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Mildson Medeiros e Marcelo Belitardo vencem seus adversários de lapada em Itanhém e Teixeira de Freitas

Edelvânio Pinheiro

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[Por *Almir Zarfeg] Mildson Medeiros (PSD) não apenas ganhou de Zulma Pinheiro (MDB) na disputa eleitoral no último domingo (15), mas a venceu de lapada (ou de lavada, como dizíamos em outros tempos), impondo uma frente de exatos 3.481 votos. A lapada se repetiu em Teixeira de Freitas, em que o médico Marcelo Belitardo (DEM) obteve 60,91% dos votos válidos, derrotando exemplarmente Temóteo Brito (PP), que ficou em 2º lugar com ínfimos 16,31% dos sufrágios.

Essas vitórias expressivas adquirem simbolismo nos dois municípios em questão. E falam alto e bom som, conforme a onomatopeia do momento (lap! lap!) ou a locação adverbial em voga nesses dias de embates eleitorais: de lapada!

Em Teixeira de Freitas, a vitória de Marcelo Belitardo significou, antes de qualquer coisa, uma aposta no novo, sobretudo cristalizou um voto de repúdio à administração horrorosa de Temóteo Brito, que perdeu a oportunidade de realizar um mandato de ouro em sua 3ª passagem pelo Executivo. Se fosse merecedor, poderia ter sido reeleito para mais um mandato.

Temóteo Brito e Taty Ruas, derrotados exemplarmente.

Mas nos concentremos na derrota de Zulma Pinheiro em Itanhém, que na verdade foi uma derrota dupla, qual seja, da família Pinheiro e do clã Lisboa.  Zulma e seus irmãos viram o sonho da reeleição virar pó e o ex-prefeito Oséas Moreira Lisboa, maior cabo eleitoral da prefeita, foi levado de roldão. Afinal de contas, o vice-prefeito e candidato à reeleição derrotado, André Lisboa, é filho e herdeiro político de Oséas. Aliás, herdeiro de uma linhagem inaugurada pelo saudoso Sady Teixeira Lisboa, responsável pelo processo emancipatório de Itanhém e 1º prefeito eleito no então recém-emancipado município.

O fracasso de Sady Teixeira Lisboa Neto (PSD), que tentou uma das 11 cadeiras do Legislativo nessas eleições municipais, também entra na conta do desastre eleitoral, embora tivesse concorrido pelo mesmo partido do candidato vitorioso, Mildson, e não da candidata derrotada, Zulma. Ele é neto do inesquecível STL.

Dos 9 vereadores da atual legislatura, 5 foram reeleitos, entre os quais André Correia, cuja reeleição é mais que merecida, uma vez que cumpriu à perfeição a principal função da vereança: fiscalizar as ações executivas.

A nova composição da Casa do Povo, que passou a ter 11 cadeiras, conta com gente nova como Renato e Guê, que espero que honrem a confiança depositada neles pelos itanheenses.

Quero lamentar a ausência de Lidiane Martins, que infelizmente não conseguiu se eleger, apesar de receber votação significativa. Barrada pelo quociente partidário, ela fará muito falta na legislatura a ser inaugurada em 1º de janeiro de 2021 e protagonizada apenas por homens.

Aproveito para lamentar a derrota de Manoel Binas, que terá que se contentar com a suplência. Aqui para nós, Binas já pratica a melhor das políticas – a da inclusão social.

Nem preciso dizer que torço para que Sasdelli Resende faça um 2º grande mandato, mas bem longe da presidência.

Por fim, meus votos de êxito para o prefeito eleito e vereadores eleitos e reeleitos. Correspondam, de verdade e de lapada, à expectativa depositada em vocês pelos itanheenses. É o que todos esperamos. E viva Água Preta!

Foto da capa: Mildson Medeiros (esq.) e Alex Chaves (dir.) em campanha, com o médico Roberto Matoba e sua esposa, a advogada Karem Andrade.

*Almir Zarfeg é poeta e jornalista. Preside a Academia Teixeirense de Letras (ATL).