rodrigues – mestre de cerimônia; Milka Moraes – mestre de cerimônia; Thatiane Pinheiro – fotógrafa e Gleiciane Paiva – cantora.

FOTO DA CAPA: Almir Zarfeg entrega homenagem a Thathira Mickaelle.

Edmilson Ciriaco, de A Tribuna Bahia, também foi homenageado.

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Depois de 4 reportagens presidente proíbe Renato Correia de ter acesso à Câmara de Itanhém

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O presidente da Câmara de Itanhém, Sasdelli Resende (PSDB), proibiu o acesso do empresário Renato Medeiros Correia às repartições do Legislativo Municipal. A decisão ocorreu depois que o Água Preta News publicou quatro reportagens sobre o áudio do empresário que vazou nas redes sociais.

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No áudio, Renato, que é irmão do ex-presidente e atual vereador Ronaldo Correia (PC do B), disse que era fácil recortar a assinatura de Nem Mendes e de Audrey Correia (PR) para publicar no Diário Oficial da Câmara.

“Eu peguei é… Gelson. Ronaldo, Dema e Sasdelli assinam normalmente. O de Audrey e o de Nem [Whindson Mendes] é fácil, só a gente recortar a assinatura deles e colocar a data certa e publicar, tirar xerox colorida moço, entendeu? A gente tira xerox colorida”, disse.

A portaria nº 029, do último dia 4 de dezembro, ainda não foi publicada no Diário Oficial. Nela, a presidência da Câmara diz que “tendo em vista de um suposto áudio vazado envolvendo o Sr. Renato Medeiros Correia”, fica impedido o acesso dele às dependências da Câmara de Vereadores até que os fatos sejam apurados.

A redação da portaria não é clara, levando ao entendimento de que Renato Correia não poderá se quer assistir às reuniões do Legislativo, uma vez que as dependências de qualquer lugar são todos os seus compartimentos.

Apesar de duras cobranças de alguns vereadores, até o momento não se tem conhecimento de nenhuma portaria assinada por Sasdelli Resende no sentido de apurar fato algum envolvendo o áudio vazado, que é considerado por muitos gravíssimo.

A redação da portaria não é clara e leva ao entendimento de que Renato Correia não poderá se quer assistir às reuniões da Câmara.

Veja as quatro reportagem publicadas sobre o caso:

Áudio de irmão de ex-presidente da Câmara de Itanhém vaza e vereadores estão preocupados se assinaturas foram falsificadas

Vereador que teve seu nome citado em áudio que vazou diz que documento já desapareceu da Câmara de Itanhém

Preocupados com assinaturas que podem ter sido falsificadas vereadores cobram atitude do presidente da Câmara de Itanhém

Nem Mendes quer saber porque Renato Correia tem livre acesso a todas as repartições da Câmara de Itanhém

FOTO DA CAPA/Arquivo: Renato Correia.

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Professoras Arolda Figuerêdo e Enelita Freitas são empossadas na Academia Teixeirense de Letras

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[Por Edelvânio Pinheiro] As professoras Arolda Figuerêdo e Enelita Freitas foram empossadas na Academia Teixeirense de Letras (ATL) Membro Benemérito e Membro Efetivo, respectivamente. A primeira foi recepcionada pela acadêmica Cristhiane Ferreguett e a segunda, pela acadêmica Fabiana Pinto, que fizeram os discursos de boas-vindas.

As professoras e escritoras foram empossadas pelo presidente da ATL, Almir Zarfeg, durante evento solene final de 2019 que aconteceu na última quinta-feira (5), às 19h, no auditório da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas/BA.

Antes de fazer o juramento acadêmico, elas discursaram para os confrades, confreiras e público presente.

“Em primeiro lugar, agradeço e louvo a Deus pela oportunidade de viver e construir estas experiências inenarráveis, também por estar aqui neste momento. Em segundo lugar, quero dedicar esta oportunidade ao senhor Benedito Braz Figuerêdo e à senhora Maria Joana da Silva Figuerêdo, meus pais”, discursou Arolda Figuerêdo, estendendo a dedicatória às irmãs, irmãos, filhas e filhos, noras e genros, tias, cunhadas e cunhados, sobrinhas e sobrinhos.

Natural de Caravelas/BA, afroindígena, chefe do Departamento de Letras da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus X, a professora Arolda Figuerêdo se tornou parceira importante da ATL, desde o primeiro momento, quando assumiu a presidência da comissão julgadora – versão interna – do Prêmio Castro Alves de Literatura nas categorias Poema e Crônica. Em 2020, o concurso literário chega à 4ª edição aberto, inclusive, à participação nacional.

A recém-empossada Membro Benemérito também coordenou um Estudo da Produção Literária dos Membros da ATL e que foi apresentado, recentemente, na XXIII Jornada de Iniciação Científica que aconteceu em Salvador. A pesquisa tem a participação das alunas bolsistas Joana Estéfanes Calixto da Silva e Danila Irineu Santos, que foram homenageadas com o certificado de “Amigas da ATL” durante a sessão solene.

Enelita Freitas, por sua vez, foi empossada Membro Efetivo na Cadeira 37 da ATL, cujo patrono é o saudoso Dom Antônio Eliseu Zuqueto, que esteve à frente da diocese de Teixeira de Freitas e Caravelas entre os anos de 1983 e 2009.

“Sempre adiando o sim para fazer parte desta Academia, eis que me encontro hoje incluída entre seus membros, o que para mim significa estar inserida num ambiente em que as letras se constituem matéria-prima do fazer cotidiano daqueles que se dedicam ao ofício de escrever”, assim Enelita Freitas iniciou seu discurso de posse.

Mestra em literatura brasileira e professora aposentada do Campus X da UNEB, do qual foi diretora por dois mandatos, ela aproveitou a oportunidade para dar uma aula sobre o que é texto literário e não literário, atribuindo àquele a função de formar os leitores e a este a de informá-los.

Para a recém-empossada titular da Cadeira 37 – antes ocupada pelo defensor público Luiz Carlos de Assis Júnior, que, ao trocar Teixeira de Freitas por Salvador, se tornou Membro Honorário –, um poema pode até informar, mas sua função primeira é formar o leitor, de maneira ampla, subjetiva e estética. Um texto técnico, pela sua natureza, se basta na informação simples e direta do receptor.

Enelita Freitas ainda recitou, de memória, trechos do poema “O livro e a América”, do poeta e patrono-geral da ATL, Castro Alves.

“Mesmo sem fazer parte diretamente da ATL, as agora confreiras Arolda Figuerêdo e Enelita Freitas já eram referência boa para a instituição literocultural. Agora, terão a oportunidade de fazer muito mais, engrandecendo-a e brilhando juntamente com os demais acadêmicos. Sejam muito bem-vindas à ATL”, afirmou o poeta e jornalista Almir Zarfeg.

FOTO DA CAPA/ Thatiane Pinheiro: Enelita Freitas e Arolda Figuerêdo sendo empossadas.

Foto Thatiane Pinheiro: Alunas bolsistas da UNEB, Joana e Danila, sendo homenageadas pela ATL.

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