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Missionário é o beija-flor que apaga o fogo da fome, do vício e da dor na terra de Água Preta

Edelvânio Pinheiro

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“Sei que apagar este incêndio não é apenas problema meu, senhor elefante, mas eu estou fazendo a minha parte. ”

A resposta do frágil beija-flor que tentava apagar o fogo que destruía velozmente uma floresta, cenário de uma bela parábola filosófica que muitos conhecem, me fez lembrar o projeto social realizado há 7 anos pelo missionário Marcos, na cidade de Itanhém.

Apesar da crise, do caos e dos desmotivadores de plantão, que insistem em perguntar por que o religioso continua apagando o fogo da fome, da dor e do vício, que consome tanta gente na terra de Água Preta, o missionário prossegue com o seu propósito.

Antônio Marcos dos Santos é um homem de Deus e, tendo a missão precípua de ajudar a quem necessita, tem que se transformar em ajudante de pedreiro, cabeleireiro, pintor e outras profissões para semear bondades infinitas.

Todas as vezes que o missionário bate em uma porta para pedir alimentos, remédios e agasalhos, ele está apagando incêndios na floresta da alma de alguém. Essa capacidade divina de sentir a dor do outro é a maior virtude desse jovem que tem arrastado através do exemplo.

A luz do amor que ele propaga atravessou o Oceano Atlântico e conquistou alguns anjos lá na América, como Dinomendes Fernandes, o Mendão, e Rogério Ferreira, o Rogerão, entre outros.

Sempre imagens circulam nas redes sociais mostrando o que é feito com a ajuda que o missionário recebe para ajudar outras pessoas. E, assim, a corrente do bem propaga bondades e gestos de nobreza que atravessam frestas imensas para acalmar o choro de quem tem dor, matar a fome de quem necessita, acolher quem está na rua ou no mundo das drogas, sem que nenhum elefante, carregado de maldade consiga interferir, por mais que tente.

São mais de mil famílias assistidas e não há reivindicação de notoriedade por parte do missionário. Para alguém que ama o próximo com tanta verdade, o importante mesmo é o reconhecimento que vem do alto.

[Crônica de Edelvânio Pinheiro]