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Marmanjos não podem continuar sendo operados como marionetes ao sabor dos ventos da Fazenda Suíça

Edelvânio Pinheiro

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[Edelvânio Pinheiro] Na noite da última quarta-feira (19), em convocação extraordinária, a Câmara Municipal de Itanhém elegeu novo presidente da mesa diretora. Deilton Porto, o Caboquinho, do DEM foi escolhido presidente pela maioria absoluta dos vereadores.

Por si só, o fato ganha importância pelo ineditismo na história política de Itanhém. Afinal, é a primeira vez que, numa única legislatura, são escolhidos três presidentes para a mesa diretora em vez de dois, como mandam o regimento interno e a razoabilidade.

Caboquinho, que questionou na Justiça a eleição de Sasdelli Resende (PSDB), tinha mesmo que ser escolhido presidente, mas e daí? O que isso significa, a essa altura do campeonato, após tantos altos e baixos (sobretudo) e, além do mais, em ano eleitoral?

Para início de conversa, a atual é uma das piores composições do Legislativo itanheense em todos os tempos. Ali, com raras exceções, não se encontra gente comprometida com o povo e com o município. Pelo contrário, os vereadores estão mais interessados em se dar bem no jogo político, ficando ou não do lado dos Pinheiros. Na prática, não existe oposição de verdade, mas um bando de dançarinos (para não dizer coisa pior) que dança ao sabor da vontade da grande família.

Tudo começou com Ronaldo Correia (PC do B), que passou a bola (para não dizer coisa pior) para Sasdelli Resende, que teve a bola arrancada ainda no final do primeiro tempo. O que Caboquinho fará com a bola (viva a metáfora!) veremos brevemente.

As metáforas futebolísticas são imbatíveis, porque são inventadas. A prática, porém, é bem mais tragicômica: vejam a situação do Cruzeiro Esporte Clube, do Vasco da Gama e do nosso Vitória Esporte Clube, que são obrigados a aprender que pernas de pau habitam não só os gramados, mas também as gestões das equipes.

E daí, cara pálida?

Daí que marmanjos, crescidos e vacinados, integrantes da casa onde o elevador-engodo não funciona, não podem continuar sendo operados como marionetes, pernas de pau ou dançarinos, ao sabor dos ventos que vêm da Fazenda Suíça. Ao sabor da música de mau gosto que é tocada por esses profissionais de gosto duvidoso (com perdão do trocadilho).

E não adianta somar 9 + 3 = 13, de repente, achando que as coisas vão melhorar. Melhorar para quem? Para o povo, para as famílias de baixa renda que mendigam assistência oficial? Ou apenas para uma corja que, uma vez de cuidar da Casa do Povo, a transforma em casa da Mãe Joana?

Com a palavra, Ronaldo Correia, Sasdelli Resende e, agora, Caboquinho. Essa bola tem que ser jogada a favor do povo, não contra ele. Captaram a mensagem? Ou é preciso desenhar?