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“Mildson é meu prefeito, mas ele precisa tirar da prefeitura a quadrilha política”, disse Marquinhos na primeira sessão da Câmara

Edelvânio Pinheiro

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Nesta segunda-feira (24), na primeira sessão do ano, o discurso do presidente da Câmara de Vereadores de Itanhém, Marcos Vilas Boas, o Marquinhos (PSD), não foi nada amigável. Ele deixou claro que não aceitou nenhum acordo para que o ex-presidente do Legislativo, Deilton Porto, o Caboquinho (PP), ocupe o seu lugar na próxima eleição da mesa diretora.

“Eu pequei quando Deus pediu para não votar em Caboquinho [para presidente, no ano passado], mas eu pedi perdão a Deus porque se não vocês iriam achar que eu havia me vendido; eu tenho palavra eu nunca quis nada em troca para votar nele”, explicou Marquinhos. “Nunca vim aqui pedi gasolina para por em meu carro quando ele foi presidente, eu errei em votar nele, fui a Salvador e não fui bem recebido porque ele ligou e disse para não me receber”, lamentou. “Acordo para votar em Caboquinho daqui a dois anos, queria documento, precisa não, eu tenho palavra e a palavra que eu tenho aqui, levem milhões lá em casa pra ver se eu voto em Caboquinho”, desafiou.

Além disso, Marquinhos disse que existe uma quadrilha política na prefeitura.

“Eu queria pedir Alex [vice-prefeito, que estava presente na sessão], Mildson Medeiros e a sociedade de Itanhém  para tirar essa quadrilha que tem dentro da prefeitura, essa quadrilha política que vai pra cima do prefeito faltando 30 dias, quando [já] não tinha [mais] remédio pulou pra cima, hoje está ocupando os melhores cargos”, denunciou, referindo-se àqueles que só apoiaram o atual prefeito depois que viram que Zulma Pinheiro – adversária de Mildson Medeiros nas últimas eleições – não mais tinha chance de se reeleger.

Marquinhos fez questão de destacar que respeita e considera o prefeito.

“Eu não grito com Mildson não, Mildson é meu prefeito, tudo que pedi conseguir, [ele] só precisa tirar da prefeitura a quadrilha política que não vai deixar a comida ir para a mesa dos fracos, porque eles são ricos, ricos não gostam de pobre”, provocou.

Apesar do discurso, o presidente falou em união e respeito.

“Não deve existir intriga entre os vereadores, se desrespeitar um ao outro vou pedir para desocupar a Casa, aqui é lugar de melhorar nosso município, inclusive ajudar a tirar essa quadrilha política que está dentro da prefeitura”, finalizou.