Connect with us

Destaque HOME

Jogadora de vôlei de Itanhém segue para o RJ, levando na bagagem muita fé Naquele que verdadeiramente pode curá-la

Edelvânio Pinheiro

Publicado

em

Compartilhe

 

Nesta manhã de julho, em um dia temperado de calor e frio, só um pouco de réstia de sol entra para iluminar o escritório deste humilde escritor e jornalista, onde muitas histórias de alegrias e tristezas já foram contadas.

O lenço branco e as lágrimas, que insistem em exteriorizar os sentimentos da alma de cronista, a xícara de chá de camomila, que ajuda acalmar as batidas do coração, e o instrumental de Richard Clayderman compõem o cenário.

Do alto Deus observa a aflição de todos nós diante de uma implacável e silenciosa doença, que veio com a velocidade e com a força de um trem para atropelar os sonhos de uma jovem de 19 anos cheia de planos. Frente a tantas incertezas, a coragem e a força para guerrear da água-pretense Alessandra Amaral Moraes me surpreendem e me fazem forte para continuar esperando Deus compor o final da história que começo a contar.

Estou aqui aprendendo a ter mais fé para mais tarde comemorar final alegre que somente o mestre da engrenagem do universo pode realizar. Este humilde cronista, que há quase três décadas ajuda a contar as histórias da nossa gente, espera o momento em que Deus ajustará os ponteiros para comemorar com indecifrável alegria a vitória desta jogadora de vôlei.

Assim como o pequeno Davi, ela enfrenta o gigante e furioso Golias. O povo solidário de Itanhém e de outras cidades tem dado as munições para ajudá-la a vencer esta batalha, na certeza de que, quando a doença notar a força e a solidez do amor e da incansável vontade de vencer a morte, se dará por derrotada.

E, somente depois de fazer a maior de suas jogadas na quadra da vida, Alessandra voltará para casa sã e salva. Nesse dia, prometo aos fiéis leitores que me esquecerei dos ladrões de prefeituras, que roubam as flores do jardim de famílias humildes como a desta jovem, que sequer tem a condição de pagar o transporte e a estada dela e de um acompanhante na capital carioca, para onde seguiu na semana passada em busca de tratamento em hospital da rede pública de saúde.

Alessandra sabe sonhar e, apesar de não conter as lágrimas no vídeo que gravou para agradecer a ajuda que já chegou, prefere acreditar e apesar de tudo sorri.

Na bagagem para o Rio de Janeiro, a jovem, que agora sonha somente com a vida, levou mais amigos, gratidão e muita fé Naquele que verdadeiramente pode curá-la. [Crônica de Edelvânio Pinheiro]

LEIA também: Jogadora de vôlei de Itanhém é diagnosticada com câncer raro e precisa de ajuda

PARTICIPE da campanha “Somos todos Alessandra”: