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Itanheense tem poema publicado em revista internacional

Edelvânio Pinheiro

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[Por Edelvânio Pinheiro] Poeta, filósofo, psicanalista e escritor, o itanheense Maurício de Novais Reis publicou um poema em revista acadêmica internacional de grande visibilidade. O poema, que acaba de ser publicado com o título Gladiador, recebeu, em março deste ano, menção honrosa no Prêmio Castro Alves de Literatura 2020, promovido pela Academia Teixeirense de Letras – ATL, sob o título Multifacetado.

O texto poético exprime a luta do homem pela sobrevivência nos vários períodos da história humana, começando pela pré-história, passando pela antiguidade romana, pelo colonialismo no continente africano, pelo antissemitismo europeu e desembocando na atualidade “terraplanista”. Trata-se de um poema-reflexão sobre a vida em sociedade, na qual o sujeito deve estar preparado para conviver com o diferente. Aliás, o poema aponta, em vários versos, que essa convivência nem sempre foi pacífica, culminando em episódios lamentáveis como o antissemitismo, a escravidão e a perseguição religiosa.

Autor de cinco livros, tendo o mais recente sido publicado neste ano de 2020, Maurício de Novais Reis leciona filosofia no Colégio Estadual Democrático Ruy Barbosa, em Teixeira de Freitas, além de atuar como coordenador pedagógico da rede municipal de educação de Teixeira de Freitas. Além deste poema-reflexão publicado na Revista Simbiótica, o itanheense possui inúmeros poemas publicados em antologias, revistas literárias e acadêmicas do Brasil.

Leia o poema abaixo:

Multifacetado

Não sou nada

Senão um gladiador

Insano

Lutando contra leões

No Coliseu romano

Ou um guerreiro negro

Africano

Na luta contra a colonização

De peito aberto

Sangrando

O banzo incontido

Da escravidão.

Não sou nada

Senão um caçador

Pré-histórico

Entesando o arco

Heroico

Ou um lutador hebreu

Arcaico

Cercado de pentateucos

Laicos

Protótipo estoico

O espírito aflito

Na tradição.

Não sou nada

Senão um poeta

Balzaquiano

Traço incontido do desejo

Humano

Na divina comédia

Ou um prosaico suburbano

Lutando como um guerreiro

Insano

Essa batalha dantesca.

Não posso ser nada

Senão a carne que regenera

Com o tempo

Senão o musicista que demarca

O movimento

Do mundo através de palavras

Na partitura da vida

Melodia escondida

Na harmonia

Bachiana.

Não posso ser nada

Senão a incerteza do eco

Desses gritos perplexos

Ante a humanidade

Desumana.

Não posso ser nada

Senão a incontestável solidão

De humano, demasiado

Humano

Num planeta deserto de intelecto

Bélico

E alegadamente

Plano.

Para ler diretamente na página da revista, acesse aqui.

FOTO: Maurício recebendo certificado de menção honrosa dos acadêmicos Athylla Borborema e Almir Zarfeg em solenidade da Academia Teixeirense de Letras – ATL.