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Internautas criticam atitude de diretor que barrou adolescente por falta de uniforme em Itanhém

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A professora, que é mãe do adolescente que foi barrado numa escola na zona rural do município de Itanhém porque não tinha uma camiseta do uniforme escolar, recebeu apoio e solidariedade dos leitores do Água Preta News nas redes sociais.

De acordo com Mirian Lobo, seu filho, de 13 anos, que estuda o 8º ano, na Escola Municipal José Alves de Sousa, em Vila São José, foi proibido de assistir às aulas, por quase duas semanas, pelo diretor Marcos Correia Amorim, que também é o professor de inglês da unidade de ensino, responsável pelo transporte de alunos daquele bucólico lugarejo e inclusive é o motorista da Kombi que presta esse serviço escolar à prefeitura.

“Se tem algo que ainda me incomoda muito é ver uma criança proibida de aprender – o que é um direito constitucional – por um motivo totalmente torpe”, escreveu em sua página no Facebook, o estudante de direito, Elizeu Binas, lembrando que quando era criança ficava com o coração partido porque via seus colegas proibidos de entrar no colégio, por não terem uniforme ou calçado apropriado. “Que proibição mais inútil, ainda mais partindo de uma instituição pública”, concluiu o estudante.

Em um grupo de WhatsApp, o professor Joaquim Silva, com a experiência de ter lecionado oito anos na zona rural, onde, segundo ele, os alunos não usavam uniforme, disse que a vestimenta é apenas um detalhe.

“O importante é o aluno estar na sala de aula aprendendo, adquirindo conhecimento”, opinou, enfatizando que há direção de escola que se preocupa somente com a beleza para mostrar para as pessoas.

Escola Municipal José Alves de Sousa, em Vila São José.

Outros leitores do site também opinaram sobre a reportagem.

Helena Araújo, no Facebook, achou um absurdo o diretor ter barrado o adolescente. “E se a mãe não tivesse condição de comprar o uniforme, o adolescente ia ficar sem estudar?”, questionou.

Robescley Santos, também no Facebook, no grupo Economildo.com questionou se a escola levou em consideração a condição da família do adolescente. “Me diz aí [se] alguém deles foi ver as condições da família dessa criança, [pois] isso não é motivo de suspender um aluno, isso é uma vergonha”, afirmou.

Já Antonio Ferreira, no grupo ‘Boca no Trombone’, de São Mateus-ES, fez uso da ironia para criticar a atitude do diretor. “Sem uniforme o aluno não consegue aprender, pois ele faz a criança mais inteligente, sem o uniforme a massa encefálica fica em desalinho”, ironizou.

Houve também quem se prontificasse a doar o uniforme para o estudante e quem defendesse o diretor. A professora dona do perfil Elizangela Cruz Cruz escreveu em sua página que o diretor Marcos Amorim faz um trabalho excelente.

“Eu trabalho na escola há quase 12 anos e o diretor faz um excelente trabalho. Foi eleito pelos país dos alunos e pelos alunos”, escreveu, informando que a mãe do adolescente barrado também concorreu ao cargo de gestora escolar e que ela teve o prazo de 45 dias para comprar o uniforme do filho, que custa R$ 20. A internauta fez também algumas acusações à mãe do adolescente, como se isso justificasse a brutalidade de impedir um aluno de frequentar a sala de aula.

FOTO DA CAPA: Vila São José, município de Itanhém. Fotos: Google.

No bucólico lugarejo o diretor da escola proibiu um aluno de estudar por falta de uniforme.

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“Fred, o labrador amarelo”, livro de Katrine Carvalho, será homenageado pela ATL

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Assim como outras obras lançadas em 2019 por autores teixeirenses e regionais, “Fred, o labrador amarelo” receberá homenagem especial da Academia Teixeirense de Letras (ATL) na sessão solene, marcada para as 19h30 do dia 5 de dezembro, no auditório da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas.

A 1ª obra literária da pedagoga Katrine Carvalho é dedicada às crianças e tem como protagonista um cão da raça labrador muito charmoso e amarelo. O livro é inspirado no labrador que a autora cuida desde filhote e as ilustrações são de Bruna Maciel.

A história é narrada em 1ª pessoa por ninguém menos que o próprio Fred, o labrador amarelo. Ele narra o cotidiano de sua família que, aos poucos, vai sendo adotando por diversas pessoas. A mãe e os oito irmãos e irmãs caninos. Por fim, Fred é levado para viver na casa de Carlinha, uma menina bem legal.

No início Fred fica muito triste, pois sente muita falta da mãe e dos irmãos, até mesmo do senhor Luiz, o antigo dono. Mas, depois, vai se adaptando à nova realidade.

Katrine Carvalho, no centro, com os alunos da Escola Irmã Dulce

“Li a história de Fred há pouco e gostei muito do jeito como a autora apresenta o personagem aos leitores. Enfim, com uma narrativa simples, envolvente e bastante verossímil”, elogiou Almir Zarfeg, presidente da ATL.

Katrine Carvalho participou da 2ª edição do Café com Leitura, evento promovido pelo Memorial da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas. Na ocasião, ela divulgou ainda mais a obra que vem causando sensação entre os leitores mirins.

Além de Katrine, também serão homenageados Athylla Borborema, Carla Alves, Carlos Mensitieri, Elias Botelho, Enelita Freitas, Erivan Santana, Juarez Ferreira Leite, Maurício de Novais, Raimundo Magalhães, Val Bernardino e Wilton Soares, todos autores com obras editadas em 2019.

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Policiais estão sendo capacitados para a Ronda Maria da Penha que será implantada em Teixeira de Freitas

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A 87ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), com suas diversas modalidades de policiamento, sempre atuou no combate à violência contra a mulher e no combate à violência doméstica de um modo geral. O comandante major Sílvio Nunes, entretanto, defende a implantação de uma ronda especialmente para atender esses casos.

Criada em março de 2015, a Ronda Maria da Penha atua na assistência às mulheres baianas com medidas protetivas decretadas pela Justiça e também como um serviço de qualidade e proteção às mulheres em situação de violência doméstica.

O treinamento envolve palestras e atividades práticas e é coordenado pela major Denise Santiago Santos do Rosário, que trabalha no combate à violência contra a mulher, desde o dia 08 de março de 2015, quando o programa foi criado na Bahia. A oficial superior é considerada símbolo da lutra contra o machismo estrutural que norteia relações familiares.

Major Denise Santiago e a delegada da Mulher, Viviane Scofield

Os temas abordados na capacitação para o Ronda Maria da Penha enfatizam o papel das instituições no enfrentamento à violência contra a mulher, sempre com focos na Lei Maria da penha, nos Direitos Humanos e nos crimes de feminicídios, estupros e de importunação sexual.

Os militares e representantes de instituições ligadas à proteção da mulher – que também participam desta capacitação – fazem estudos de casos e, efetivamente, irão participar de atividades práticas relacionadas à violência doméstica na cidade de Teixeira de Freitas.

“Já atuamos de modo preventivo e ostensivo, mas a Ronda Maria da Penha nos permitirá um maior acompanhamento de casos, como medidas protetivas, por exemplo, determinadas pela Justiça, que buscam manter o potencial agressor longe da vítima”, disse o major Silvio Nunes, explicando que o programa, que já inspirou corporações no Brasil e em Londres, na Inglaterra, já existe há quatro anos em salvador e já foi implantado em outras cidades baianas, com resultados bastante significativos.

Foto de Capa: Majores Silvio Nunes e Denise Santiago

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Juiz determina saída de Lula da prisão após decisão do STF

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[G1] O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba, aceitou nesta sexta-feira (8) o pedido da defesa do ex-presidente do República Luiz Inácio Lula da Silva e o autorizou a deixar a prisão.

Condenado em duas instâncias no caso do triplex, Lula ficou 1 ano e 7 meses preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba. Agora, ele terá o direito de recorrer em liberdade e só vai voltar a cumprir a pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias após o trânsito em julgado.

Os advogados pediram a soltura do petista depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a prisão após condenação em segunda instância.

Na quinta-feira (7), por 6 votos a 5, o STF mudou um entendimento de 2016 e decidiu que, segundo a Constituição, ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado (fase em que não cabe mais recurso) e que a execução provisória da pena fere o princípio da presunção de inocência.

“A decisão da Suprema Corte confirma aquilo que nós sempre dissemos, que não havia a possibilidade de execução antecipada da pena”, disse Cristiano Zanin, advogado de Lula, logo após pedir o alvará de soltura.

A defesa disse que espera agora a “nulidade de todo o processo, com o reconhecimento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro”.

Período na prisão

Lula ficou preso em uma sala especial – garantia prevista em lei. A sala tem 15 metros quadrados e fica no 4º andar do prédio da PF. O local tem cama, mesa e banheiro de uso pessoal. A Justiça autorizou que ele tivesse uma esteira ergométrica na sala.

O ex-presidente tinha os requisitos necessários para progredir para o regime semiaberto: atingiu 1/6 da pena em 29 de setembro deste ano. Mas a mudança ainda não tinha sido analisada pela juíza.

Durante o período na prisão, Lula deixou a sede da PF em duas ocasiões: para ir ao interrogatório no caso do sítio de Atibaia, que ocorreu em novembro de 2018, e ao velório do neto Arthur Lula da Silva, de 7 anos, em São Bernardo do Campo (SP), em março deste ano.

Lula não teve a mesma autorização da Justiça para ir ao funeral do irmão Genival Inácio da Silva, de 79 anos, conhecido como Vavá, dois meses antes.

Condenações e processos

Na primeira instância, em decisão do então juiz Sérgio Moro, a pena imposta a Lula era de 9 anos e 6 meses, por corrupção e lavagem de dinheiro.

O juiz entendeu que Lula recebeu o triplex do Guarujá como propina da construtora OAS para favorecer a empresa em contratos com a Petrobras. O ex-presidente afirma ser inocente.

Depois, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) elevou a pena para 12 anos e 1 mês. Em abril deste ano, o tempo foi reduzido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a 8 anos, 10 meses e 20 dias.

Na Lava Jato, o ex-presidente também foi condenado em primeira instância pela juíza substituta Gabriela Hardt por corrupção e lavagem de dinheiro por ter recebido propina por meio da reforma de um sítio em Atibaia (SP), em fevereiro deste ano.

A pena de Lula nesse processo é de 12 anos e 11 meses. A defesa recorreu, e a ação ainda não foi julgada pelo TRF4.

Lula nega as acusações.

O ex-presidente responde a mais seis processos. Ele foi o primeiro ex-presidente do Brasil condenado por crime comum.

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